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19 maio, 2021

LEOPOLDINA: Taxa de recuperados de Covid-19 já foi superior a 95% e caiu quase 5%

O blog Leopoldina News levantou novamente alguns dados e traz aos leitores informações sobre o quadro de Covid-19 em Leopoldina. Os dados apurados até esta quarta-feria, 19 de maio. Chama a atenção que o índice de curados que já foi superior a 95% em 19 de abril e caiu para 91% um mês após. Confira abaixo:

NÚMEROS TOTAIS ATUALIZADOS:

  • Óbitos: 94
  • Total confirmados: 3854
  • Taxa Total do período (2020/2021) até 19/05/2021: 2,43%
  • Curados: 3.512


ANO: 2020

  • Nº Confirmados: 1.538
  • Nº Mortos: 39
  • Taxa Total de 2020: 2,53%
  • Taxa Curados: 83,48%

Piores meses analisados em 2020:

DEZEMBRO - 476 casos confirmados;

JUNHO - 12 mortes;

MAIO - 7,14% taxa mortalidade.


ANO: 2021

  • Nº Confirmados: 2.316
  • Nº Mortos: 55
  • Taxa mortalidade de 2021:  2,37% 
  • Taxa Curados: 91,12%

Piores meses analisados em 2021:

JANEIRO - 758 casos confirmados;

JANEIRO - 15 mortes; ABRIL - 14 mortes

ABRIL - 6,06% taxa mortalidade.

A cada período os dados podem mudar conforme o que se busca. Recentemente a taxa de mortalidade de 2021 estava bem acima da taxa de 2020. Essa taxa subiu quando houve muitos óbitos em Abril/2021 em relação aos casos confirmados de COVID-19. Já os 19 dias de Maio/2021, houve mais casos de Covid confirmados em relação aos de óbitos.

A obtenção das taxas, seja para todo o período, seja mensal ou ao ano se obtém da somatória dos dados dos períodos desejados e posteriormente realiza os cálculos desejados. Nestes casos se obtém dividindo os números de óbitos pelos números de casos confirmados com Covid-19 de cada período desejado.

Todos os dados são frutos do acompanhamento das publicações diárias realizadas pela Secretaria Municipal de Leopoldina.


PESQUISA: Blog Leopoldina News - atualizado às 08:51 de 20/05/2021

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15 maio, 2021

Conflito entre Hamas e Israel. Israel se defende com sistema Domo de Ferro.

À esquerda, o poderoso sistema israelense de interceptação de mísseis, chamado Domo de Ferro. À direita, os foguetes lançados contra Israel pela milícia palestina Hamas, partindo de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza.

Os mísseis israelenses, à esquerda, lançados para
interceptar os foguetes do Hamas, à direita
Foto: ANAS BABA/GETTY IMAGES

A imagem noturna impressionante, captada pela fotógrafa Ana Baba, reflete a violência do conflito entre o exército de Israel e os militantes palestinos, que tem escalado nos últimos dias.

As luzes dos projéteis do Hamas refletidas na noite e os mísseis lançados pelo Domo de Ferro se converteram em cenas habituais para os habitantes de Ashkelon, Sderot e outras populações que vivem nos arredores da Faixa de Gaza.

Segundo as forças de Defesa de Israel, mais de 2 mil projéteis foram lançados de Gaza contra alvos israelenses. Já o último ataque aéreo israelenses teria matado na última noite sete pessoas de duas famílias num campo de refugiados em Gaza. Um bebê de cinco meses seria o único sobrevivente.

O Hamas respondeu lançando mísseis em territórios israelenses ao sul, mas não houve relato de mortes.

Ataques pelo céu têm sido predominantes no atual confronto
entre Israel e palestinos — Foto: JACK GUEZ / GETTY
Domo de Ferro

No conflito, Israel conta com um arsenal sofisticado que os palestinos não possuem. O Domo de Ferro é parte do seu amplo sistema de defesa aérea.

O objetivo dele é proteger o território de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, foguetes e outras ameaças aéreas.

Ele foi desenvolvido pela empresa Rafael Advanced Defense System LTD, uma empresa particular com vínculos fortes com as forças armadas israelenses e que constrói sistemas de defesa aérea, marítima e terrestre.

