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07 fevereiro, 2021

Leopoldina: Morre a médica Doutora Edna de Castro Rezende do Nascimento

Publicado inicialmente nas redes sociais na manhã deste domingo 7, e posteriormente confirmado pelo blog Leopoldina News, a morte da médica Edna de Castro Rezende do Nascimento veio mexer com os sentimentos de todos cidadãos que conheciam, já ouviram falar e ou que eram clientes e pacientes.

É difícil para mim, que tomo meu assento e escrevo, como amigo, paciente e cliente, imaginar uma notícia dessas, e pensar que como médica, uma excelente profissional que tratava tão bem todos que a procuravam, levando a empatia e os diagnósticos a todos de uma forma tão serena, e hoje se torna a vítima. Inclusive, perdemos para a doença que um dia fui suspeito de estar com Covid-19 ainda no primeiro semestre de 2020, e agora infelizmente ela se foi repentinamente.

Naturalmente há anos ela era conhecida como a "médica dos pobres", residindo no bairro Jardim Bela Vista, tendo moradia simples, vida simples, sendo simples e que angariou a si, seu esposo e seu filho o carinho de todos na comunidade, atendendo os seus pacientes em casa e mais tarde em seu consultório ainda na garagem. Deixou o esposo e um casal de filhos.

Trabalhadora e dedicada, atuava no programa Médico Saúde da Família desde Janeiro de 2011 e atendia na Unidade do bairro Jardim dos Bandeirantes.

Natural da cidade de Caratinga, a médica completou 56 anos de idade em janeiro, tendo atuado em atendimentos médicos nas cidades de Leopoldina, Recreio, Laranjal e Palma, ela chegou a receber o Título de Cidadania Leopoldinense em 2018, fruto de uma iniciativa da ex-vereadora Kélvia Raquel.

Entramos em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura para nos informar sobre a situação, visto que a Dra Edna era funcionária pública, e recebemos a informação do Secretário Municipal de Saúde Márcio Vieira Machado, que a médica estava internada na cidade Cataguases e veio a óbito em decorrência de complicações de saúde após ter contraído o vírus Covid-19.

O blog Leopoldina News emite suas condolências a toda família enlutada neste momento, desejando a todos que possam ser cheios de bons sentimentos para atravessar este momento muito delicado da perda irreparável.

Fonte: Leopoldina News - atualizado às 08:37 de 08/02/2021

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29 janeiro, 2021

Prefeitura de Leopoldina convocará novo médico para atuação no PSF Quinta Residência

Em breve, o PSF do bairro Quinta - Residência terá um novo médico. A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, fará convocação de um profissional que faz parte do cadastro de reserva do processo seletivo 04/2020. 

Apesar de ter sido aberto ano passado, este edital ainda está em vigor. Com isso, este (a) profissional já poderá atender aos  usuários o mais breve possível.

Entenda o caso - Na manhã desta sexta-feira, dia 29, o médico que até então atendia o PSF do  bairro Quinta-Residência, informou ao Secretário Municipal de Saúde, Márcio Machado, que solicitaria o desligamento junto ao Departamento de Recursos Humanos, da prefeitura.

O fato aconteceu quando o secretário de Saúde e a chefe do Departamento de Unidade Básica compareceram ao PSF para entregar a ele um pedido de comparecimento uma vez por semana ao Centro de Referência Covid-19. O profissional recusou-se e imediatamente deixou a unidade.

Cabe ressaltar que os médicos das unidades de saúde vêm cumprindo a escala pré-definida de revezamento para atender o Centro de Covid, com exceção daqueles pertencentes ao grupo de risco - que não é o caso deste médico.

Vale destacar que a instalação de um Centro de Covid-19 foi de extrema importância para a cidade, pois centralizou os atendimentos de pessoas com sintomas gripais e casos suspeitos da doença, evitando que os atendimentos disponíveis no PSF ficassem comprometidos.

Para reforçar a equipe médica no combate ao coronavírus, já está em andamento um processo seletivo para contratação de médicos para atendimento  exclusivo no Centro de Covid.

A Secretaria de Saúde está em funcionando de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, seguindo todos os protocolos de saúde e do decreto municipal, além de estar cumprindo medidas de distanciamento social.

