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19 outubro, 2012

Fonte de água gera palavra que custa milhões ao povo de Deus

PREGADORES E CANTORES EVANGÉLICOS ACOMPANHAM GRUPOS SECULARES, E SEUS EVENTOS OU PARTICIPAÇÕES ESTÃO CADA VEZ MAIS CARO. QUE EVANGELHO É ESTE?

É um assunto polêmico, já vou de cara te avisar. Se você não tiver maturidade para distinguir entre pregadores e pregadores, talvez cometa erros ao julgá-los de uma mesma maneira. É importante aqui, é fazer com que os pastores e líderes como eu possam refletir um pouco mais sobre a experiência de lidarmos com os pregadores é cantores milionários. Cada vez mais ouvimos e encontramos pessoas que estão se fechando para o cristianismo por causa dos charlatões do evangelho, ou por aqueles que fizeram do serviço de anunciar o evangelho uma profissão para sustentar seus sonhos pessoias e empresas que publicam seus materiais. O evangelho nunca foi tão comercializado como é nos dias atuais. Para estes fins, são necessários os instrumentos que até então são chamados de homens de Deus, com boa aparência, com excelente palavra ou louvor, com poder de persuasão, testemunhos fantásticos, com ilusões de ótica, e por adiante, enganam o povo de Deus que continua sendo massacrado pelos chefões da mala preta que sai das doações da igreja.
Precisamos separa por pontos e como se dão os maiores assaltos nas igrejas ou em eventos promovidos pelo povo evangélico. Vale lembrar que, cada um tem seu preço, o justo e o injusto, o caro e o barato, o pastor e o mercenário. Como eu disse outro dia em uma publicação diária, "Tem gente que tem valor, outras tem preço". Isto é evidente no meio do povo de Deus.

Falando dos eventos que são produzidos nas igrejas ou pelas igrejas. Neste primeiro ponto, observo que os que são convidados parecem querer mesmo aparecer. Soltam palavras que desafiam, mexem com o emocional das pessoas, arrancam seus recursos financeiros, e muitas vezes suas palavras não se cumprem. Isto é crime! Charlatanismo é crime! Os valores cobrados para pregar ou cantar são exorbitantes, fala-se hoje em cifras de 2, 3 e 6 dígitos, ou seja, virou negócio. A pregação que deveria ocupar o centro da vida cristã, passou ser o objeto de investimento onde o indivíduo busca o retorno em cima de pessoas, igrejas e cidades mais carentes ou mesmo pobres. Estamos vendo a onda cantores e pregadores que hoje estão nas principais mídias do país, e que seus ministérios viraram uma bolha de sabão, cresceram rapidamente. O perigo é que os que não tem sustentação de Deus, acabam desaparecendo como uma bolha, não se vê nem as marcas de onde estavam. Além de levarem seus materiais para serem vendidos, muitas vezes cobram ainda valores extras que não estava combinado.

Na esfera pública, onde o evento é bancado pelo governo, os artistas evangélicos seguem os mesmos métodos usados pelos artistas seculares. Fazem o “show gospel” visando unicamente receber a bolada que vem dos cofres públicos. A passagem aérea, o transporte terrestre, carro à disposição, hotel cinco estrelas, restaurante de comida internacional, e entre outras coisas mais, para estes artistas ficam bem mais caro. O que aprendemos com isto? A internet hoje é o caminho que podemos usar para expor nossas idéias, que muitas vezes não são assimiladas pelos líderes evangélicos. Lá encontramos centenas de pessoas que relatam suas experiências frustrantes com artista gospel.

Os fatos que hoje menciono cadê vez mais são freqüentes nas igrejas em todo o país. O que pretendo fazer para conduzir tais situações? Para mim, ao descobrir qual é a do pregador ou cantor, logo trato de fechar as portas, não sou mercenário, não prego, não canto, não sou pastor por causa do dinheiro. Eu vivia sem dinheiro antes, iniciei meu ministério pastoral sem dinheiro, mas fazia assim a vontade de Deus.

