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25 maio, 2018

Greve: Todos dependem um do outro

Imagem: Sontra Cargo
Ninguém nesse mundo pode dizer "não dependo de ninguém". Este lema é tão antigo quanto a ignorância à realidade alheia, onde não sabemos que o sapato aperta ou onde a porta bate com pressão.
A vida dos brasileiros é tão difícil quando olhamos sob a ótica política e jurídica. Nem todo mundo tem acesso às informações, direitos, cidadania, bens, etc. E nesse trágico caminho, o cidadã brasileiro trabalha por volta de 150 dias para sustentar um sistema que parece não ter fim, pois são muitos os impostos.
Veja que pagamos impostos internacionais, impostos nacionais, imposto estaduais e municipais. É imposto para isso, para ali, pra lá e assim vai, e no fim das contas não vemos eles voltarem para produzir benefícios na velha engrenagem.
Um exemplo disso é que o imposto chamado IPVA deveria ser aplicado na melhoria das rodovias e estradas de rodagens, sinalização e manutenção de toda estrutura do trânsito. Na prática isso não ocorre. As melhores estradas do país são aquelas onde o usuário já tenha pago o IPVA e ainda paga o pedágio para poder usá-la. Ou seja, é um imposto sobre outro imposto.
Razões para os protestos dos caminhoneiros são muitas. Elas envolvem a segurança no trabalho pelas estradas, envolve a qualidade dos serviços oferecidos pelos governos federal e os estaduais, pois grande parte da malha viária não tem boa sinalização ou está caótica em todos os aspectos. Envolve também o frete que é insuficiente para honrar os custos da viagem. Também, como principal encabeçador da lista está o valor do litro do óleo diesel e do pedágio cobrado pelos eixos suspensos.
Tenho dito que os governos e poder judiciário muitas vezes querem usar a força para resolver o problemas dos protestos. Tem juiz dando liminares até para usar o apoio do Exército, Força Nacional e Polícia Rodoviária Federal. Mas veja que eles se quer atendem as chamadas que hoje é do povo com os caminhoneiros, em rever o roubo frequente que o sistema faz com o trabalhador.
Michel Temer foi mais comedido em dizer que iria negociar, diferentemente da ex-presidente Dilma que em 2015 mandou a Polícia Rodoviária Federal agir com força bruta contra os caminhoneiros para desobstruir as rodovias. Mesmo com toda "calma", os acordos apresentados pela equipe do governo na noite desta quinta-feira 24 não foi bem recebido pelos caminhoneiros. Os caminhoneiros alegam que as entidades que negociaram com o governo não os representa, e que a greve irá continuar.
O final de semana promete esquentar as conversas e ações pontuais com relação aos protestos. Os caminhoneiros tem razão, afinal ninguém imaginava que um país poderia sofrer tanto com uma greve dessa proporção. Só quem tenha vivido no fim da década de 90 deve lembrar de outro momento como esse.
É esperar para ver, enquanto isso pouca gente poderá dirigir de um lado para o outro. Ruas, praças, escolas e muitos ambientes estão totalmente vazios. Carros que deixavam as garagens para o trabalho, agora descansam por horas ou dias inimagináveis. O país está parado. A economia não está girando. O governo está deixando de arrecadar, os comerciantes em vender, e o consumidor já não encontra produtos básicos em muitos lugares. 
Tudo é tão rápido mesmo tão distante nesse país. O alimento produzido no sul quando não chega no centro-norte do país causa enormes problemas. Assim como produtos produzidos no norte e nordeste que devem abastecer o centro-sul, a demora da entrega faz com que haja escassez nos mercados e lojas.
Eis aí o porque devemos sempre respeitar as regras da engrenagem. Os governos não se preocupam com o povo, com os trabalhadores. Se estes pararem, o que será dos governos? Meros homens com canetas vazias nas mãos.

Por Josué Oliveira

24 maio, 2018

Governo faz propostas e espera encerrar a greve ainda hoje.