Fonte: Assessoria de Imprensa da PML

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02 maio, 2016

Leis que regulamentam prestadores de serviços da saúde são desobedecidas à revelia em Leopoldina; Leia e entenda.

Foto de uma receita emitida por um médico em Leopoldina / Josué Oliveira
Desde que a Lei 4.203/2014 foi sancionada pelo prefeito José Roberto de Oliveira, os clientes consumidores dos serviços médicos de Leopoldina ainda não estão tendo seus direitos assegurados. 
De autoria do vereador Pastor Darci Portella do PV, a legislação veio com o propósito de acabar com as emissões de receitas médicas ilegíveis, com expressões de difícil compreensão, e até mesmo para que se evite a entrega de medicamentos errados aos clientes. A modalidade prevê em seu Artigo 2º que as receitas devem ser "digitadas ou com letra legível", e não podendo conter "abreviaturas" e devem expressar "o nome genérico da medicação para livre escolha do paciente e cliente".
A lei entra em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor que, em seu Artigo 9º, tratando da Proteção à Saúde e Segurança diz: "O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto". No Artigo 6º, o CDC deixa claro que, são direitos básicos do consumidor nos itens I, II e III: "a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; a adequação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha  e a igualdade nas contratações; a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;". Portando, cabe aqui diante da Lei local e a protagonizada pelo CDC, é inviável que um profissional da medicina continue atuando em desconformidade com a segurança e a vida.
Fatos relacionados a este tema não são novidades, pois envolvem muitas pessoas que, ao obterem um receituário médico ilegível, foi lhe entregue medicações de algum nível de periculosidade, causando-lhes danos, em certos casos irreversíveis ou até mesmo a morte.
Em um certo caso em Leopoldina, um funcionário de uma farmácia me revelou ter ligado para o médico para se informar sobre o medicamento prescrito na receita. Este caso não é o seguido na maioria dos casos pelos farmacêuticos e disponibilidade por parte do médico em informar a medicação correta.
A lei sancionada tem um propósito claro e, cerca de um ano após ser sancionada, milhares de receitas continuam sendo expedidas por consultórios particulares, no hospital, nas clínicas e unidades de saúde públicas por meio de médicos, dentro do município de Leopoldina. Cabe esclarecer a lei na sua íntegra:

PREFEITURA DE LEOPOLDINA

LEI Nº 4.203, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2014.

Dispõe sobre os direitos dos usuários das ações e dos serviços públicos de saúde no Município de Leopoldina e dá outras providências.
O Povo do Município de Leopoldina, Estado de Minas Gerais, por seus representantes legais aprovou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º As ações e os serviços públicos de saúde no Município de Leopoldina serão realizados de forma a garantir aos seus usuários acesso universal e igualitário ao atendimento integral.
Art. 2º É direito do usuário dos serviços de saúde no Município de Leopoldina receber as receitas digitadas ou em letra legível, com o nome genérico das substâncias prescritas, sem a utilização de códigos ou abreviaturas, e com o nome do profissional, sua assinatura e seu número de registro no órgão de controle e regulamentação da profissão.
Art. 3º Ficam as instituições que prestam serviços públicos de saúde obrigadas a afixar cópia desta lei em seus estabelecimentos, em local visível.
Art. 4º O descumprimento do disposto nesta Lei sujeitará o infrator às sanções cíveis e penais cabíveis a cada caso.
Parágrafo único. Qualquer pessoa é parte legítima para comunicar os casos de descumprimento desta Lei aos órgãos competentes.
Art. 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura de Leopoldina, Minas Gerais, 11 de dezembro de 2014; 160º da Emancipação Político – Administrativa do Município de Leopoldina.
JOSÉ ROBERTO DE OLIVEIRA
Prefeito Municipal 
 A lei deve ser usada por todos os cidadãos e fazer uso da mesma nas denúncias apresentando as irregularidades que ainda continuam sendo praticadas por diversos médicos locais.

Não destacamos os cabeçalhos das receitas e nem mesmo os nomes dos profissionais para que sejam protegidos contra quaisquer constrangimentos, cabendo exclusivamente aos prejudicados usar documentos próprios para efetuar as denúncias e reclamações judiciais, no Procon e nas ouvidorias da Câmara Municipal e Prefeitura Municipal de Leopoldina.

