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| Revezamento da tocha com a funcionária do Correios, Maria Helena Machado |
O feito da passagem, pelo revezamento da Tocha Olímpica em Leopoldina nesta segunda-feira 16 de Maio tem lá suas suposições de que num futuro muito breve, a cidade volte a brilhar no cenário estadual e nacional.
Acostumada com a elite do país, a cidade vivenciou durante longos anos sem nenhum feito importante, nem mesmo tendo representantes na política nacional, e isso nos trouxe grande incômodo, já que lidamos com a história de glória no passado e não poderíamos ficar isentos com o presente e futuro que vivemos e nos aguarda.
Pensando no que ficará nos registros das 327 cidades do país (Cidades de MG escolhidas representam cerca de 10,7% do total do revezamento) e das 35 de Minas Gerais (Cidades de MG escolhidas representam apenas 4% dos 853 municípios - um baita privilégio), imagino que, de cada delas uma fora extraído uma pequena oportunidade de marketing e que as leva novamente ao palco da importância, o que nenhuma outra poderá contar no futuro, ao menos nós leopoldinenses gozaremos de prazer em rever no futuro, aquilo que já passara pela nossa história.
Quando vi aquele aparato de policiais das mais diversas agremiações, dos promotores do evento dos Jogos Olímpicos Rio 2016, os integrantes da imprensa escrita, televisiva, radiofônica e digital, me veio à memória imagens de uma cidade aos pés do topo, onde ela esteve e merece voltar. Eram dezenas de viaturas, policiais, veículos e milhares de pessoas, acredito que, pelo chamado a este feito e ao observar as ruas ocupadas, um número de vinte mil pessoas é ainda incerto, mas que deve ser batido com facilidade se houvesse uma contagem real - era muita gente, nunca tínhamos visto isso em nossa história.
Nas últimas semanas, inúmeros boatos tomaram conta das páginas das redes sociais, onde o disse me disse ficou por conta de pessoas desinformadas ou mal intencionadas, algo bem peculiar dos divergentes políticos e que não suportam os feitos alheios. Foram tantas conversas desencontradas, afirmações de que o prefeito José Roberto havia pago uma fortuna para que a Tocha Olímpica passasse por Leopoldina, até que o Jornal Leopoldinense divulgou em sua página on-line uma nota da prefeitura onde destaca o investimento municipal no valor de R$ 19.555,00. Diante da nota, a prefeitura tratou de encerrar os boatos que geraram polêmicas de que valores exorbitantes foram remanejados para o evento. Foi um tapa na boca, o papagaio de gaiola que não voa, só conta mentiras.
Como a passagem da Tocha Olímpica por Leopoldina tem um viés turístico, cultural e político, repito que, os desinformados ou mal intencionados queriam minar a ocasião disparando conversas sem sentidos como uma verdade absoluta. A cidade pode até estar precisando de muitas melhorias, isso é fato. Coloquei até um post aqui no blogue questionando a situação do final da avenida José Gomes Domingues, onde desde o final do mês de Janeiro, o transporte circular não passa por causa dos buracos. É fato que a saúde também precisa sim, não vamos negar, mas, diante dessas situações nos convém tirar proveitos para a cidade e não apenas colocar a passagem da Tocha como a mãe das soluções ou o pai dos problemas, isso seria muito leviano com a realidade.
Por mais alegre que fosse esse dia, pudemos também encontrar lá, como ocorre em diversos eventos de grande repercussão, o grupo pró-Dilma e contrário ao governo interino de Temer, tentavam fazer pronúncias diante dos problemas que o país atravessa, e que por fim, constrangiam a alegria dos que foram lá para celebrar o feito da Tocha Olímpica na cidade - nem todos estavam de acordo. Gritaram na direção das câmeras da Globo Minas e do Sportv, emissoras oficiais que acompanham o revezamento da Tocha Olímpica pelo país. Era notório aqueles gritos, praticados por umas dez pessoas, que levantavam seus cartazes e faixas, e gritavam "a verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura". Mas isso foi apenas um dos focos que diferenciavam entre a alegria de grande maioria com uma dor de cotovelo de meia dúzia, claro, no sentido figurado. A liberdade deles foi aceita, mas vão ficar reclamando e o país continuará andando, não retrocedendo.
Enfim, a Tocha se foi, fomos a penúltima cidade de Minas a viver o feito histórico, e não sabemos se, em algum outro século ou milênio futuro, o feito se repetirá, mas acredita-se que nunca mais para nós isso ocorrerá de novo em Leopoldina. Já valeu a pena, é como se a Grécia estivesse tão perto de nós que, aqueles dezenove mil reais investidos em infraestrutura surtissem como custos de uma viagem ao velho mundo, ao berço das Olimpíadas. Poderemos dizer que, se nunca fomos à Olímpia na Grécia para sabemos um pouco mais sobre o fogo, a origem dos jogos e a chama que mais permanece acesa em nossos dias, ao menos podemos dizer que, em Leopoldina, a chama brilhou intensamente sobre os olhares de cidadãos e cidadãs, que sabe Deus poderão viver a experiência real de um dia conduzir a Tocha Olímpica ou mesmo participar dos jogos e levar uma medalha.
Abaixo estão outras fotos da passagem da Tocha Olímpica por Leopoldina.
Fonte: Josué Oliveira - Leopoldina News
Abaixo estão outras fotos da passagem da Tocha Olímpica por Leopoldina.
Fonte: Josué Oliveira - Leopoldina News


















