27 junho, 2016
16 junho, 2016
É hora de aprender com os nossos vexames
![]() |
Josué Oliveira com certificado de vencedor do Concurso da Alla
Foto: Maurício Lamoia
|
Lá
se vão mais de onze anos, nos quais o nosso velho Brasil lida com os mais
distintos problemas, que vagueiam entre os sociais, os das paixões e os dos
poderes constituídos. Não era previsto na letra fria das conversas entre seus
filhos, mas como indagadores do sistema que gerenciava o país, ficava claro que
algo de errado poderia acontecer num curto espaço de tempo.
A
euforia da ascensão social, do poder conquistado por milhares de pobres, da
natureza sorridente em estampar nas páginas sociais aquilo que normalmente não
se conquistaria em um país chamado de terceiro mundo há uns trinta anos, e
emergentes em nossos dias. Essa alegria gerava prazer, pelas praças e salas de
festas, o pobre que antes andava de chinelo “Havaianas” nas cores azuis ou
preta, agora desfrutava de tênis de marcas caras.Era mesmo o inverso da miséria
estampada na imprensa internacional. Aqui no Brasil hoje, a miséria mudara de
figura e tornara-se intelectual.
Não
deveríamos nos envergonhar diante dos estranhos gringos, mas tomamos às vezes
um ar de vergonha quando somos expostos ao vexame, em nossa própria casa.
Vexame
esse que me recordo bem, como os ocorridos no início deste século XXI, em 2005,
aquele julgamento doido do Mensalão, onde achei que tinha sido a gota d’água
diante das aberrações ali vistas. Mas não! O país entrou numa linha de
protagonismo sem igual. Protestos que serviram de alerta diante da imprensa internacional,
mostravam ao mundo que aqui as coisas não estavam bem. Isso ainda era no meado
de 2013. Os protestos com violência como ocorreram deram recados fortíssimos
aos governantes e autoridades do poder judiciário. O povo estava já aflito e
frito diante de uma mera situação de que representava um rombo no orçamento do
trabalhador. Aqueles vinte centavos de aumento foi o ponto de partida.
Quando
pensávamos que 2014 seria o ano de uma glória brasileira, lá se foi o início de
uma nova rasteira. Foi um vexame sem precedentes. Uma tarde sombria e sem
nenhuma explicação, o Brasil levava a maior goleada na história das Copas. Era
um 7 a 1 para a Alemanha, que já vinha dando aulas de cidadania em diversas
cidades onde ficara alojada. Para nós, aquele dia foi para ser esquecido, mas não
vivê-lo e esquecê-lo, não lidaríamos com a realidade dos fatos. Nossa paixão
era puro vexame.
Porém,
2014 ainda não tinha terminado. O pior ainda estava por vir. E vieram. Vieram
as eleições que até agora não terminaram suas discórdias, ameaças e o culto do
‘eu’. O vexame tomou conta de todos os meios de comunicação. O radicalismo da
opinião, o sentimento aflorado por uma causa levou milhões a buscar o revés, no
combate ao idealismo implantado de forma sorrateira e covarde, onde se buscava
fugir do pesadelo do passado e não entrar no túnel do futuro sombrio. Estava
claro que o vexame não tinha ido embora. E o tempo passou...
As
promessas não cumpridas hoje servem de pão diário para quem deseja mudanças,
todo dia se repete a dose contra o sistema vermelho. As prisões, as denúncias,
os inquéritos e tantas outras citações não apontam para um fim com pétalas de
rosas, mas apontam que os espinhos da velha roseira e servirá com total veneno aos que não
respeitaram os deveres e direitos garantidos pela mãe dos conselhos e leis: a
Constituição. A destituição de membros dos poderes Executivos e Legislativos
continua na pauta. Os jornais e revistas nunca venderam tanto como agora, já
que despertou o povo para discutir esse assunto. Por aqui na nossa pátria só se
discutia futebol, sobre mulher, dinheiro, carro, final de novela e a política
mesmo, não fazia parte da mesa redonda – a vergonha nos obrigou a mudar os
hábitos.
