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16 dezembro, 2016

Novo salário mínimo será de 945 reais em 2017

O novo salário mínimo que entra em vigor no mês de janeiro de 2017 está reajustado em 7,5% sob o atual valor de R$ 880,00, elevando a remuneração para R$ 945,00.
O governo estima que com as novas medidas econômicas, a economia possa movimentar em 1% positivamente no Pib no ano de 2017 melhorando o cenário de estagnação em alguns setores e recessão em muitos.
Para a comunidade evangélica, os últimos meses tem sido marcada pelo recuo do emprego e a falta de recursos, algo que ocorre com todos os brasileiros e que acaba por vez prejudicando em larga escala as contribuições voluntárias. Com a redução nas arrecadações, muitas entidades ligadas às igrejas estão sofrendo para manter-se em estabilidade, e esperam dias melhores.
O novo salário mínimo pode trazer um alívio para as igrejas nos montantes arrecadados nas primeiras contribuições referentes ao novo salário, que ocorrerá a partir do final de Janeiro. 
Para os contribuintes dizimistas, a contribuição sob o salário mínimo deixará o atual valor de R$ 88,00 para R$ 94,50, a décima parte conforme se pratica nas comunidades cristãs, um aumento de R$ 6,50.

Fonte: Leopoldina News

19 janeiro, 2013

Trabalhadores de Leopoldina deixam a cidade para ganhar melhor, em Cataguases.

O que significa trabalhar em Leopoldina? Com cara e prática de escravidão, trabalho em Leopoldina ainda é um desafio a diversas classes ativas no mercado. Não é por acaso que muitos destes trabalhadores estão deixando a cidade, migrando para cidades como Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Cataguases, e região. Estamos perdendo a força de trabalho não porque falta trabalho, mas pela qualidade do trabalho oferecido.
E visita a cidade de Cataguases nesta semana, na quinta-feira dia 17/01, encontrei um velho conhecido. Trabalhador, prestou seu trabalho durante muitos anos a antiga Chevrauto na Avenida Getúlio Vargas, e depois foi para outra empresa e deixou de trabalhar em Leopoldina para ganhar seu pão de cada dia em Cataguases.
Atualmente trabalha em uma autopeças. Quando o vi, fiquei feliz em encontrar um leopoldinense na ativa em Cataguases, mas fiquei triste com as respostas obtidas as indagações feitas. Com semblante feliz e demonstrando satisfação, lhe perguntei se era negócio trabalhar em Cataguases, já que teria que ir todos os dias. Ele me disse que não só ganha melhor, quanto paga passagem e ainda almoça em Cataguases, revelando que isto seria impossível aplicar se trabalhasse em Leopoldina.
Indagado sobre o trabalho em Leopoldina, o vendedor disse que o trabalho em Leopoldina é uma escravidão. É impossível crescer, ter sucesso, pagam mal, trabalhamos além do que pagam e tudo é pior em relação ao que vive em Cataguases.
Outro exemplo de opinião, foi a que tive de uma jovem trabalhadora, que atualmente presta seu serviço a uma loja de variedades em Leopoldina. No final de 2012, quando cheguei a determinada loja da cidade, e ali conversando sobre o trabalho na cidade, as dificuldades encontradas, e de como tratam os funcionários, ouvi dela que nunca tinha trabalhado num lugar tão ruim como em Leopoldina. Segundo a jovem que já tinha trabalhado em Cataguases, pretende voltar pra lá. Conforme ela, a cidade vizinha tem um nível diferente de organização, de compromisso, fidelidade e respeito dentro do ambiente de trabalho, o que torna a cidade um atrativo a quem deseja se ver livre do peso de horas extras que não são remuneradas.
Para nós que aqui residimos, fica o lamento com o padrão de emprego gerado na cidade. Sabemos que existe dois lados a moeda. Um lado mostra os empresários ou qualquer empregador, na sua maioria, descompromissados com seus funcionários, tratam-os com desrespeito, não cumprem com os salários reais, férias, horas extras e premiações. Exigem muitas vezes que o funcionário ocupe departamentos fora da sua área, causando perca de produtividade. Por outro lado, um problema encontrado em Leopoldina é o tal de levar vantagem sobre o patrão. Basta a pessoa assinar a carteira que imediatamente aparece no emprego com atestado médico alegando impossibilidades de trabalhar. Outros faltam e sequer justificam e ainda tecem ameaças aos seus superiores. Estes e outros problemas são algumas das razões dos fracos empregados e empregadores de Leopoldina.
Muita coisa pode mudar este quadro, principalmente em profissionalismo entre as partes, investimento em conhecimento, e oferecerem contra-partida entre ambos. Tudo passa pela mudança de mentalidade, enquanto pensarem pequeno, pequenos serão e nunca poderão avançar nos negócios. Parabéns a todos que querem o melhor para suas vidas, e que mostrem seus valor mesmo longe de Leopoldina.

Por
Josué Oliveira

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