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23 abril, 2024

OPINIÃO: Imprensa brasileira crucifica John Textor em nome da grana recebida das casas de apostas

SOBRE a situação envolvendo John Textor, sócio majoritário do Botafogo ao entregar possíveis provas de irregularidades em jogos no Brasil desde 2022, eu estou estarrecido como a imprensa dita - Globo, Globo News, Sportv, CBN, TV Jovem Pan, CNN, ESPN, STB News, Record e Band - tem imensa coragem de tentar minar o empresário. 

Parece que 100% desses pseudojornalistas tem tanta certeza de que não existe mais manipulação de jogos no Brasil que eles se quer conseguem esperar as informações vindas da Polícia Civil, do Ministério Público, do STJD e agora até da CPI da manipulação de jogos, que segundo informações passará a contar com a força tarefa da Polícia Federal. 

É um absurdo que não temos jornalismo investigativo mais, e por essas razões tentam calar as pessoas que fazem o futebol de modo "raiz", sem manipulações de opiniões. Mas eu entendo esses grupos de notícias mercenários que temos no país hoje. Todos eles são patrocinados por sites de apostas, bancados para permanecer em silêncio e fazer uma enorme força de convencer a população de que tudo está normal, quando não está. 

Pode ser que Textor tenha ido longe, chorando a perda do título do Botafogo o ano passado, e preferiu queimar a largada sobre as denúncias, acusando dirigentes, clubes e jogadores de várias cores, o que acabou por dificultar as coisas. Enfim, é um absurdo a imprensa esportiva não ir atrás de informações e ficar opinando "suposições" da denúncia, crucificando Textor, pedindo o banimento dele do Brasil. Pode ter sido amador com os profissionais da roubalheira! 

Será que a imprensa brasileira hoje comete um crime de não saber discernir os gringos? Com Jorge Jesus, Sampaoli, o atual técnico do Vasco, o Elon Musk e o Textor que não falam a língua portuguesa brasileira, me parece que tem dificuldades de interpretar e dar sinal verde em busca da real apreciação de falas e denúncias. 

Tenho aqui a certeza que meus amigos que detém os microfones nas mãos ou redes sociais também discordem de posicionamentos comprados, o que faz o momento se tornar ainda mais trágico, afinal, assistimos ou ouvimos comentaristas "marionetes do sistema", onde todos os movimentos comportam iguais e evitam perder a grana. É muito triste! 

Aqui é minha opinião de como tenho acompanhado os episódios, lido e assistido recortes e peças inteiras desses assuntos. Se o futebol parar, como sugeriu a ANAF, será um desperdício para quem vive do futebol e assiste, mas será um momento épico e fundamental para corrigir as lambanças que acontecem no Brasil e que nenhum cabeçudo é ou fora punido de verdade. 

As investigações ocorridas anteriormente no país, "máfia do apito", o caso Edílson e os casos que foram denunciados a partir do Estado de Goiás, não chegaram longe. Tem muita gente grande por trás do sistema. Sílvio Santos já dizia que não transmitia futebol na sua televisão porque os campeonatos por aqui já começavam com os campeões definidos. Isso é manipulação. Isso é vergonha!

Vamos ter a expertise de esperar os fatos que ainda são sigilosos vir a público, e se não virem, cobremos, mas fiquemos aplaudindo essa imprensa que é bairrista, manipuladora e que compromete a seriedade dos fatos quando desacretitada a realidade e tenta implementar "opiniões".

A imprensa brasileira atualmente pune seus consumidores quando não entrega o produto "verdade".

by Josué Oliveira

Blog Leopoldina News

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10 outubro, 2023

Em 5 anos, Flamengo chega ao 10º treinador

Desde o início do mandato do presidente do Flamengo Rodolfo Landim, Tite se torna o 10º treinador do time carioca. Começando por Abel Braga e passando por Jorge Jesus, o Flamengo viveu inconstâncias na sua diretoria e no comando técnico, o que fez o time ser comandado ao menos por 2 treinadores em média a cada ano desde 2019.

Com a confirmação do acerto nessa terça-feira 10, com o técnico Tite, o Flamengo viveu turbulências desde a saída de Jorge Jesus em julho de 2020, auge da pandemia no Brasil. Em 1168 dias de treinadores, a média chega a pouco mais de 5 meses de trabalho.

À época, Jorge Jesus que tinha acabado de renovar seu contrato com o Flamengo acabou desistindo de continuar à frente da equipe rubro negra, visto que todas as novidades da pandemia estavam interferindo num distanciamento social e familiar, algo nunca visto na história do mundo moderno.

Desde então, a sua saída ocorreu em 17 de julho de 2020, cerca de 7 treinadores passaram pelo Flamengo e os números foram impactantes, entre o que representa parcialmente sucesso e os que demonstraram um total desconhecimento do futebol brasileiro à frente da equipe carioca.

Domenèc Torrent assumiu o Flamengo e ficou apenas 101 dias, com apenas 26 jogos com 15 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, um aproveitamento de 64,1%. Sua equipe marcou 42 gols e sofreu incríveis 36 nesse num período de pouco mais de 3 meses. 

Após a demissão de Domenèc Torrent, o Flamengo resolveu bancar um dos melhores técnicos no momento no Brasil, que àquela época dirigia o time do Fortaleza. Rogério Ceni assumiu o Flamengo e conseguiu bons números, desde o período em que ficou, foram 242 dias, pouco mais de 8 meses. No período, Ceni conquistou o campeonato Carioca de 2021, Supercopa do Brasil 2021 e o Brasileirão de 2020 que virou o ano 2020/21. Sob seu comando o time do Flamengo fez 45 jogos, com 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, tendo um aproveitamento de 59,3%. A equipe chegou a marcar 86 gols e sofreu 55 vezes com os adversários. Ceni ainda sim, acabou demitido.

Em lugar de Rogério, Renato Gaúcho assumia com pompas de ser um treinador que sonhava comandar o time carioca repleto de estrelas. Mas a vontade não se alinhou com a realidade. Com números de 37 partidas, 24 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, Renato ficou menos de 5 meses e teve aproveitamento de 72%, até melhor que o treinador anterior. O Flamengo de Gaúcho teve ótimos números na curta passagem. Foram 87 gols a favor e apenas 32 contra, números que mostram uma melhora significativa no sistema defensivo. Mas a pressão por resultados fez Gaúcho ser o terceiro técnico a ser demitido após Jorge Jesus.

O Flamengo foi ao mercado e acabou fechando um contrato com o português Paulo Souza que comandava uma seleção europeia no segundo escalão. Apesar da empolgação, os números do português foram decepcionantes quando comparados com seu compatriota Jorge Jesus. Foram apenas 5 meses e 12 dias de trabalho, alcançando em 32 partidas, 19 vitórias, 7 empates e 6 derrotas, ficando com um aproveitamento de 66,7%. Paulo Souza caiu por seguidamente manter formações que não davam certo aos olhos dos torcedores.

Para a reta final de 2022, o Flamengo resolveu apagar uma mancha que tinha deixado na sua relação com Dorival Junior na passagem anterior em 2018, treinando apenas os últimos 12 jogos e acabou demitido. Porém a temporada de 2022 que era tratada com desconfiança acabou terminando de uma forma muito melhor que a imaginada pela torcida do Flamengo. Foram 168 dias no comando rubro-negro e dois títulos.