O Domo de Ferro também contou com financiamento de mais de US$ 200 milhões dos Estados Unidos. O fabricante assegura que esse escudo antimísseis é eficaz em mais de 90% dos casos.

As baterias são feitas de mísseis interceptores, radares e sistemas de comando que analisam onde os foguetes inimigos podem pousar.

A tecnologia de radar diferencia entre mísseis que podem atingir áreas urbanas e aqueles que devem errar o alvo. O sistema então decide quais devem ser interceptados.

Os interceptores são lançados verticalmente a partir de unidades móveis ou estacionárias. Eles então detonam os mísseis no ar.

Mortes

A fotografia de Baba reflete a potência do escudo antimíssil israelense e como o conflito com os palestinos tem no céu umas de suas frentes mais ativas. E a violência vista no ar, mas também em terra, é a pior em pelo menos uma década.

Mais de 120 mortos foram contabilizados na Faixa de Gaza e 10 na Cisjordânia, ambas zonas de população palestina. Oito pessoas teriam sido mortas em Israel.

A última escalada ocorreu depois de confrontos entre a polícia de Israel e grupos palestinos na Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém. Hamas lançou foguetes sobre o território israelense, enquanto Israel bombardeou trechos da Faixa de Gaza.

A onda de violência também envolve enfrentamentos entre comunidades judias e árabes na Cisjordânia e em várias cidades israelenses.

O estopim

Os primeiros conflitos eclodiram a partir da ameaça de despejo de famílias palestinas do bairro de Sheikh Jarrah, que fica fora dos muros da Cidade Velha de Jerusalém.

A área em que hoje vivem as famílias é reivindicada por grupos de colonos judeus em tribunais israelenses.

Há décadas israelenses têm ocupado áreas habitadas por palestinos por meio de assentamentos, tanto em Jerusalém Oriental quanto na Cisjordânia. Só nesta última, são cerca de 430 mil colonos israelenses distribuídos entre 132 assentamentos.

Essas colônias são consideradas ilegais pela lei internacional. Em pelo menos seis ocasiões desde 1979 o Conselho de Segurança da ONU reafirmou que elas são "uma violação flagrante da legislação internacional". A última delas foi em 2016 - o documento oficial também menciona Jerusalém Oriental.

Já Israel defende as iniciativas argumentando que se trata de uma estratégia de defesa de sua integridade, e não uma tentativa de tomada da soberania palestina.

Esse é um dos pontos mais contenciosos das negociações de paz na região e ajuda a explicar porque o atual conflito era inevitável, segundo o editor da BBC para o Oriente Médio, Jeremy Bowen.

O fato de o conflito ter desaparecido das manchetes internacionais nos últimos anos, diz ele, não significa que tenha acabado. É uma ferida aberta no coração do Oriente Médio, que gera ódio e ressentimento que atravessa não apenas os anos, mas gerações.

Fonte: BBC

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12 maio, 2021

Prefeitura do Rio retoma vacinação contra a covid-19 em grávidas

Gestantes e mulheres que tiveram filhos até 45 dias atrás e que apresentem algum tipo de comorbidade voltaram a ser vacinadas nesta quarta-feira (12) contra a covid-19 pela prefeitura do Rio de Janeiro. 

Mas, a vacinação para este grupo, por orientação do Ministério da Saúde, é apenas com as vacinas Pfizer e CoronaVac, de acordo com a disponibilidade.

Para receber o imunizante é preciso levar laudo médico justificando a recomendação e avaliação da relação risco-benefício para a vacinação, além da assinatura do termo de esclarecimento, disponível no site coronavirus.rio/vacina.  

Em outros municípios do estado, a vacinação contra a covid-19 para grávidas e mulheres que acabaram de ter bebê ainda não foi retomada. Na terça-feira, o Ministério da Saúde suspendeu, em todo o país, a aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes seguindo recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de que o fabricante não aconselha o uso desse imunizante em grávidas sem orientação médica.

 A Anvisa levou em consideração a morte de uma gestante de 35 anos, depois de receber a vacina. O caso está sendo investigado e não há outros relatos semelhantes.

Fonte: Agência Nacional

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06 maio, 2021

Site do Supremo Tribunal Federal passa por manutenção e serviços on-line estão restritos

O site do Supremo Tribunal Federal se encontra fora do ar. 