Foto: Jornal O Vigilante
Era pouco depois das 21 horas, a equipe chefe do Governo Federal se apresentou para anunciar que fez um acordo com vários sindicatos dos caminhoneiros em todo país. Entre eles a CNT e a FETRAMIG.
O governo atendeu algumas medidas que ainda serão analisadas em nova reunião nos próximos 15 dias e outras que serão definitivas. Veja abaixo uma lista de benefícios concedidos no acordo entre caminhoneiros com o Governo Federal, anunciados por vários ministros, entre eles, Eliseu Padilha e Carlos Marun.
  • O Governo Federal assumiu em zerar a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide);
  • Manter os 10% de descontos no litro do óleo diesel praticado pela Petrobras nos próximos 30 dias, e não 15 dias;
  • Fazer reajustes num período a cada 30 dias ou a manutenção do preço do combustível diesel, até que o Governo Federal faça o repasse da diferença para a BR;
  • Mudar o texto da Tabela de Referência do frete no dia 1º de Junho, e mantê-la atualizada pela ANTT;
  • Isentar a cobrança do eixo suspenso;
  • A Conab irá disponibilizar 30% das cargas para associações e autônomos, dispensando licitação;
  • Não reonerar a folha de pagamento no setor de transporte rodoviário de cargas;
  • Extinguir ações de multas a entidades ou autônomos por greves, além de informar as autoridades de trânsito sobre a celebração de acordo com o Governo Federal, entre outros acordos.
Rio de Janeiro sai na frente:
  • No Rio de Janeiro, o Governador Pezão anunciou a redução do ICMS de 16% para 12%. O ICMS é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Seviços.
Diversas entidades representantes dos caminhoneiros assinaram o acordo com o Governo Federal, veja abaixo quais celebram a proposta que será apresentada aos caminhoneiros:
  • Confederação Nacional do Transporte (CNT)
  • Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA)
  • Federação dos Transportadores Autônomos de Cargas do Estado de Minas Gerais (Fetramig)
  • Federação dos Transportadores Autônomos de Carga do Espírito Santo (Fetac-EC)
  • Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens)
  • Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Distrito Federal (Sindicam-DF)
  • Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg)
  • Federação Interestadual dos Transportes Rodoviários Autônomos de Cargas e Bens da Região Nordeste (Fecone)


Fonte: Leopoldina News com informações da NBR e G1

23 maio, 2018

O caos do desabastecimento. Dados que mostram o quanto estamos pagando caro

O caos do desabastecimento está gerando um clima de suspense em todo país nesta quarta-feira 23. A greve dos caminhoneiros que está acontecendo desde domingo dia 20, já está num ponto crítico. Setores de transportes públicos como táxi, mototáxi e aviões enfrentam a crise pela falta de combustível.
Outros setores também estão sofrendo como: recepção de mercadorias do Correios, mantimentos e até o transporte individual de veículos menores já está numa crise ampla.
Em Leopoldina, na tarde desta quarta filas tomaram conta da entrada de vários postos de combustível. Vários deles já tinham o esgotamento de algum tipo de combustível.

Em questão:
Em pauta, a greve dos caminhoneiros busca uma melhoria no preço dos combustíveis, principalmente o consumido pela categoria - o diesel. 

Leopoldina:
Em Leopoldina o diesel tem um preço médio de R$ 3,80 o litro. Porém, a redução de 2,67% dada pela Petrobras nas refinarias nos dias 21 e 22 mostra que ainda não é suficiente para amenizar os custos do transporte de cargas no país.
Veja abaixo que o gráfico mostra que desde o início do ano, o aumento em mais de 20% no preço do litro do diesel faz o consumidor desembolsar R$ 374,00 a mais. Dependendo da quantidade consumida ou do tamanho do tanque, ao longo do mês o rombo financeiro pode ser maior ainda. Sem falar que, o tanque usado no gráfico é o de 440 litros. Há carretas que possuem 2 tanques.


Atualmente a gasolina custa em média R$ 4,80 o litro e com a redução de 2,70%, o preço deverá cair para R$ 4,67 o litro. Ainda sim, os aumentos estão bem acima do normal, já que a gasolina comum recebe um percentual de álcool, outro combustível que teve queda nos últimos 30 dias.
Uma análise sobre as práticas de preços de combustível, é possível observar que desde o período eleitoral de 2014, a gasolina aumentou próximo de 40%. Um litro de gasolina que custava R$ 2,89 sai hoje por R$ 4,80, uma elevação de preço em 39,79%. O valor da diferença que é de R$ 1,91 por litro reflete na economia do usuário. Veja o gráfico comparativo abaixo:


Mesmo com a redução de 2,70% para gasolina e 2,67% para o diesel, os valores precisam ser repassados ao consumidor final. Este é um dos "porém" da situação. Muitos proprietários fazem o repasse dos aumentos quando a compra foi mais cara na distribuidora, mas não repassam o preço baixo quando pagou menos.
Notoriamente veremos o aumento de preços de produtos nos próximos dias e meses, caso a política de preços do combustível não seja revista. Porém, outros produtos receberão aumento na carga tributária como afirmou o governo.
Resta ao povo a paciência e esperança de que o país possa caminhar de novo, seja com preços menores pela Petrobras, seja pela extinção da CIDE e outros impostos, seja pela honestidade dos proprietários de postos de combustíveis.

Atualização:
Ao fechar este post, a Petrobras anuncia uma redução de 10% no valor do litro do diesel. O presidente da Estatal, Pedro Parente disse que o combustível tem 50% de imposto e que a redução implicará numa perda de 350 milhões de reais em 15 dias enquanto o Governo conversa com os caminhoneiros. Durante 15 o preço ficará fixo até encontrar uma solução.
No caso da gasolina, Pedro Parente afirmou que não há hipótese de reaver os preços. Ele garantiu que não houve pressão do Governo ou dos movimentos sociais.
Nos últimos dois dias, o diesel teve uma redução de 12,67% nas refinarias. Esse custo pode trazer certo alívio. O preço do diesel pode ficar em torno de R$ 3,33 o litro se os repasses forem confirmados pelos proprietários de postos.