O treinador comandou o time em 43 partidas no segundo semestre, com 26 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Foi o destaque por fazer a melhor campanha da história da Copa Libertadores, alcançando 95% de aproveitamento em 13 jogos, com 12 vitórias e 1 empate. O time sob seu comando ainda conquistou a Copa do Brasil. Terminou a temporada com uma demissão polêmica, apesar das conquistas e um aproveitamento de 66,7% com o time.

No início do ano de 2023, o Flamengo de cara apresentava o treinador Vitor Pereira que havia deixado o Corinthians no fim de seu contrato em 2022. O treinador bancou um time com uma séries de derrotas marcantes e títulos perdidos. A Supercopa do Brasil, o Mundial, a Recopa Sulamericana e o campeonato Carioca foram as competições em que o Flamengo derrapou feio sob seu comando.

Foram apenas 20 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 7 derrotas, fez 36 gols e sofreu 24. O time alcançou apenas 58,3% de aproveitamento. A torcida o achava teimoso nas formações com um sistema defensivo com 3 jogadores apenas e o que não deu certo nos 99 dias de trabalho.

No lugar de Vitor Pereira, um nome sulamericano foi contado por muito termpo. Jorge Sampaoli chegou e os problemas apenas eclodiram sob seu comando. O que já estava ruim, pioraram drasticamente. Agressões nos bastidores envolvendo membros da equipe e jogadores e até diretor do clube, Sampaoli ficou 167 dias comandando do time e com inúmeras mudanças de formações, escalações polêmicas e muita confusão. 

Sob o comando de Sampaoli, o Flamengo jogou 39 jogos com  20 vitórias, 11 empates e 8 derrotas, marcou 63 gols e sofreu 41. Ao fim, Sampaoli saiu com 60,7% de aproveitamento e uma derrota de 1x0 na final da Copa do Brasil para o São Paulo em pleno Maracanã. 

Fonte: Leopoldina News por Josué Oliveira

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08 outubro, 2023

Leopoldina realizou a "Marcha pela Vida" neste domingo.

O movimento Pró-Vida de Leopoldina realizou neste domingo 8, a Marcha Pela Vida, contra o aborto. O movimento contou com o apoio da Diocese de Leopoldina que tem publicou nota de repúdio ao processo de descriminalização do aborto até a 12ª semana.

O grupo foi formado com diversas personalidades e populares participaram na manhã deste domingo de uma caminhada pela vida. A concentração ocorreu na Praça Professor Botelho Reis (Ginásio) e percorreu as ruas Cotegipe, Custódio Junqueira, José Peres e terminou na Praça Félix Martins.

Pessoas ligadas às religiões católica, evangélica e espírita reuniram em prol da vida e se posicionaram contra o aborto, numa ADPF 442 que está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal, já conta com voto favorável ao aborto pela ex-presidente Rosa Weber. 

Os participantes carregaram cartazes enfatizando os valores das crenças na vida e se posicionando contrários à possível permissão ao aborto no Brasil.

O movimento contou com a presença da primeira-dama Sra Márcia Ananias Junqueira Ferraz e do vereador Julius Cezar (União Brasil). Ambos no uso da palavra destacou o envio de suas considerações numa Moção de Apoio, do legislativo leopoldinense ao atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) sobre a pauta do aborto.

Ao término na Praça Félix Martins, o representante evangélico, Pastor Josué Oliveira no uso da palavra afirmou que "a vida vem antes da religião de quaisquer outras escolhas". Ainda segundo o pastor, "não importa quais as vertentes venham governar o país em todos os níveis, seja esquerda, direita ou centro, a pauta do direito à vida e contrária o aborto não pode ser deixada de lado".

No Supremo Tribunal Federal, o tema está sob pedido de vistas com o atual presidente da corte, Ministro Luiz Roberto Barroso e não há previsão de retorno a julgamento. 









Fonte:   Leopoldina News

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01 agosto, 2021

EDITORIAL: Mais de 520 anos depois, o controle remoto não deixou nosso povo livre

O país poderia estar diferente, se não tivéssemos tantos controles remotos destrutivos. Ainda sim, com bons números em todo país, a vida dos brasileiros começa em retomada ao emprego bem mais empolgante que muitos poderiam esperar. 

Se a pandemia do Novo Coronavírus ainda não passou e apenas pouco mais da metade dos brasileiros tomaram a primeira dose de alguma vacina, a economia sempre foi alvo de grande parte da sociedade e de alguns poucos governantes. O país viveu uma destruição em massa de empregos, enquanto isso mecanismos de levar rendas aos cidadãos foram colocados à disposição de milhões de pessoas nos últimos 15 meses.

Muitos estados e municípios aproveitaram o momento em que recebiam milhões e ou bilhões de reais para colocar as contas em dia, fazendo o contrário do previsto: Combater o vírus, não custear a máquina administrativa. Dúvidas sobre o que era possível ou não com o dinheiro da pandemia acaba se alinhando aos discursos da empregabilidade a qualquer custo, inclusive na máquina pública. Compras, contratações, desvios para finalidades nada compatíveis com a pandemia e o país nem teria sentido tanto impacto se não houvesse tanta irresponsabilidade de muitos governos em trancar todos em casa e não dar condições de sustento aos trabalhadores e empreendedores que geram empregos.

Pela Lei, quem decreta embaraços ao trabalho, impede empresas de gerarem empregos é obrigado a custear as despesas. Mas não foi isso que aconteceu. Tomaram os caminhos de pegar todo dinheiro guardado no baú e gastaram como se não houvesse o amanhã. Alguns fizeram festas, viagens e curtiram às custas dos impostos elevadíssimos, os quais estamos acostumados e convém dizer, somos coniventes com eles e nem reclamamos tanto.

Enfim, a pandemia poderia ter sido bem amenizada em nosso país. Apesar de sermos roubados dia e noite por um sistema que atravessou mais de 520 anos, levando em sua história, a vanglória de homens do poder público, os quais se enriquecem e se tornam cada vez mais poderosos e que aumentam os súditos comprados com pão e vinho, ainda sim não quebramos o país. Seríamos bem diferente se não deixássemos os políticos, juízes e ou quaisquer pessoas que servem na vida pública se beneficiar em detrimento do coletivo nacional. Esse filtro ainda precisa ser apertado.

Ao olhar a retomada da economia brasileira que tem uma previsão de PIB superior a 5% para este ano, só teremos algo menor devido as instabilidades naturais que ameaçam a vida na terra. Frio, enchentes e secas sempre ocorrem e alimentam as desgraças políticas, alinhadas ao capital das especulações e levam os mais pobres ao estado de miséria completa.

Olhando para o cenário em nossa cidade, era até de se esperar uma situação melhor. Mas o melhor nem sempre "é o melhor ao cidadão que não se deslancha em busca de dias melhores". Situações pra isso não faltam. Falta na verdade é um comprometimento público e social, onde todos devem caminhar em "progresso e ordem", fortalecendo nossas economias e sustendo um sistema democrático político sem muita dependência. Mas somos acostumados às migalhas que caem das mesas dos poderosos e se quer sonhamos em gerar nossa própria renda. Isso é um problema velho. É a escravidão mental que impede de ser livre para voar, sonhar e realizar.