Segundo a plataforma, o site para por manutenção e trabalha para retomar os serviços on-line em breve.

Recentemente, em consulta à pasta da Rádio Justiça do STF, o blog Leopoldina News observou que o serviço se encontrava fora de serviço. Com a paralisação de todos os serviços, o atendimento ao público ficou restrito apenas ao "serviço de peticionamento" ainda na plataforma do site.

Fonte: Leopoldina News

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Poder público leopoldinense não ofertou dignidade esportiva durante a pandemia

Desde que a pandemia do novo Coronavírus se instalou no mundo, a vida do planeta se tornou bem complexa em diversos sentidos. Todas as liberdades foram alteradas de alguma maneira e em algum momento tiveram praticamente banidas ou suspensas. 

Entre inúmeras atividades, olhamos para um dos setores mais prejudicados pela pandemia, foi a prática esportiva pelos moradores das periferias, que quase sempre não tem condições de custearem formas alternativas.

A omissão das instituições públicas acaba por induzir os jovens e crianças, grupos com maior número de praticantes de esportes a buscar alternativas de descontração, lazer e equilíbrio físico e mental para um dos piores momentos da humanidade.

Em cheque, as práticas esportivas voltadas para os residentes nas periferias não tiveram nenhuma preocupação do poder público em se fazer presente, levando alternativas e condições, não deixando órfãos os praticantes das mais diversas modalidades. Muitas destas poderiam ter sido desenvolvidas por profissionais custeados pelo poder público em áreas como campos, quadras, escolas e ou mesmo os ginásios poliesportivos.

Esportes de contato praticamente seriam inviáveis em todos os sentidos, mas esportes individuais, à distância, esportes de desafios via internet poderiam sim ter sido colocados pelo poder público à disposição das famílias que não possuem condições financeiras para custear equipamentos e estruturas particulares.

A exemplificar, muitas práticas ficaram seletivas a quem tem condições financeiras, poder material e ou ciclos sociais distintos, facilitando o desenvolvimento físico e mental durante a pandemia.

A exemplificar, o poder público poderia ofertar campeonatos de games online ou presencial, jogos de xadrez, peteca, tênis, ping-pong, desafios escolares e entre outras inúmeras formas para levar moradores de todas as faixas etárias a não enferrujarem as juntas.

Em Leopoldina, o poder público ficou na promessa e não conseguiu até este momento promover eventos que possam trazer dignidade às pessoas locais, dando a elas direitos a uma sala de jogos, onde seguindo protocolos sanitários tenham condições aos exercícios físicos e mentais acompanhados por profissionais.

O Estado ficou de fora mais uma vez na hora de ajudar a vencer a pandemia. Ficou cada um por si e vírus para todos, divergindo do ditador popular. Faltou tudo, menos as restrições e proibições a quem tinha uma vida móvel diariamente antes da pandemia.

O mal exemplo administrativo é que áreas esportivas ficaram abaladas, abandonadas durante a pandemia. Faltou levar dignidade principalmente aos pobres durante a pandemia.

Neste xadrez, a ineficiência e a criatividade matou tanto quanto o vírus. Esse é o mal que o poder público tem enorme capacidade de impulsionar. A omissão tirou o direito de igualdade entre todos cidadãos.

Fonte: Leopoldina News, por Josué Oliveira

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Prefeitura de Leopoldina lança Programa “Mãos À Obra”

Em breve o complexo de bairros dos quais incluem o Bela Vista, Imperador, Nova Leopoldina e Jardim Bela Vista vai ganhar 4 novos espaços de lazer e convivência. As obras serão realizadas pela Prefeitura de Leopoldina.

Os bairros Imperador, Nova Leopoldina e Jardim Bela Vista vão ganhar novas e modernas praças. Trata-se de um projeto inovador que segue um conceito onde o objetivo é oferecer qualidade de vida e funcionalidade para atender as demandas da população. 

“Entendo que esta parte da cidade mereça uma atenção especial da nossa gestão. O complexo de bairros em torno do Bela Vista compõem uma das áreas mais populosas de Leopoldina. Além de ações sociais, temos que oferecer espaços públicos bem estruturados. Cuidar bem da área urbana é dar mais qualidade de vida para nosso povo”, disse o prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz.