Fonte: Leopoldina News com colaboração do Jornal o Progresso

23 maio, 2012

Se foi o pequeno Davi

Pode ser uma dor que nenhum remédio feito nesta terra tenha o poder de curar. Agora sabemos que um remédio, vindo do alto, este sim pode curar, consolar e confortar, sim, o Espírito Santo tem este poder. É uma dor ao saber que alguém com "poder" poderia ter feito alguma coisa, salvar uma vida. A vida é como uma erva, é assim que salmista a descreveu. Sua comparação ao descrever o homem como uma erva foi mesmo intrigante. É bem semelhante. Nasce, cresce, produz, mas passando por eles o vento, eles se vão e no seu lugar não deixa vestígios de lembrança.
A bíblia diz em Salmo 127.3 que "os filhos são herança do Senhor", e assim Ele faz das suas criaturas o que é da sua vontade. É! O problema é compreender que somos herança d'Ele, e a qualquer hora nos chamará. Para isto então, a morte passa a ser a vilã para explicar a morte de muitas pessoas. Sempre que uma pessoa morre, a culpa é de uma doença, um mal que imediatamente leva uma pessoa pro outro lado.
Nesta terça-feira, era noite quando fiquei surpreso com a morte do filho de um pastor, amigo e companheiro, Adílson da Igreja Pentecostal Unidos com Cristo no São Cristóvão. A morte do seu filho de apenas três meses e seis dias trouxe uma certa dose anestésico em várias cabeças ao mesmo tempo. Uma criança que de aparência, não mostrava a enfermidade conseguiu enganar alguns pediatras e médicos de Leopoldina. Num período aproximado de quinze dias a criança teve uma intensidade maior ao sofrer na respiração. Para os pediatras o pulmão estava limpo, e apenas receitaram um remédio para combater o cansaço. Até que tudo piorou de vez, e quando então estes fizeram um exame detalhado, já era tarde demais. A dor da separação veio para o meio de uma família, se não posso julgar, pelo menos supor pelos meus conhecimentos da medicina em Leopoldina, por negligência médica.
Os postos e hospitais não tem médicos para atenderem conforme juraram na hora em se formavam, onde receberam a condição de delegar sobre vidas. Com os aparatos tecnicos adquiridos durante anos na universidade, eles negam a sua própria fé, rejeitam pacientes que sofrem, e levam sonhos e felicidades de famílias para o cemitério.
Nossos filhos estão cada vez mais frequentando as salas dos consultórios particulares, onde pagamos 100 ou 120 reais por uma consulta visual na maioria das vezes. Tem hora que nem colocam as mãos na criança e já tem dão um diagnóstico, receitando medicamentos que muitas vezes não combatem o problema. Estamos vendo uma légua de médicos de todas as especializações abrindo inúmeros consultórios em nossa cidade, e cada vez mais somos forçados a pagar por um plano de saúde que não funciona, por uma consulta que o médico nem te olha ou nem pede exames. Não sei até onde iremos com a falta de amor por parte dos nossos médicos leopoldinenses.
O que está bem claro na morte do pequeno Davi, uma linda criança, que um dia poderia fazer jus ao nome recebido, é que os nossos médicos infelizmente preocupados em ganhar mais um pouco de dinheiro estão corrompendo a sua profissão. Dinheiro não é tudo! Bem disse um amigo uns anos atrás: "Em Leopoldina os médicos tem diploma comprado, ninguém conhece a profissão que exerce!" - Isto está cada vez mais evidente.
Agora não adianta chorar, reclamarem ao verem a dor dos pais do pequeno que se foi. Tenham pena, amor, dedicação na profissão que exercem. Ai de vocês médicos que negligenciam cuidados sobre a vida de alguém, aí de vocês! Não pensem que a morte do pequeno Davi vai passar desapercebido na agenda de Deus.
Com este fato, fico muito preocupado. Onde é que estou levando meus filhos para serem atendidos? Mas sei que tudo está no controle de DEUS. Agora precisamos ficar atentos, a morte tem sempre uma desculpa para os vivos.
Aos pais do pequeno Davi volto a recitar o Salmo 127.3, "os filhos são herança do Senhor" e ainda o Salmo 128, não tenha dúvida que Deus já deu a vocês vitórias. Meu abraço pastoral, sentido esta dor.

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