Bom seria se cada leopoldinense se atentasse para o quanto pode ser melhor, ser inteligente e chegar em lugares sonhados por muitos outros. A diferença está na forma em que pensamos e tiramos conclusões, na maneira que nos comportamos e refletimos nossas decisões. Na maneira como possuímos e administramos os bens materiais, financeiros e o capital social.

Ao olhar nossas ruas e praças, vemos que nossos olhos capitalizam informações que geram desgostos. Sentimos uma necessidade política, onde os buracos, ausência de manutenção alimentam nossa pobre sociedade em momentos eleitorais. Essa é a beleza que atrai os apertos de mãos e abraços, que infelizmente não nos libertamos deles. Bom seria se nosso povo aprendesse a dizer "Não" aos políticos de plantão, aqueles que só aparecem de 4 em 4 anos, ou até menos, de 2 em 2 anos em campanhas para eles e seus comparsas.

Se tivéssemos uma mentalidade curada da politicagem, da serventia doentia às siglas e bandeiras e nos atentássemos para construir nossas estruturas, a atual forma política seria totalmente banalizada e banida de nossa sociedade. Mas enquanto as chaves dos cofres estiverem nas mãos de ladrões, enquanto os juízes advogarem em causa própria, governos realizarem obras em benefício próprio e os legisladores criarem leis que lhes beneficiam, a ferida ainda permanecerá aberta talvez longos anos.

Somos controlados, tal como marionetes. Nossos manipulados na mesa, no bolso, nos estudos, no sorriso e nas nossas discussões sociais. Elas não são livres. Somos frutos de brigas em que políticos pagam pra ver o povo se digladiar. Somos como galos de rinha, ganha quem for mais forte e resistente.

É preciso libertar nossa mente, nossa gente e pensar diferente do que está posto na mesa, triturado e mastigado, só para ser engolido pelo povo.

Não me sirvo disso, o pensamento é livre. As decisões importantes. O conjunto vale mais que meu único querer.

por Josué Oliveira - Pastor, Editor, Blogueiro

20 junho, 2021

Corrupção não é coisa de político, é do gênero humano!

 Um dos temas mais arrepiantes nos últimos tempos, tem sido tão falado e tão ignorado por quem deveria se atentar para o que ele tem em relação aos cristãos.

Não é novidade, mas a abordagem da palavra corrupção de forma denominada aos políticos é quase certa. Quero convidar você para uma análise bíblica sobre o tema. É importante observar que a corrupção não é algo novo no mundo, não é exclusividade dos agentes políticos. A corrupção é algo pertinente ao caráter humano e está inserido na história bíblica desde o início de tudo em Gênesis.

Fazendo uma extração de um verso bíblico citado pelo profeta Miquéias 2.10, encontramos na citação, ordens expressas de como devemos lidar com a sensação de algo que não estamos vendo mudanças. 

"Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente".

É prazeroso compreender tal ordem ainda nos tempos dos profetas, diante de cenários de caos, desobediência, ausência de temor às coisas de Deus, onde tudo poderia ser um aperitivo "ao descanso indevido por muitas pessoas, inclusive os profetas". Temos a mania de recuar quando nossos esforços não estão produzindo resultados.

O descanso de Deus citado em Gênesis 2.2, não tem sentido com o cansaço, mas "de deixar de trabalhar naquilo que se tinha propósito". Certa vez uma irmã me disse que ela tinha deixado de orar por uma causa familiar. Já tinha muitos anos orado e no entanto não alcançara as respostas, o que acabou levando ela ao "descanso daquele trabalho de oração" - algo que não devemos abrir mão.

Os cenários de guerra que cercam as mais diversas camadas da sociedade fazem com que tenhamos ainda mais disposição e desejo a nunca descansar das lutas por melhorias, por dias melhores. Imagine se Daniel fosse um homem de Deus que tivesse descansado e não julgasse haver a necessidade de orar, jejuar e se santificar diante de Deus pela libertação de seu povo. Teria alcançado este feito? Não!

Nos últimos tempos venho olhando pessoas que levantam suas vozes e dizem: "Não voto em mais ninguém!" - parece até que isso seja realmente o caminho para os cidadãos de bem. No entanto, as mesmas pessoas tem também reclamado dos preços elevados em diversos produtos e serviços, tem reclamado das mais diversas ausências de manutenção nas áreas públicas, tais como ruas, praças, limpezas, etc. Ou seja, parece haver uma mega incoerência entre não votar e ainda cobrar dos gestores públicos alguma mudança.

Por esta razão, ao deparar com a frase "levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso..." me leva a compreender que se eu continuar calado e prostrado e sem nada a fazer, as coisas não irão mudar. Mas o que desejo mudar?

Jesus veio ao mundo com missões de levar às pessoas a deixarem o comodismo do sistema religioso e político. Ao não concordar com as práticas envelhecidas, arcaicas e depreciadas pela corrupção do gênero humano, Jesus propôs a alcançarem uma verdade que era impraticável dentro desses dois principais sistemas sociais.

A citação de Jesus em Mateus 9.35,36, demonstra a todos que os problemas sociais não eram tão importantes aos religiosos e políticos. À estas pessoas faltavam exemplos de liderança, de gente que puxasse do buraco os que estavam se atolando. As palavras mencionadas apontam que "enfermidades" vão além daquilo que sabemos. As enfermidades podem ser físicas, espirituais e sentimentais - e, em todos aspectos as pessoas estavam doentes. Por outro lado, o descaso demonstrado aponta que a "moléstia" era as mais diversas formas de sofrimento social, sentidos físicos e morais, exatamente o que ocorria naqueles tempos e se repete hoje.

As mudanças necessárias precisavam de mais apregoadores desses valores, e Jesus deixou claro isso, ao citar Mateus 9.37,38 onde afirma que "Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara"

Assim sendo, nosso descanso não é aqui. Não podemos descansar e deixar de lutar contra os descasos, abandonos e todas as formas de corrupção que destroem as sociedades. A corrupção em si é uma forma de destruição daquilo que é probo, reto, justo ou correto. A corrupção deteriora o que é perfeito e dá uma nova identidade ao objeto, indivíduo ou fato.

Muitos acreditam que corrupção é coisa política, mas afirmo que não é. Em Gênesis 6 deixa claro que a humanidade estava corrompida. A corrupção foi a mudança de comportamento entre os valores estabelecidos para as relações entre os homens, e entre os homens e Deus. Tal corrupção atraiu a ira de Deus.

A corrupção está impregnada nas culturas familiares, religiosas, esportivas, políticas, empresariais, escolares e entre tantas outras. Aqui citei estas devido a sua grande importância na formação do caráter das pessoas.

Caim deixou seu coração se corromper quando viu seu irmão ter uma oferta recebida por Deus. Ao não suportar o agrado divino ao doméstico, resolveu colocar em prática um plano macabro, que resultou no primeiro homicídio. A corrupção no sentimento Caim fez ele matar seu irmão Abel.