Hoje observo que a maioria dos artistas evangélicos do nosso país infelizmente não visam ganhar almas para Jesus, mas sim ganhar o dinheiro das almas que Cristo gostaria de salvar. A pregação, o louvor de muitos hoje estão condicionados a receberem ou não pelo “serviço à Deus”. Se tiver dinheiro, se me pagar bem eu vou, caso contrário, fico em casa.

Infelizmente, pastores saem de regiões próximas como Rio de Janeiro e São Paulo, migram para o Sul e Zona da Mata de Minas Gerais em busca de territórios que possam plantar suas idéias e igrejas que precisam ser cheias de dinheiro, e não da unção de Deus. Há bem pouco tempo, fresquinho, tivemos alguns fatos na nossa terrinha que mexeram com os pastores. Pessoas convidadas para louvarem ou pregarem, usaram a oportunidade para “criar uma oferta” que visava “ganhar dinheiro”. As igrejas fora dos grandes centros, a maioria delas passam por muitas dificuldades, e isto não é compreendido pelos “pregadores e cantores mercenários”, sim, aqueles que fazem o serviço por um bom dinheiro.

Ainda na nossa cidade, convidados foram à igreja, pregaram, pediram oferta sem a permissão do pastor, e queriam levar o dinheiro todo arrecadado na noite, limpando literalmente os cofres da igreja. Tal pregador criou o maior problema com os dirigentes da igreja. É um tal de entregar revelação, profecia, só para ganhar dinheiro. A revelação deles estão condicionadas a terem sucesso se a pessoa que recebe “ofertar um determinado valor”. Na igreja que sou pastor, apareceu um determinado casal, profetizou bênçãos pra cá e pra lá, chamou um casal de membros da igreja, e com mais umas revelações condicionaram o sucesso da revelação a uma oferta de R$ 400,00. Infelizmente o casal acabou ofertando.

Outros exemplos pairam sobre as igrejas, que na vontade de ver um “pregador ou cantos de elite” participar em seus eventos, pagam dívidas violentas criadas pelos artistas. Lógico que nem todos podem ser metralhados como “mercenários”, mas a maioria dos artistas evangélicos vêem neste meio a oportunidade de terem a carreira abrilhantada. Os recursos que ganham, servem para bancar o luxo, a vaidade, e mesmo as empresas que estão por trás dos contratos milionários. Bem poucos pregadores ou cantores em nossos dias fazem a obra de Deus independente de recebem bem ou não.

A Bíblia diz em Lucas 10 onde Jesus ensina a respeito da “missão dos 70 discípulos”. É necessário que as igrejas que convidam, ofertem com prazer, amor e alegria. O convidado quando usa uma autoridade que não lhe pertence para sacar o dinheiro, forçando a barra, está na contra-mão do evangelho. No verso 7, o texto diz “digno é o obreiro do seu salário” e no verso 8 “comei o que vos é oferecido”. É neste momento que precisamos enquadrar aqueles que querem ser valorizados por demais, quando o que fazem, nem Deus os recompensa.

O texto de 1º Coríntios 9 fala sobre o crente que vive do evangelho, deve se manter do altar. Porém vemos que na caminhada de Paulo, ele não deixou de fazer a obra de Deus quando lhe faltou recursos. Suas palavras demonstram isto na carta aos Efésios 4, onde deixa muito claro que sabia contentar com o que tinha recebido. Hoje vemos que muitos pregadores ficam tristes, e até lançam palavras de maldição sobre a igreja que não lhe ajudaram, sobre o pastor ou tesoureiro. Precipitadamente, vemos que estes agem apenas visando lucros fáceis, onde o suor pelo trabalho não é derramado. O conselho que dou a estes tais ministros é que corrijam a base dos seus ministérios, antes que venha a justiça divina e faça vocês pregarem ou cantarem tendo que investir até o que não tem. O amor de Deus nunca foi condicionado ao homem ter ou não condições de retribuir, então sigam o exemplo de Deus.