A atual administração também vai retomar e finalizar a obra de uma quadra de esportes, iniciada na gestão passada no bairro Bela Vista.

“Além da academias funcionais e parquinhos onde os moradores poderão praticar atividades físicas, procuramos também desenvolver uma área verde de qualidade. As praças e áreas de lazer se tornarão um espaço de convívio social agradável para a população”, concluiu o prefeito.

Nesta sexta-feira, 6 de maio, terá início o processo licitatório que vai definir a empresa responsável por executar as obras. O início dos trabalhos está previsto para os próximos meses.



Fonte: Prefeitura Municipal de Leopoldina

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05 maio, 2021

Um dos maiores frigoríficos do país abre contratação a leopoldinenses

Empresa de Ubá, busca em Leopoldina trabalhadores e abre oportunidade única para você conseguir o seu emprego.

O Frigorífico Cruzeiro do Sul Alimentos, empresa do ramo alimentício da cidade de Ubá há mais de trinta e cinco anos estará fazendo gratuitamente o cadastro de currículos para os interessados em vagas na empresa.

O cadastramento será realizado em Leopoldina, na Rua Vinte e Sete de Abril, 428, antiga UAITEC, no bairro Fábrica. Os interessados devem procurar o local no dia 13 de maio, das 9 da manhã às 17 horas. 

As contratações visam interessados que tenham disponibilidade para se mudarem para a cidade de Ubá, onde está localizado o Frigorífico.

Fonte: Leopoldina News com dados da Rádio Jornal AM de Leopoldina

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6 deputados federais de Minas Gerais, votados em Leopoldina votaram contra PL na CCJ em Brasília

Marcelo Aro foi o 8º deputado federal mais votado em Leopoldina na eleição de 2018, alcançando 856 votos. Patrus Ananias (427 votos), Júlio Delgado (168 votos), Paulo Abi Ackel (135 votos), Subtenente Gonzaga (99 votos) e Pinheirinho (2 votos).

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira (5), um projeto de lei que tinha por objetivo “enquadrar” ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi rejeitada por 33 votos a 32.

A proposta em questão era o PL 4754/2016, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) e de outros parlamentares. O projeto visava tipificar, como crime de responsabilidade, a “usurpação de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo” por parte dos ministros do STF. Com isso, os integrantes da Corte poderiam ser alvos de um processo de impeachment se um crime do tipo fosse cometido.

Veja os nomes dos deputados que votaram contra o projeto na CCJ.

  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
  • Alencar S. Braga (PT-SP)
  • Baleia Rossi (MDB-SP)
  • Darci de Matos (PSD-SC)
  • Edilazio Junior (PSD-MA)
  • Fábio Trad (PSD-MS)
  • Félix Mendonça Jr. (PDT-BA)
  • Fernanda Melchioma (PSOL-RS)
  • Gervásio Maia (PSB-PB)
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • Hiran Gonçalves (PP-PR)
  • José Guimarães (PT-CE)
  • Juarez Costa (MDB-MT)
  • Júlio Delgado (PSB-MG)
  • Marcelo Aro (PP-MG)
  • Márcio Biolchi (MDB-RS)
  • Marcos Sampaio (MDB-PI)
  • Margarete Coelho (PP-PI)
  • Maria do Rosário (PT-RS)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Patrus Ananias (PT-MG)
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)
  • Paulo Teixeira (PT-SP)
  • Pinheirinho (PP-MG)
  • Pompeo de Mattos (PDT-RS)
  • Rubens Bueno (Cidadania-PR)
  • Rui Falcão (PT-SP)
  • Samuel Moreira (PSDB-SP)
  • Sérgio Brito (PSD-BA)
  • Shéridan (PSDB -RR)
  • Subtenente Gonzaga (PDT-MG)
  • Tadeu Alencar (PSB-PE)
  • Túlio Gadêlha (PDT-PE)

Fonte: Pleno News e Leopoldina News

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03 maio, 2021

CPI investiga erro em lista de vacinados pela Secretaria Estadual de Saúde

Ex-chefe de gabinete, que teve áudio em reunião vazado, foi interrogado e afirmou que a vacinação foi legal e regular.

A omissão frente à constatação de erros nas listas enviadas às autoridades competentes que apuram a situação de servidores estaduais vacinados contra a Covid-19 foi um dos questionamentos contundentes dos deputados para João Márcio Silva de Pinho, ex-chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Outro assunto abordado foi a definição de quais servidores seriam vacinados.