Geazi, Hofni, Finéias, Saul, Ananias, Safira, Judas e muitos outros indivíduos são exemplos claros de uma corrupção religiosa, quando deixam de cumprir seus ofícios e ou quando passam a realizar aquilo que não faz parte do seu propósito. Todas as vezes que se tira uma peça que tem uma função e coloca em outra, haverá desgaste. Além da peça se corromper, ela irá corromper as outras também. A corrupção religiosa é tão fatal quanto a que vemos no dia a dia nas notícias dos jornais.

Não é tão difícil encontrar em nossa sociedade pessoas que trabalham para Deus e reclamam do pão que está comendo. Não dão graças a Deus em tudo. Reclamam das vestes, dos calçados, do carro, da casa e até do salário. Elas imaginam que estão trabalhando muito e alcançando poucos benefícios. Tão logo esse sentimento começa a corromper as obras, impedindo de servir a Deus com integridade e até os milagres começam a ficar suspeitos. É como servir a dois senhores, Mamom e Jesus. Ora agrada um, ora outro. A corrupção no trabalho espiritual gera enormes problemas, assim como ocorreu com Elias no ponto onde se viu sozinho no serviço divino, não compreendendo que outros 7 mil indivíduos também estavam no mesmo barco espiritual. Elias queria descanso, mas foi animado a continuar pois a recompensa viria.

Há muitos cristãos que tem deixado de orar pelos políticos e empresários de nosso país. Isso acaba sendo acintoso no dever de pedir para que eles tenham "paz, sabedoria e temor a Deus", e isso acaba respingando nas pessoas mais humildes da sociedade. É dever dos cristãos de orar sempre. Devem incluir em suas orações todas autoridades "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;" - 1 Timóteo 2.1,2.

A oração é uma ferramente de respostas a inúmeros problemas sociais, materiais, espirituais, e claro, é uma ferramenta para as respostas contra toda forma de corrupção. A oração precisa iniciar contra a corrupção que geralmente começa no ambiente familiar. Começam com premiações indevidas. Isso ocorre quando se premia alguém sem o mérito. Assim a criança cresce e se torna adulta, acostumada a tomar para si prêmios indevidos, que ocorrem pela influência, pelo poder, pela fama e até mesmo pelos subornos (Salmo 15).

Os filhos de Eli (1 Samuel 2.12-17, 22-25) se corrompiam e corrompiam o povo devido a posição em que estavam. Eram repelidos por Eli, mas no coração de Deus tudo já estava decidido: eles morreriam. Cresceram nos arredores do templo de Siló, foram se apegando ao modelo de abusos de autoridade, relações sexuais promíscuas e até por desprezo às coisas sagradas. O castigo não demorou.

Enfim, Deus levantou Samuel para ser juiz, profeta e sacerdote e isso pôs fim a um sacerdócio corrompido. Deus levantou Davi e pôs fim ao reinado corrompido de Saul. Deus enviou seu filho Jesus para restaurar o caminho de acesso ao Pai, visto que os rituais de sacrifícios estavam corrompidos.

Ainda hoje, todos nós precisamos nos levantar e andar, não curvar a cabeça diante das mazelas sociais, governamentais, empresariais, familiares e até religiosas - é preciso postura contra toda forma de corrupção. É preciso pregar, praticar e ter harmonia contra a corrupção que por séculos e milênios vem produzindo enormes destruições à humanidade.

Nos apegar aos valores cristãos, bíblicos ou que de bom aceite permeiam nossas sociedades, deve sim servir de amparo diariamente a cada um de nós. Seja no trabalho, nos negócios, na família, nas instituições religiosas e políticas, afim de que estes valores continuem passando aos nossos filhos, netos e futuras gerações.

Não se pensa um futuro sem cuidar do agora. Tudo que vai gerar impacto positivo precisa ser tomado o quanto antes. Antes que o impacto negativo tenha mais sentido aos homens. O combate à corrupção precisa acontecer quando você se levantar e andar.

Pr. Josué Oliveira
Pastor da Igreja Cristã Esperança Divina 

27 abril, 2021

OPINIÃO: Leopoldina caminha com erros e acertos e comemora 167 anos

O caminho está aberto para um futuro melhor. Para isso precisamos resolver os problemas de ontem, cuidar e evitar os de hoje.

Há pouco mais de um ano, a cidade de Leopoldina registrava seu primeiro caso de Covid-19 e posteriormente o primeiro óbito. De lá pra cá, números subiram e desceram, regras frouxas e duras permearam toda extensão territorial, produzindo enormes problemas aos cidadãos.

Tivemos neste período inúmeras queixas, acertos e erros de todos os lados. Na política administrativa, o medo no início levou à instalarem barreiras sanitárias em dois pontos da cidade, enquanto muralhas de terra impediam o acesso ao interior da cidade em diversos pontos. E mesmo assim, as barreiras de terras e manilhas não foram suficientes para impedir o trânsito de veículos e de pessoas, que muitas vezes abusavam e rompiam na violência.

Nos comércios, especialmente nos supermercados houve aquela correria louca. Filas intermináveis de cidadãos que corriam para comprar suprimentos alimentares, pois o medo e o caos que vinha por meio de áudios, fotos e vídeos de outras localidades encheram caixas de mensagens e grupos de WhatsApp, fazendo com que os cidadãos pensassem em ter o mínimo para sobreviver ao lockdown. Foram muitos dias aquele terror.

Foi duro! As igrejas que obedeceram as regras ficaram fechadas por mais 4 meses, gerando transtornos litúrgicos, sociais e psicológicos com a quarentena imposta pelo poder público. E que quarentena foi aquela? Quarentena de araque. Enquanto algumas pessoas eram questionadas e estimuladas para cumprir o "fique em casa", o coro comia nos bastidores, onde políticos não respeitavam os protocolos e andavam pelas ruas sem a máscara, e às escondidas faziam reuniões partidárias visando as eleições. Pior, tinha igreja fechada e birô aberto. Tinha líder de igreja que nem pregava mais para as ovelhas, mas discursava em pequenos e vazios comícios ou em reuniões domésticas.

Nos esportes e no lazer, muitos no primeiro momento deixaram tudo. Ficaram em casa. A única diversão era a tv, os joguinhos em casa. Outros, ligaram o seu aparelho de som sob suas lajes e ecoavam sons pelas paredes e colinas com hinos e cânticos a Deus. Teve dia que a terra tremia de tanta unção. Tinha dia que tremia de medo, principalmente quando pessoas conhecidas eram raptadas do nosso convívio social. Raptos para para sempre!

Sem contar que até este segundo aniversário, o período foi difícil. Lojas, empresas, fábricas e muitos prestadores de serviços fecharam as portas e deixaram de existir. Até Igrejas. A situação financeira levou muitas centenas de emprego, muitos sonhos e projetos, e implantou obrigatoriamente um novo sistema. O sistema dos falidos. Esse sistema promete ser osso duro na queda e vai levar um bom tempo para mudar.