Não
sei, mas pelo visto posso estar encerrando meus pensamentos e compreensão
desses últimos tempos em apenas algumas linhas, mas entendo claramente que,
como brasileiro, ainda verei longos vexames, infelizmente. Mas entendo que, ele
é bom para que caiamos na realidade. O vexame mostra o quanto pobre fomos e
somos .Ele mostra que nunca tratamos a vida com responsabilidade, seja com a
sociedade, seja com nossas paixões ou mesmo com os poderes constituídos, e
enquanto formos amadores, o vexame estará estampado com nossos nomes pra todo
mundo ver.
Strong Sir | 3º Ano Ensino Médio |
Crônica
Josué Oliveira
Prof.: Eva Aparecida Silva
Prêmio ALLA 2016
10 junho, 2016
Pastor Josué Oliveira faz carta de agradecimento pelo prêmio conquistado na ALLA.
Venho
neste momento compartilhar com vocês um pouco da minha imensa felicidade, que
vem sendo construída ao longo dos últimos anos, fruto de esforços, dificuldades
e interesse de fazer acontecer, mesmo que as vezes não saia certo ou perfeito.
Na noite
desta quinta-feira 9 de junho de 2016, fui abençoado. Estava escrevendo como
sempre, há mais de um mês atrás, e um dos meus textos enviei à
Academia Leopoldinense de Letras e Artes – ALLA, o qual dei o tema de
“É hora de aprender com os nossos vexames”, (breve vou publicá-lo aqui no blog) texto no qual falei das nossas experiências
nos últimos anos, em questões políticas, esportivas e apontei que estes vexames
deveriam servir de exemplo para nós, e voltarmos ao lugar da glória, e não do
escárnio internacional.
Pois bem,
com relação ao concurso, estava concorrendo na categoria ‘crônica’ e não quis
me envolver com mais outros textos nas demais, até podia, mas não quis fazê-lo.
O resultado veio em um momento muito legal da minha caminhada. Hoje, concluindo o
Ensino Médio, onde fiquei distante por cerca de 15 anos, e neste período fiz
diversos cursos, busquei conhecimento e voltei para encerrar meus estudos e dar
uma nova fase na vida. Fui premiado com o primeiro lugar na categoria. Eram
centenas de pessoas no auditório do Cefet, onde aquelas palmas me fizeram rever
um filme rápido, lembrei de “onde eu estava e onde estou agora” – foi muito legal.
Como
vencedor da categoria, recebi a honra também de tornar membro da ALLA, onde
estarei com os demais integrantes cooperando, aprendendo, sendo instruído por
amigos conhecidos e pessoas que agora serão parte desta nova etapa intelectual
e social em que participarei.
Diante
deste prêmio, quero agradecer primeiramente a Deus por ser o “Centro” das minhas petições e
orientações no cotidiano. Agradeço a monitora, Eva Aparecida Silva da linguagem
de Português, a qual me incentivou, abrindo as portas para ver este meu
potencial. À minha diretora Zazaia, super gente fina. Aos amigos de sala com os
quais discutimos as ideias a serem desenvolvidas e que foram colocadas pra
fora. A minha família, que, mesmo tirando este tempo para os estudos, o
propósito é visando um futuro melhor de cada um deles também. Aos irmãos e amigos, Mauricio
Giane e Valter
Lopes, que
prestigiaram este momento, Deus vos abençoe.
Enfim,
quero agradecer a todos que torceram por mim, e que este prêmio seja dedicado
em nome de cada um cidadão leopoldinense, sem fala, sem voz e sem identidade,
que grita por liberdade, não sendo ouvido, que geme e que ninguém se importa, a
eles, o reconhecimento que as vezes, as dores não são temporárias, mas as vitórias
são marcantes. Vigor e luta, não podemos desistir, dias melhores e lugares
desconhecidos ainda aguardam cada poeta e escritor da nossa terra. Muito obrigado!
Fonte: Leopoldina News
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