Ouvido na tarde desta segunda-feira (3/5/21) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas da Vacinação, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), João Márcio foi indagado em especial sobre suas manifestações em reunião com outros servidores da pasta, realizada em abril, que teve seu áudio vazado para a imprensa.

É a segunda reunião da CPI em que esse áudio motiva perguntas. João Márcio de Pinho foi um dos protagonistas da reunião de abril e, entre outras coisas, dirigiu-se, conforme mencionado pelo deputado João Vítor Xavier (Cidadania), a dois servidores que estavam em home office, dizendo que eles constavam na lista enviada às autoridades como servidores que estavam em trabalho presencial.

A indicação dessa situação funcional na lista teria sido feita pela então assessora-chefe de Comunicação da pasta, Virgínia Cornélio da Silva. O deputado Ulysses Gomes (PT) questionou se Virgínia teria mentido no documento, mas o investigado se recusou a responder. João Vítor Xavier, presidente da CPI, considerou, ainda, que, diante da constatação do problema, o investigado deveria ter informado as autoridades.

João Márcio de Pinho afirmou que novas listas com informações sobre os servidores vacinados foram encaminhadas para as autoridades, inclusive para a CPI. O deputado João Vítor Xavier, porém, disse que seria necessário o envio de um documento que apontasse diretamente os erros ou fraudes das listas anteriores. Para o parlamentar, por não ter tomado essa providência, o então chefe de gabinete teria cometido crime de prevaricação, catacterizado quando o servidor prejudica o andamento de serviços públicos.

Ainda sobre trabalhadores em home office vacinados, o deputado Ulysses Gomes se referiu a uma fala de João Márcio de Pinho no áudio vazado, na qual este considerava equivocada uma fala do governador. Nessa fala, Romeu Zema disse saber que a Controladoria-Geral do Estado tinha conhecimento de pessoas vacinadas na SES que estavam em home office. “O senhor reconhece que se encontrou com o governador e tentou fazê-lo mudar de opinião?”, perguntou Ulysses Gomes, ao que o investigado negou ter tratado disso com o chefe do Executivo.

Alteração de documentos - Quem também fez questionamentos sobre a questão foi o deputado Guilherme da Cunha (Novo), que pediu detalhamentos sobre as afirmações do investigado, ainda no áudio vazado, que indicam que ele iria alterar documentos com a volta dos servidores para o trabalho presencial. João Márcio de Pinho disse que a alteração seria futura, quando os servidores deixassem o home office.

Também uma normativa que regulava a quantidade de profissionais que poderiam estar presencialmente na secretaria seria, ainda de acordo com o investigado, alterada. A mudança normativa se daria porque a regra então vigente era de setembro de 2020, quando havia uma baixa de casos de Covid-19, e, diante da segunda onda, era necessário ampliar o número de servidores trabalhando presencialmente na pasta.

O deputado Ulysses Gomes questionou se o investigado foi orientado por Carlos Eduardo Amaral, ex-secretário de Saúde, a fazer tais alterações. João Márcio de Pinho disse que não. Segundo ele, desde a saída do então secretário, não houve conversas entre eles sobre as acusações. 

Investigado usa normativa posterior à vacinação para justificar decisões

“Então a secretaria não tinha comando e organização em meio à maior crise sanitária da nossa geração? Ou é isso ou você está evitando dar nomes aos bois”, disse o deputado João Vítor Xavier quando o investigado insistiu que não sabia responder sobre como foram feitas as seleções dos servidores de cada setor da pasta a serem vacinados.

A alta posição na hierarquia da Secretaria de Saúde do cargo de chefe de gabinete, que está abaixo apenas do secretário e do subsecretário, foi o argumento dos parlamentares para afirmar que o investigado tinha uma posição estratégica tanto para coordenar a vacinação dos servidores da pasta quanto para fornecer informações sobre essa vacinação à CPI. Assim, eles criticaram a postura de João Márcio de Pinho ao insistir na descentralização das decisões para retirar de si a responsabilidade.