Neste período, a ciência da medicina corria contra o tempo para produzir a solução de cura, de proteção e alívio ao mortal vírus da Covid-19. Também por meio da discreta ciência do bem e do mal, políticos e lobistas brigavam para difundir os medicamentos a serem comercializados, usados como salvadores de vidas. Certos ou errados, a questão não era meramente os remédios ou vacinas, mas o que de fato ficaria no mercado. Isso valia e ainda vale muito dinheiro. Dinheiro que nem temos a noção. Farmácias de nossa cidade ficaram sem diversos medicamentos que eram considerados úteis no combate ao Covid-19. Foram confiscados e sumiram. E quando ainda achava para comprar, valia preço de ouro, bem mais que a vida de um cidadão, se assim podemos dizer.

Por outro lado, neste período a cidade recebeu muita grana. Auxílio Emergencial e a compensação federal injetou muitos milhões de reais aos cofres do município e cidadãos. No entanto, na minha humilde visão e análise, bem pouco foi feito. Enquanto o poder público correu para pagar 380 mil reais por 20 mil máscaras, em outros aspectos não avançaram de forma significativa nas fiscalizações aos eventos clandestinos, aglomerações e nem mesmo estabelecendo regras mais rígidas ao período eleitoral. Ou seja, não bastava tanto dinheiro, precisava de competência administrativa. Cerca de 57% do recurso Covid foi gasto folha salarial de funcionários. Enquanto isso a cidade abarcava pacientes locais e de outras cidades, e não fez os investimentos devidos. Apenas outros 16% foram destinados ao hospital local.

Com o segundo aniversário de Leopoldina na pandemia, encontramos o poder legislativo local bem comedido. Pouco resultados apareceram, e nesse pouco fica também a incapacidade de avançar em investigar os gastos COVID. O poder legislativo anterior e o atual tiveram, quanto tem responsabilidades em averiguar todos erros e que devem ser sanados, à luz das leis e regras estabelecidas. Só o fato de usarem a verba de combate ao Covid-19 para folha salarial já demonstra que há crimes, visto que o orçamento salarial já estava definido deste 2019. Mas pelo visto não querem mostrar serviço, aquilo que foram eleitos para fazer.

Mas tudo ajudou neste aspecto. Pandemia, final de mandato e eleições com muitas mudanças nas regras, o cenário era bem complicado e até hoje é assim. Era preciso vencer muito mais, não era apenas conquistar os votos. Era preciso convencer. Pelo visto, os votos não foram suficientes para despertar os interesses pelo cargo que ocupam.

A cidade também se viu diante de perdas de ex-políticos. Foram vários nomes que se foram, que nunca mais farão parte de reuniões e nem disputarão, concorrentemente a  outros. 

E mesmo diante deste aspecto tão ruim, outras gerações emergem nessa pandemia. São os filhos da pandemia. Todo mundo sabe, casal em casa ou briga ou se ama. E se não era amor de verdade, ao menos impensadamente fizeram filhos em um momento bem complicado. 

Para esse geração que vinha com enormes dificuldades nos estudos, o advento da pandemia ainda trouxe o mais longo fechamento de escolas em todo mundo. A demonstração clara que aos profissionais da área fizeram toda força possível para não voltarem as aulas, mantendo aulas remotas, que inclusive até um tempo antes da pandemia, todos ou a maioria era contrária a aplicação, isso lógico, iria mexer com a carreira de muitos profissionais da educação.

E depois de mais de 30 anos, a cidade sendo administrada por poucos nomes e bem políticos, alguns revezando, um nome de fora foi eleito para a primeira experiência política. Ganhou, venceu lavando a alma. Os concorrentes fizeram barulho, mas os eleitores votaram no silêncio da eleição mais atrevida da história. Adiada por alguns dias, e que se quer fora cogitada entre autoridades em Brasília a sua realização com as eleições de 2022. Tudo isso fez o cenário leopoldinense se tornar diferente também.

Éramos acostumados a ver muitos carros de som. Panfletos que coloriam as ruas. A Leopoldina da pandemia e sua eleição foi diferente. Muitas intrigas nos bastidores. Polícia, investigações e até gente bem sucedida financeiramente e patrimonialmente, candidatos, estavam entre os que tinham recebido o Auxílio Emergencial. Recurso usado indevidamente. Era o reflexo dos brasileiros que levam vantagem em tudo. Só entre os candidatos foram 3, imagine quantos outros nomes o TCU não tenha encontrado.

Lidamos com a fome e desespero de muitas pessoas famintas. Pais com filhos pequenos e sem o que lhes dar de comer. Essa foi uma das coisas que mais me intrigaram nessa pandemia em Leopoldina. Grupos sociais, pessoas anônimas se levantaram e passaram a dar um pouco da sua dispensa a quem nada tinha. Eu também ajudei, mas tive o dia que precisei da ajuda. Todos fomos afetados de alguma forma. 

Em muitos outros momentos, a certeza de que a pandemia iria passar estava cada vez mais perto, e ao mesmo tempo cada vez mais longe. Enquanto não chegava vacinas, os tratamentos eram universais. Distanciamento, álcool 70%, máscaras e assim, o primeiro ano passou. Gastamos dinheiro comprando litros de álcool. Era aquela coisa de desinfectar tudo, parecia até doentio. Mas era a necessidade do momento. Enquanto isso, no centro vimos por várias semanas, grades instaladas para organizar as filas. Mas era só. O povo que ia na Caixa sofria no sol escaldante. Queimava no verão passado, sem pena e sem dó. Enquanto isso, administradores no aconchego dos seus escritórios e ar-condicionado, só com papel e caneta davam às coordenadas. 

Ao fim, as últimas semanas entramos na onda da limpeza. Essa Leopoldina da limpeza merece os parabéns. O poder público tem agido e assim feito tão bem. Afinal, é preciso dar condições aos cidadãos leopoldinenses que pagam seus impostos. Ainda há muito pra fazer, por exemplo, as nossas ruas ainda estão bem destruídas. Não há condições ideais de transporte público e particular. Ninguém merece uma cidade toda furada, esburacada e feia.

Finalizo olhando para frente e imagino que devemos comemorar os pouco passos que andamos. Mas é preciso de mais empenho e esforço de todos. Todos indispensavelmente. Somos umas das cidades com menores índices quando olhamos a outras na região, levando em conta a população, área de abrangência e todo aspecto de tratamento. Entre erros e acertos, todos foram sendo moldados aos poucos durante a pandemia, levando a cidade ao seu segundo aniversário da forma que hoje está. Mesmo sem velas e bandeiras erguidas, sem os seus principais eventos que são comuns neste período, ainda vale a pena comemorar e ter esperança.

Que vivamos tanto quanto Leopoldina!


por Josué Oliveira - blog Leopoldina News

19 março, 2021

ARTIGO: Diagnóstico social na pandemia

Foto: Leopoldina News

Nos últimos tempos temos repetidamente ouvido da boca dos políticos, gestores da saúde e muitos cidadãos uma série de politicagens em torno da pandemia. Politicagem não é porque se imagina estar ou não certo, mas por simplesmente ser contra algum tipo de ideia que vem de pessoas, as quais elas tem alguma aversão.

Desse modo de agir e pensar, destaco que a ideia do lockdown implantada em inúmeros lugares pelo mundo não funcionou e duraram mais do deviam pela simples incapacidade dos políticos de seus países - e nem se fala disso por aqui, não é? Neste artigo repito o que converso com amigos nos bastidores do jornalismo, nas conversas nos grupos de Whatsapp e até em minhas publicações, onde afirmou que "ninguém tem a fórmula mágica para resolver a pandemia e sua mortandade".

