É vergonhoso, mas é a realidade sobre o que o Supremo Tribunal Federal está fazendo juntamente com outros órgãos do Poder Judiciário Brasileiro.
31 outubro, 2018
19 outubro, 2018
Eleições: Evangélicos vão fazer a diferença no segundo turno presidencial.
Nos últimos meses, com a definição dos nomes às disputas eleitorais de 2018, dezenas ou centenas de líderes cristãos decidiram apoiar a campanha de Jair Bolsonaro.
O fato que ensejou num apoio maciço à campanha do presidenciável passam por vários motivos, e muitos deles é que os religiosos não encontraram representatividade nos demais concorrentes. Temas como aborto, drogas, porte de armas, militarização das escolas, proteção às crianças nas escolas, combate a partidarização escolar, enxugamento do Estado, combate à violência e corrupção estão entre os temas mais importantes no contexto religioso do Brasil nos últimos anos.
Diante dos planos de governo dos principais concorrentes como Marina Silva, Fernando Haddad, Henrique Meirelles e Geraldo Alckmin, o presidenciável da reserva do Exército se tornou o querido pela maioria dos líderes religiosos.
Uma pesquisa recentemente do IBOPE, o candidato do PSL se apresenta à frente do seu concorrente do PT em vários cenários, e um deles é entre os evangélicos. Os números mostram que tanto quanto entre os evangélicos, no meio católico e entre outras religiões, Bolsonaro lidera. Veja abaixo o gráfico:
Bolsonaro
|
Haddad
|
Brancos/Nulos
|
Não Sabe/ NR
|
|
Católicos
|
48%
|
42%
|
8%
|
2%
|
Evangélicos
|
66%
|
24%
|
7%
|
2%
|
Outras religiões
|
44%
|
40%
|
13%
|
3%
|
Diante dos gráficos, a maior diferença entre Bolsonaro e Haddad ocorre entre os evangélicos, chegando a 42%. Já entre os católicos a diferença é menor, apenas 6% e nas demais religiões 4%.
Um outro cenário é importante analisar é que 86,8% da população brasileira é cristã, sendo 64,6% católica e 22,2% evangélica, segundo dados do IBGE de 2010.
Atualmente este cenário apontaria números assim, tirando os votos nulos, brancos num quadro de votação de 117 milhões de eleitores no primeiro turno e retirando 21% dos que não compareceram temos aproximadamente este dados, vejamos:
*
|
População
|
Nº pessoas
|
Bolsonaro
|
Haddad
|
Católicos
|
64,60%
|
75.019.980
|
36.009.590
|
31.508.392
|
Evangélicos
|
22,20%
|
25.780.860
|
17.015.368
|
6.187.406
|
Outras religiões
|
13,20%
|
15.329.160
|
6.744.830
|
6.131.664
|
TOTAL
|
59.769.788
|
43.827.462
|
A diferença no meio evangélico poderá ser o marco destas eleições de 2018, a um montante aproximado de 11 milhões de votos apenas neste grupo. No total, mais de 15 milhões de pessoas votarão pela mudança no quadro eleitoral presidencial. Daí se compreende o quanto o peso dos líderes compõem esta eleição de 2018.
Abaixo cito alguns nomes de grandes líderes que fazem parte de extensa lista de apoio a Jair Bolsonaro em todo país:
- Ap. Agenor Duque - Igreja Plenitude
- Ap. Rina - Bola de Neve
- Ap. Vandemiro Santiago - Igreja Mundial
- Bp. Edir Macedo - Igreja Universal
- Missionário R. R. Soares - Igreja da Graça
- Pr. André Valadão - Batista Lagoinha
- Pr. Cláudio Duarte
- Pr. Jabes Alencar - Assembleia de Deus Bom Retiro
- Pr. Jorge Linhares - Batista Getsêmani
- Pr. Manoel Ferreira - Igreja Assembleia de Deus
- Pr. Samuel Câmara - Igreja Assembleia de Deus Belém
- Pr. Silas Malafaia - Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo
Em Leopoldina não é diferente! Líderes que assumiram publicamente seus apoios a Bolsonaro encabeçam a lista pela mudança. Entre eles, pastores Josué Oliveira, Venildo Santos, Ricardo Wagner, Leandro Silva, entre outros.
É importante destacar que há também muitos líderes católicos que agem nas suas comunidades e que tem apoiado a campanha de Bolsonaro.
Este ano com as proibições impostas pelo TSE em relação a publicação ou distribuição de materiais nas Igrejas, os cristãos se reinventaram e desenvolveram um trabalho bastante interessante.
- Muitos pararam para discutir a política em si, analisando os valores discutidos pelas diversas bandeiras. Em outros tempos dificilmente se discutiria política entre os cristãos, principalmente entre os evangélicos.
- Grupos distintos criados, começaram a discutir os temas polêmicos mesmo com forte oposição de ateus, partidaristas dentro das comunidades. Nas comunidades religiosas os embates se dão por conta de um evangelho socialista, pregado e aceito por parte das Igrejas.
- No geral, as Igrejas se retiveram apenas a orar e aconselhar, não falaram abertamente de nomes.
- A Igreja de modo geral analisou os caminhos feitos e o que deseja seguir adiante em relação aos nomes disponíveis.
Enfim, algumas estratégias produziram certo efeito positivo, porém, há ainda muitas retaliações e até mesmo despreparo dos cristãos com relação ao envolvimento com a política.
Ainda há situações a serem resolvidas dentro da comunidade cristã:
- Partidarismo - muitos ainda militam a fé cristã sem abrir mão das filosofias partidárias, vivendo totalmente descaracterizado do mundo cristão. Suas doutrinas entram em conflitos constantemente, chegando a desviar muitos das Igrejas.
- Idolatria - para todos os lados, muitos ainda apresentam seus candidatos como um "deus", o que resolveria todos os problemas das comunidades. Essa é uma crença que se opõe ao Deus vivo, onde só pode Ele receber adoração, invocação e confiança em primeiro lugar.
- Sincretismo de valores - Atualmente muitos cristãos estão misturando valores celestes com os valores mundanos. Daí, o modelo de cristãos sem compromissos cresce e a Igreja perde sua essência.
- Confiança - também faz parte de um grupo muito grande, onde as pessoas depositam unicamente sua confiança em políticos, expressando crer em tudo e em todos. Daí o caminho da maldição é simples - Jeremias 17.5.
- Posicionamento - é um dos meios importantes pelos quais se conhece o povo de Deus. De que lado você está posicionado? Seu candidato representa sua fé, seu posicionamento familiar, crenças e valores sociais? Então, é esperar e ver o que teremos nos resultados nos próximos dias.
Por Josué Oliveira
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