No setor de João Márcio de Pinho, além do próprio investigado, 47 dos 65 servidores foram vacinados. Questionado pelo deputado Cássio Soares (PSD), relator da CPI, o ex-chefe de gabinete da secretaria disse que essa lista foi produzida conjuntamente por ele, o secretário e o subsecretário de Saúde. Cássio Soares perguntou, ainda, se ele considerava que as decisões foram corretas e o investigado disse que tudo foi feito na legalidade.

Para embasar seu posicionamento, João Márcio de Pinho disse que o memorando 7 da secretaria de Saúde, no qual foi estabelecida a ordem de vacinação a ser seguida pelos servidores da pasta, foi construído a partir de várias outras normativas.

Conforme informou, além do Plano Nacional de Vacinação, foram utilizados como referência outros documentos, como a Nota Técnica 155/21, do Ministério da Saúde, a qual indicaria que todos os servidores públicos da área da saúde, incluindo funcionários administrativos, deveriam ser vacinados prioritariamente.

O deputado João Vítor Xavier, porém, mostrou que a Nota Técnica 155/21 foi publicada em março de 2021, ou seja, depois da vacinação dos servidores. O investigado, assim como o secretário de Saúde, foi vacinado, segundo informações por ele fornecidas, no dia 19 de fevereiro.

João Márcio de Pinho disse, contudo, que a referida nota técnica foi apenas um exemplo das várias normativas disponíveis sobre a questão e reiterou que não considera que a vacinação foi ilegal.

João Vítor Xavier e Cássio Soares lembraram que, nas superintendências regionais de Saúde, os servidores, que em sua maioria estão na linha de frente da pandemia, não foram vacinados, apesar de serem prioritários de acordo o Memorando 7.

Assim, os servidores administrativos da secretaria teriam sido vacinados antes de outros, que estavam acima na escala de prioridades dentro da própria secretaria. João Márcio de Pinho repetiu a argumentação de que essas decisões eram descentralizadas.

O deputado Repórter Rafael Martins (PSD) perguntou se não haveria por parte do convocado uma autocrítica, já que este havia sido vacinado na frente de vários grupos prioritários. O ex-chefe de gabinete disse que não caberia autocrítica da parte dele no momento.

O parlamentar também questionou o real significado da sua fala quanto à existência de pessoas mal intencionadas na imprensa. João Márcio de Pinho respondeu que se sentia injustiçado por estar sendo exposto pela mídia, antes do devido processo legal. Ele reiterou que não havia cometido crime nem irregularidade.

Para deputado retenção de vacinas pelo Estado também é irregular

Outro questionamento do deputado João Vítor Xavier foi sobre a retenção, pela secretaria, das doses destinadas pelo governo federal e que foram usadas para imunizar os servidores. Segundo ele, o protocolo é que as vacinas, ao chegarem aos estados, sejam enviadas aos municípios, que são os entes responsáveis pela aplicação das doses.

O parlamentar também lembrou que os ocupantes de cargos nas secretarias municipais de Saúde equivalentes aos dos vacinados na secretaria estadual só seriam vacinados dois meses depois.

A retenção da vacina, porém, também teria sido legal na visão de João Márcio de Pinho. Ele usou como exemplo a negociação entre o Instituto Butantan, em São Paulo, e o Ministério da Saúde, que garantiu que as doses ficassem no estado sem antes serem enviadas a Brasília. João Vítor Xavier salientou que esse tipo de negociação, no serviço público, precisa ser documentada e que, apesar dos pedidos reiterados da CPI, nenhum documento nesse sentido foi apresentado.

Segurança - O deputado Sargento Rodrigues (PTB) lamentou que a ALMG tivesse perdido um parlamentar muito querido, Luiz Humberto Carneiro (PSDB), justamente porque este havia respeitado a ordem de vacinação, enquanto, por outro lado, o ex-chefe de gabinete e vários outros servidores da SES tinham sido vacinados na frente, descumprindo regras. Sargento Rodrigues destacou ainda um vídeo sobre o pessoal da segurança pública do Estado, que também não tinha sido vacinado, apesar de o PNI prever essa imunização.

O deputado Zé Guilherme (PRP), por sua vez, lamentou a falta de vacinas na Capital para a segunda dose em pessoas entre 64 e 67 anos. Além disso, ele solicitou à CPI que ouça também um responsável da Secretaria de Saúde de Belo Horizonte sobre o problema.

Fonte: ALMG

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