Já criticaram demais o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o primeiro ministro da Inglaterra Bóris Jhonson e até o presidente brasileiro Jair Messias Bolsonaro. Todos foram alvos de duras críticas porque "esperavam outra forma de conduzir as políticas públicas em torno da pandemia", mesmo todos sabendo que é inexistente um modelo de quarentena que tenha funcionado em algum lugar no mundo, ou senão o que não sabemos está exatamente em países onde opera a ditadura e a censura de imprensa.

Digo que não funcionou na Argentina de Alberto Fernández, não funcionou na França de Emmanuel Marcron, na Alemanha de Frank-Walter Steinmeier e nem mesmo na Espanha, Portugal e que se diga da Itália. O remédio que cura não é a opinião, mas sim os cuidados que devem ser seguido por todos.

Não adianta lockdown, fechar fronteiras, colocar barreiras sanitárias. O que resolve é a aplicação da lei, da educação e do bom senso, por último os remédios e vacinas convencionais. Por que digo isso?

Se a lei fosse levada a sério, todos andariam com suas máscaras no rosto em ambientes públicos, e neste aspecto, até o presidente da república e seus aliados deixaram escapar a obediência ao próprio decreto federal. Se autoridades e o povo levassem a sério as leis, aqui começaria a mudança.

Quando penso no aspecto da educação, isso envolve o conhecimento intelectual, isso envolve a formação social de cada cidadão. A falta de educação como princípio para uma boa relação social tem sido um dos maiores problemas. É aquela pessoa que se julga superior a todas outras e acha que não precisa de cumprir sua parte, mesmo tendo grande conhecimento. A ausência de educação fez com que os problemas sanitários se tornassem maiores do que eram antes da pandemia.

Alguns meses atrás, eu estava na fila do caixa de um supermercado de nossa cidade, de repente surgiu uma senhora que aparentava ter uns 70 anos de idade, entrou na minha frente até sem a permissão, e se dirigiu ao caixa para pagar sua mercadoria. Na boca do caixa, aquela senhora foi capaz de cometer um dos maiores erros, o que imediatamente mostrava a falta de respeito e educação. Ela escarrou aos pés daquele pontalete de ferro que tem ao lado do caixa. Foi a coisa mais ridícula que eu já tinha presenciado nos últimos tempos. Chamei a funcionária e falei com ela o que havia acontecido. Educação, isso sim é um problema não resolvido em nosso país, e neste caso, não é por falta de ir à escola, mas falta de princípios básicos sociais.

Por outro lado, o bom senso é outro fator que trava os bons resultados em nossa sociedade. As pessoas não pensam no próximo. E por não pensarem no próximo os dados são ruins em diversos sentidos. Recentemente um outro fato me chamou a atenção. Estava ali na mina d'água, esperando minha vez para encher as garrafas, dois homens que estavam na minha frente comentavam sobre as medidas de isolamento e coisa e tal. De repente um deles disse: "Eu fui mesmo para praia no carnaval! Quando voltei, falei com meu pai e minha mãe que eu e minha família não iríamos na casa deles por 15 dias e nem eles na nossa casa. Nós estávamos aglomerados com outras pessoas na praia" - descrevia aquele moço que aparentava ter uns 45 anos de idade. Era a falta de bom senso. Ele pensou em proteger seus pais, mas não pensou nas demais pessoas. Isso é o reflexo do nosso egoísmo de nossa sociedade.

Enfim, os remédios e as vacinas deixo por último, pois estes ainda carecem de muitas respostas dos cientistas. Não há ainda tanta certeza, como há tantas dúvidas sobre a eficácia de todos eles contra a Covid-19. O melhor remédio até então é fazer a nossa parte e nos cuidar.

No mês de janeiro quando senti alguns sintomas, logo corri para uma consulta. Já de cara comecei o tratamento precoce e durante 11 dias eu não soube o que era a rua da minha casa. Fiquei literalmente preso entre o quarto e o banheiro, pensando e agindo pelo bem estar de minha família, mesmo assim, meu filho mais novo ainda pegou Covid-19. Suspendi cultos, deixei de sair para visitar as pessoas com as quais mantenho relacionamento familiar, profissional e ou de fé. Minha sensibilidade falou mais alto. Venci a minha parte nessa luta, mas não vencemos a guerra globalizada.

Já nesse ponto da pandemia me pergunto: "Até quando vai durar as medidas duras, e até quando a teimosia será a responsável por tardar a solução?" É inaceitável que continuemos a achar que não é preciso fazer a nossa parte. Quanto mais tempo tivermos a circulação do vírus, mais ainda sofreremos com restrições, fome, desemprego e aumento da mortandade, e consequentemente a violência aumentada.

por Josué Oliveira - Editor

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01 fevereiro, 2021

ARTIGO: Os problemas do jornalismo brasileiro

Imagem da internet

Há um bom tempo venho pensando muito neste artigo que ora agora resolvi tomar caneta e folha de papel, anotar, fazer observações e passá-las de forma digital para os meus leitores. Foi um trabalho que me fez invadir inúmeras searas para encontrar respostas sobre o jornalismo brasileiro atual, que sofre dos mais duros males ético e moral nos últimos tempos.

Alguns poucos anos atrás tive a oportunidade de realizar um breve curso de jornalismo digital, aquele voltado para a web, que é muito diferente do convencional, aquele feito diagramado em folhas de papeis e impressos em diversos formatos, dentre eles até as revistas. Pude aprender um pouco sobre as ideias do jornalismo digital, das suas propostas de alcance rápido ao consumidor final, não levando em conta muitas regras que eram obrigatórias na escrita convencional, tipo, "parágrafos, distanciamento, ajustes de colunas, etc", daí outras ferramentas foram se incorporando aos poucos e fazendo o jornalismo se tornar rude e cheios de vícios, os quais quero descrever nas próximas linhas deste artigo.

Um dos fatos que venho notando há muitos anos em toda estrutura do jornalismo brasileiro é que "ele parou de noticiar fatos e virou meros comentários", algo praticamente generalizado. Falta ao jornalismo de hoje o senso de ambiente de notícia, falta a sensação jornalística do que aquele fato anunciado pode provocar e onde ele pode chegar. Daí, hoje encontramos inúmeros canais de comunicação dos mais diversos lados e vieses ideológicos que não levam mais notícias, mas sim comentários. 

Sou amante por exemplo do jornalismo mais famoso do Brasil, aquele que sempre de fato noticiou oficialmente fatos, mesmo quando as notícias eram comentários por pessoas envolvidas na natureza da vida pública. Era algo diferente e que sempre teve a crença pública. Ainda poucos sabem, mas o melhor jornalismo brasileiro vem do famoso horário das 19 horas, quando ligávamos o radinho e ouvíamos aquela voz imponente e bonita "Em Brasília, 19 horas", era A Voz do Brasil. Durava uma hora e cada notícia sobre o país, o governo, as instituições da Câmara, Senado, Supremo e outras autarquias sempre trouxeram notícias de grande relevância. Então, minha referência jornalística tem origem ali.