Volto a dizer que é importante as igrejas, e o quem promove tais eventos colaborar com o ministério da pessoa convidada. Necessariamente dando-lhes os suportes devidos. Isto pode servir de exemplo para que no futuro, as portas de Deus estejam abertas, e cada semente venha trazer grandes resultados na hora da colheita. Por tudo que vemos nas igrejas, ou envolvendo tais pessoas corruptas de entendimento, “NUNCA SEMEIE EM TERRAS RUINS”, ao contrário procure as terras que vão frutificar primeiramente para Deus, e que automaticamente refletirão na vida dos ofertantes. Obrigado a você por acompanhar cada linha desta palavra, esperando que nos dias futuros tenhamos ministros compromissados com o evangelho que salva, e não o que dá dinheiro.

Por
Pastor Josué Oliveira

04 junho, 2012

Missões Brasil: Um SOS vindo do Pará


Sou a Missionária Kelem Gaspar ( missgaspar@ig.com.br), e há sete anos, eu, meu esposo Dulcival e nossa filha Eduarda estamos trabalhando no município de Maracanã, interior do Estado do Pará, somos ligados a Assembleia de Deus no estado do Pará e mantidos pela Assembleia de Deus de Madureira em Nova Venécia, no ES. Nos anos anteriores eu trabalhei com missões indígenas e ribeirinhas no Brasil, na Bolívia e no Peru. Viemos para cá para desenvolver um trabalho missionário nessa região e, no início não foi fácil, passamos anos morando em uma pequena casa de palha, sem água encanada e sem luz elétrica, mas sabíamos que Deus havia nos trazido para cá. Certa vez, descobri uma enorme cobra jibóia morando entre meus livros. Foram anos de muita luta. 

Tenho dedicado minha vida desde os quinze anos  ao serviço do meu Senhor Jesus e, se tivesse mil vidas, eu as viveria da mesma maneira. Porque meu Deus é absolutamente fiel e totalmente digno de confiança. Estar no centro da vontade de Deus não significa que não somos provados ou que não sofremos, mas significa que Deus está conosco em meio as provações e sofrimentos. 

Estamos desenvolvendo três projetos, o primeiro, Deus colocou em nosso coração para atender as crianças da comunidade, que precisavam de ajuda na alfabetização, na complementação alimentar e na evangelização e discipulado. Para nos ajudar com esse projeto, Deus levantou a missionária Nalvinha (nalvinhamissionaria@hotmail.com) uma jovem solteira, pedagoga, altamente comprometida com o reino e com a sua chamada missionária. Ela nos foi enviada pela IEADERN ( Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte), e tem se dedicado muito a essa tarefa. Iniciamos o projeto para atender 10 crianças, já que nós tínhamos que arcar com os custos com alimentação e material escolar. Mas Deus mandou mais crianças do que o esperado, hoje estamos com 58 crianças matriculadas. O nome da creche escola é PENIEL, que significa vendo Deus face a face. E vemos diariamente pequenos milagres acontecendo.

Depois de muita espera, Deus nos deu a vitória de termos nosso uniforme, na creche escola Peniel. Obrigado ao Pr. Joel Conceição (Salvador-Ba)que se envolveu nesse projeto e não parou até vê-lo concretizado. Para nós e para nossas crianças, significa muito

Muitas de nossas crianças, vivem em casas de barro, seus pais são catadores de caranguejo e são mal alimentadas. Ás vezes perguntamos: o que você almoçou hoje? e a resposta é: chibé ( água com farinha). Corta o coração. Muitos chegaram aqui sem saber ler e sem conhecer nada do alfabeto.É um trabalho árduo. Mas, o mais importante é que aqui essas crianças conheceram a Deus, aprenderam a orar, a cantar os hinos da harpa, estão memorizando as escrituras e modificando suas condutas. O projeto já está no seu segundo ano.