Fonte: Leopoldina News

13 março, 2016

De olho no TSE, STF e PGR sobre as decisões após os protestos.

Foto Reprodução: Movimento Contra Corrupção neste domingo 13 de Março.
As manifestações em todo o Brasil neste domingo dia 13 de Março tem um viés interessante do ponto de vista político. Se por um lado a oposição queria mostrar sua força através do apoio da população em protestar contra Dilma Rousseff e seu governo, por outro lado, o tiro que pode ferir a presidente, também pode afetar a própria oposição.
Nos protestos de 2013 ficou latente que o povo não estava nada satisfeito com a presença de políticos e partidos, já que foi o próprio povo organizou e disseminou as ideias de protestarem contra diversos setores, neles estavam as empresas de ônibus e prefeituras de diversas cidades – o famoso caso dos vinte centavos a mais na passagem de ônibus. Naqueles protestos, os políticos tiveram um certo ‘medo’, já que a cobrança por causa da não representatividade política dos eleitores era muito forte.
Nos protestos que ocorreram de forma tímida em 2015, houve uma certa aceitação da participação de políticos e partidos. Mas com o andar das investigações da Lava-Jato, diversos políticos com foro privilegiado e partidos da oposição também ficaram na mira da justiça. O mesmo ferro e fogo que a oposição fomenta pelo calor do impeachment usado contra Dilma poderá servir de selo para seus próprios lombos, isso se a justiça não ficar cega, surda e muda, como tem feito nos casos de Renan Calheiros e Aécio Neves.
Renan Calheiros tem ao menos 8 processos no STF e até o momento todos estão na gaveta e não parecem que sairão tão cedo, a menos que o povo pressione os Ministros da mais alta Corte do país no intuito de banir os corruptos do poder.
Aécio Neves que também vem posando de bom mocinho teve seu nome ligado às investigações desde 2014 na própria Lava-Jato, caso em que a presidente Dilma também teve o seu figurado. Ambos acabaram com a denúncia arquivada pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot em 2015, tão logo que foi reconduzido ao cargo após sabatina no Senado Federal.
Se o tiro sair mesmo pela culatra, não sobrará muitos nomes nos partidos de maiores expressões do país, com as novidades aparecerão nomes na imprensa e comprovados por vias de documentos, vídeos e delações premiadas. A oposição que fique com a barba de molho, a água pode ferver e ser usada para arrancar a barba sem mesmo usar navalha, só no calor da água quente, como se depena uma galinha.
Enquanto isso, os protestos precisam ter um tom mais severo sobre o TSE, STF e PGR, são estes os signatários que podem fazer com que as leis que o povo quer sejam cumpridas, assim como diz a Constituição Federal - “Todo poder emana do povo”. Os protestos deveriam fomentar mais cobranças ao Judiciário brasileiro que propriamente apenas criticar ou usar a data para fazer passeatas sarcásticas dos políticos e elogios à Lava-Jato e ao Juiz Federal Sérgio Moro.

Por Leopoldina News / Josué Oliveira

12 junho, 2015

"Cristofobia" começa a gerar protestos por parte dos políticos cristãos

Parlamentares católicos e evangélicos resolveram reagir aos insultos realizados por eventos como Parada Gay, Marchas das Vadias e Marcha da Maconha e protestaram na Câmara na noite desta quarta-feira (10).
Imagens fortes, algumas delas com cenas de sexo explicito, foram usadas em um grande cartaz para denunciar que os eventos patrocinados com dinheiro público são usados para afrontar os cristãos.
É possível ver no cartaz a polêmica travesti crucificada que desfilou na Parada Gay do último domingo, além de outras imagens como os protestos de grupos LGBTs e feministas durante a visita do Papa Francisco ao Brasil. Em uma delas os vândalos colocam uma cruz no ânus diante de uma plateia formada por católicos.
Cansados com tanto desrespeito, os parlamentares usaram as mesmas armas dos manifestantes e além das faixas gritaram palavras de ordem exigindo respeito à religião professada por mais de 80% da população brasileira.
Os políticos cristãos se uniram em volta do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de mãos dadas rezaram o Pai-Nosso. Alguns parlamentares que estavam presentes se incomodaram com a reza e reclamaram pelo fato de Cunha não ter impedido a realização do ato.
“Eu respeitei a manifestação, mas não pode ter nenhuma reza neste plenário”, disse o deputado Roberto Freire (PPS-SP), segundo a reportagem da Folha de São Paulo. “Vamos respeitar a República laica brasileira”, completou o homem no microfone sendo vaiado pelos parlamentares que participaram do ato.
Aos gritos de 'respeito', deputados evangélicos e católicos protestam na Câmara contra a Parada Gay. Veja o vídeo completo ===> http://glo.bo/1I2CNQz #G1 #Câmara #paradagay
Posted by G1 - O Portal de Notícias da Globo on Quarta, 10 de junho de 2015
Fonte: Gospel Prime / Leilane Roberta Lopes

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