Também ao olhar as práticas jornalísticas dos últimos tempos, venho observando que "os comentários estão transformando os fatos em uma nova versão dos fatos", produzindo teses conspiratórias, dedutivas. Essa carência de levar informações atualmente parece ser resultado da pressa em comprometer a opinião pública imediatamente com aquilo que o jornalista pensa sobre os fatos. 

É fato, o nosso jornalismo brasileiro carece de formação ética e moral para dar as notícias. Viramos um lamaçal de impurezas que estão travestidas de jornalismo, de todos os lados, manchados por ideologias religiosas, políticas, ativistas e muitas outras naturezas, das quais talvez descobriremos no futuro. Transformar um comentário em uma notícia é, ao meu entendimento um crime jornalístico.

Notadamente, os vieses jornalísticos brasileiros vem provando que o emprego de palavras indicam a categoria em que se enquadram. Por exemplo, existem notícias que são constantemente publicadas para causar algum tipo de desgaste nas peças da notícia. Ora o termo é "governo", ora o nome é do "representante" de tal governo, ficando claro que não há separação das funções de governo e vida pessoal na formação da notícia do jornalismo brasileiro. Esse é um vício que leva os leitores a se enganarem com as publicações jornalísticas, colocando no campo da pessoalidade algo da vida pública ou vice versa.

Outro exemplo do emprego de termos contraditórios saiu em um grande jornal do país [Folha de São Paulo - 25/01/2021], onde cita a seguinte manchete: "Relatório aponta que família Bolsonaro lidera ranking de ataque à imprensa em 2020". Naturalmente todos sabem muito bem que essa matéria pode ser simplesmente dedutiva, que represente a imprensa brasileira, ou ao jornalismo brasileiro. É preciso analisar que, o mesmo setor jornalístico não faz o "mea-culpa" nesta relação de ataques, ou seja, ataca e recebe contra-ataques. Por essa razão, o tema em questão se o trocássemos nesta matéria da Folha de São Paulo, teríamos o novo título "Relatório aponta que família Bolsonaro lidera ranking de ataque 'da' imprensa em 2020", talvez criando um pouco menos de sensacionalismo e mais verdades. Mas nem precisa ser apenas a família Bolsonaro. Lembrem de Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, Lula, Sérgio Moro, Garotinho, etc. Dependendo de quem é quem na história, o jornalismo não existe no Brasil e ou, aparece todos em certos casos. Em certos casos então teríamos aprofundadas matérias sobre nomes que ainda permeiam os porões da república, tais como Renan Calheiros, Aécio Neves, Michel Temer e muitos outros nomes. Estes permanecem intactos no jornalismo.

Os vícios do jornalismo brasileiro ainda não acabaram. Outra técnica usada, a de elencar cronologicamente usando links, tags, hastags e outros recursos para levar o leitor, ouvinte ou telespectador a criar vícios de conexão de fatos que não possuem relações entre si. Sempre tem um chamarisco ao lado.

Entre os diversos pontos abordados aqui, vejo que menções pejorativas, de depreciação moral que volta ao passado para justificar a nova notícia, ela induz a sociedade a aceitar sem nenhuma preocupação tal forma de jornalismo. Esse tipo de situação não mostra a seriedade jornalística quando os bons feitos tem pouco ou nenhum espaço no noticiário. O exemplo disso é que, o jornalismo desafeto não passa a notícia, mas a versão que queira dar da notícia.

Ao cabo dos dias, nosso jornalismo ainda tem muito mais de coisas ruins a aparecer que o que aparenta ter e ser. Quando o jornalismo passa dos limites de suas funções de averiguar, investigar e informar, passando para o lado direto das intervenções na história, ele se traveste de militância política com voz de jornalismo. E diga-se, temos jornalistas metidos em muitas encrencas por aí por não ser justos.

O exemplo disso foram os pedidos de impeachment feitos pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e mais de 400 entidades contra o presidente Jair Messias Bolsonaro em 25/05/2020. O fato de um setor jornalístico entrar com processos de impeachment ou, solicitar quaisquer intervenções jurídicas fora das suas competências que é de informar o público, revela que o jornalismo brasileiro é forte e bem representado dentro de diversas ONGs e grupos ativistas. 

Outro pedido publicado encabeçou manchetes em diversos jornais, um deles dizia que "Líderes religiosos protocolam novo pedido de impeachment de Bolsonaro" - O Estadão. Na lista é possível ver que diversas entidades de pouca representação religiosa e a maioria de ativistas políticos endossaram o tal documento, que necessariamente não representa os maiores grupos religiosos do país. No tema da notícia, a ideia foi apenas uma forma de pegar o grupo religioso que mais apoia as estruturas do governo e usar contra o mesmo, neste caso, os grupos religiosos não estiveram do lado do governo. Outro erro jornalístico que tentou deturpar a verdade. Esse grupo já esteve em outros episódios de reclamações também.

Ainda discutindo o jornalismo, minha grande preocupação tem sido ver os inúmeros crimes cometidos por jornalistas que vestem o termo de "liberdade de expressão", que no exercício jornalístico criam instabilidades nas estruturas do país. Os mesmos não são repelidos, censurados quando cometem crimes contra os desafetos políticos. Fica claro que não existe a mesma medida contra os criminosos do jornalismo, algo que foi duramente retaliado pelo Supremo Tribunal Federal e que nada foi encontrado pela Polícia Federal, nos supostos atos antidemocráticos ocorridos em 2020. Houve movimentos de todos os lados, curiosamente apenas um lado da questão, o lado inclusive que não foi flagrado e nem teve nenhum ato de vandalismo foi penalizado nas suas liberdades.

A inércia do Ministério Público Federal, do Ministério Público Eleitoral, da Procuradoria Geral da República, do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral, do Senado, da Câmara, do Governo, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho Nacional de Justiça e das entidades de proteção dos direitos e liberdades não convergem para o mesmo lugar na hora de defender os fatos, mas as versões e opiniões. Esse é um fato, fático! O Brasil corre riscos de penalidades em tribunais internacionais por essa orgia institucional que não preserva a paz social e instala a perseguição indevida contra cidadãos comuns por crimes não provados.

É obrigação dos entes do Estado garantir a governabilidade e a paz social, está previsto na Constituição Federal e no entanto, as ideologias difusas impedem o cumprimento da lei. Daí nos encontramos nesse ferrenho lamaçal de sujeira, onde a verdade não produz a limpeza necessária em ninguém.

Uma outra anomalia jornalística também tem surgido assustadoramente no país, e tem causado inúmeros problemas também. É a pressa. O jornalismo muitas vezes tem sido capaz de levar o ambiente da notícia em tempo real, penalizando apurações dos fatos, que no lugar de informar, cria movimentações para sensibilizar grupos prós e contras tal situação. É o ato de jogar no ventilador e deixar acontecer. O jornalismo sério precisa ser responsável pela publicidade que dá os fatos. Esse tipo de jornalismo faz o público tirar conclusões precipitadas. O jornalista precisa ter ouvido e olhos atentos, além de se  informar, e na informação prestar um jornalismo sério.