O milagre das maçãs

Um dia, um dos alunos disse que sua fruta preferida era maçã, mas que ele nunca havia comido, só visto. Eu fui correndo ver quanto tinha no caixa da creche... mas o valor não dava para comprar uma maçã para cada aluno, então convidei a turma para orar e oramos para que Deus nos desse maçãs. No final de semana seguinte fui pregar na cidade de Castanhal e o dirigente nos deu de oferta, sem que eu tivesse dito nada, uma caixa cheinha de maçãs. É assim que o nosso grande Deus, demonstra estar atento ao desejo de uma pobre criança no meio da selva amazônica. 

 Crianças assistidas pela missão no Pará

Além da merenda diária, tivemos que contratar 3 professores e 6 ajudantes para ajudarem no trabalho, cada professor recebe a ajuda de R$ 150,00 e cada ajudante recebe R$ 25,00 por mês. É pouco, mas todo mês precisamos de um milagre para cobrir essa folha de pagamento. E ainda tem o fato de que muitas  crianças, ao precisarem de qualquer coisa, pedem aqui, seja uma sandalinha, uma calcinha, um remédio, uma roupinha...tudo. São muitas as necessidades. Mas Deus tem nos ajudado. 

Então, iniciamos pela fé, a construção da creche, fizemos dois bazares e alguns outros eventos para levantar recursos para a construção. Estamos lutando a mais de um ano e a construção ainda está longe de acabar. Na quinta feira passada, recebemos uma oferta de R$5.000,00 em material de construção, pedi ao pedreiro para fazer a relação de material para essa etapa, o orçamento deu R$ 9.000,00 mais R$ 2.000,00 de mão de obra. Fiquei sem saber o que fazer. Então cortei R$ 2.000,00 da lista, paguei R$ 1.000,00, parcelei R$ 1.000,00 no cartão de crédito e preciso de mais R$ 2.000,00 para pagar a mão de obra dessa primeira parte do serviço. ( que inclui reboco, telhado e banheiro). Vai ficar faltando cozinha, refeitório e piso. Mas estamos avançando. Jesus é bom.

 A construção da creche parou por falta de recursos.

O segundo projeto é o Projeto Rio Jordão, no Derrubado, que é uma comunidade distante 40 minutos de barco daqui de Maracanã. Enviamos dois missionários, Paulo e Bia (abiasramos@ig.com.br) para trabalharem para Jesus nesse lugar, eles foram cheios de amor e tem se dedicado muito a propagação do evangelho, muitas vezes, eles tem dividido sua cesta básica com os irmãos, que sobrevivem basicamente da bolsa família e da pesca. A distancia entre as casas é grande e eles andam quilômetros a pé, para visitar as famílias, e sentarem-se para dividir um pouco de farinha e ás, vezes um caldo de feijão. Paulo e Bia recebem uma ajuda da Assembleia de Deus em Mosqueiro-Pa e de Nova Venécia-ES. Mas somando as duas ainda não chega a um salário mínimo, eles tem orado muito por uma moto e por uma canoa com motor para poder atender outras comunidades ribeirinhas. Só um milagre.

O terceiro projeto é o curso de missões Pakau Oro Mon, que tem 6 alunos e funciona aos sábados aqui na sede do projeto. Esse curso prepara missionários para alcançarem outras culturas para Cristo. Temos nos esforçado manter esse curso funcionando. Desejamos expandi-lo, formar mais missionários, ajudá-los em seu projetos para salvar os perdidos. Enfim, conquistar para o Cordeiro a recompensa pelos seus sofrimentos. Temos consciência de que fazemos muito pouco e nada além de nossa obrigação,  mas se tivermos sua ajuda, vamos fazer muito mais. Tudo o que chega aqui é investido no Reino, nossa meta são as almas.
Kelem Gaspar
(91) 96321640
Banco do Brasil
Ag 1436-2
C/c 6993-0.
Você também poderá ajudar com envio de roupas, calçados, livros, material escolar e o que mais se dispuser. A forma de envio mais em conta é através do transporte da Itapemirim. Na encomenda deve ir identidade e cpf do destinatário, no caso a Kelem Gaspar, esses dados podem ser pegos com a própria Kelem no telefone acima.

Deus abençoe a todos.
 
Fonte: UBE

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