Levando em conta outra faceta do nosso jornalismo, é preciso averiguar a notícia da notícia. Pode crer, sempre tem a notícia da notícia. A notícia da notícia vem sempre esquentada, vem azeitada. Viu aí recentemente a notícia do Metrópole sobre os gastos do governo em alimentação? Viu as acusações sobre o Ministro da Saúde Eduardo Pazzuelo? Então, oficialmente o país só conhece as versões publicadas de um ajuntamento de dados que não foram explicados, e daí, aquilo que era notícia foi extraído da informação e passado com total desprezo de responsabilidade. É preciso averiguar!

Não distante das falas publicadas, encontramos os jogos de palavras bem pensadas para causar mais impressão em quem lê, ouve e ou assiste. Quando lembro da fala do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa na Ação Penal 470 julgada em 2013, nela Barbosa acusou o companheiro do tribunal Ricardo Lewandowski de "fazer chincana", termo usado para se referir a estratégias de atrasar um processo. Na época, Lewandowski  pediu retratação, o que não foi dada por Joaquim Barbosa.

É analisando os termos muitas vezes empregados por grandes escritores do jornalismo brasileiro que fico pensando nessa ética jornalística. Estudaram, gastaram tempo e recurso, e se destroem diante de opiniões corrompidas pelo "politicamente correto e pela inanição de dinheiro público". Daí compreendo o porque tanto esperneamento jornalístico para chamar a atenção. É o jornalismo preso.

O exemplo desse esperneamento é visto nas grandes emissoras de televisões e rádios, onde colocam debatedores com o mesmo viés, ou seja, não é debate, mas um ajuntamento reforçado para falar da mesma coisa. Quem ainda não viu, compare o jornalismo feito por exemplo no "Estúdio I" da Globo News onde recebem pessoas do jornalismo e dizem debater assuntos com pluralidades de opiniões, mas todos terminam sempre com a mesma opinião da emissora. Agora, pule lá para a CNN, assista um pouco do "O Grande Debate" e tire suas análises. Por fim, vá ao canal da Jovem Pan no Youtube e veja outro tipo de debate, lá nos "Os Pingos nos Is" e tire suas conclusões. Cada um desses meios que citei possuem características distintas na hora do debate e elas precisam ser observadas pelo ouvinte e telespectador.

Finalizando, ainda encontro outro fato esquisito presente no jornalismo brasileiro. Pessoas de um determinada área praticamente respondem por tantas outras áreas na imprensa. Ou seja, a mesma pergunta que eu faria ao Supremo Tribunal Federal se ele vai liberar as vacinas que não foram autorizadas pela ANVISA, é como se os ministros do STF fossem consultados a dar um parecer favorável de algo que eles não sabem, não estudaram, pois não são cientistas da medicina. Portanto, quando vejo no jornalismo brasileiro gente se dando bem, falando em nome de terceiros, em lugar de terceiros, logo os fatos ficam comprometidos por distorcer a verdade.

Nos últimos tempos, esse tipo de jornalismo tem sido paulatinamente repetido nos principais veículos de comunicação do país. O sujeito sabe de economia, de política, de religião, de leis, de tudo, e no final, fica comprometido por não saber nada o suficiente para prestar informações verdadeiras. Infelizmente, a maioria transmite achismos, não fatos.

Recentemente assistindo o filme "A última chace", produzido pela Saban Filmes, gravado nos Estados Unidos e Reino Unido, lançado em 2019, a história é bem interessante quando passamos a abordar a história que era narrada de dentro dos estúdios, por trás das cadeiras, câmeras e computadores, enquanto a repórter Ava Brooks (Courtney Eatin) acompanhava a realidade do jornalismo, ao lado do policial Frank Penny (Aaron Eckhart). Esse filme também me deu ideias de como é comprometido o jornalismo muitas vezes na preparação escrita, na edição e na sua divulgação.

Ao escrever alguns conceitos sobre ética no jornalismo no livro "Manual de jornalismo para rádio, tv e novas mídias", Gabriel Garcia Marquez afirmou que "A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade; ou seja, é um conjunto de princípios e disposições historicamente produzidos voltados para a ação cujo objetivo é balizar as ações humanas. Ela existe como referência para os homens em sociedade, e está associada à ideia de conduta virtuosa e a valores como dignidade, justiça, honestidade, solidariedade. Aém disso, ela pode - e dever - ser incorporada por todos como atitude diante da vida cotidiana, mas é preciso ressaltar que não se trata de um conjunto de verdades críticas, imutáveis" (Editora Campus, página 18, 2013, Heródoto Barbeiro, Paulo Rodolfo de Lima).

Esse tipo de situação deve ser levado a sério pelo jornalismo leopoldinense. A informação é algo crucial e deve ser levada com seriedade, sem brincadeiras, sem a pimenta do politicamente correto, sem a pitada política e sem serventia aos envolvidos nos fatos para não se tornar ilegítimos na entrega da verdade. 

Eu costumo dizer que "Deus e o Diabo falam verdades. Você pode discordar, mas é preciso saber qual é a boca que está dizendo a verdade e que você confia. É só dar uma olhadinha na fala de Deus e da serpente (Diabo) lá no jardim do Éden". Jornalismo é assim, é preciso de cuidados, é preciso desconfiança, averiguar e se informar sempre, até quando ele vem oficialmente dos órgãos públicos. Mas nunca distorcer os fatos, sempre levar fatos.

Temos na nossa pequena cidade diversos meios de comunicação, podendo ter  um e outro mais relação política, para um e outro lado na ideologia, ou até serem neutros em muitos aspectos. No entanto, a falta de jornalismo apartidário tirou dos leopoldinenses por muito tempo a chance de ter notícias sem contaminação política, sem aquela pressão para falar sobre tal tema, criando um cenário pessoal entre a notícia, o transmissor e os ouvintes ou leitores. Fomos pressionados até por grupos de redes sociais e políticos a tratar de temas fora do conhecimento da imprensa, no entanto, sabidamente temos mudado esse linha nas nossas apurações, edições e publicações.

Historicamente sempre tivemos o jornalismo local ligado muito próximo dos agentes dos fatos, que necessariamente os fatos em algum momento momento da história não foi tratado especificamente. Essa é uma das principais razões, a qual nunca quis me filiar a partidos políticos. Cubro, trabalho, no entanto, a liberdade jornalística não pode ser comprometida com as bandeiras de nenhum partido, de nenhuma religião, de nenhum representante público. Quem conhece meus posts de opinião, entende muito bem, pois procuro esmiuçar as indagações para encontrar respostas. Quem encontra as respostas de tudo imediatamente ficará fadado a verdades encobertas. 

No jornalismo que procuro fazer e que creio nele, é o puro, isento, deixando as análises que forem necessárias aos leitores sempre fora na notícia. É esse jornalismo que sabe criticar respeitosamente, saber elogiar ou apresentar propostas que devem ser apreciadas e imperar se for aceitável, levando sempre a crítica a quem quer que seja, jornalisticamente falando.

Findo dizendo que, já desejei fazer parte das principais associações que representam o jornalismo do país, mas me declinei. Primeiro porque é caro estar lá. Segundo porque não faz sentido. Terceiro porque as associações emitem pareceres que vão na contramão da maioria de seus associados. Portanto, a independência e responsabilidade jornalística não precisa da certidão de faculdade nem carteira estudantil, ela está no caráter jornalístico e moral de quem escreve.

Por Josué Oliveira

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