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| Foto: reprodução rede social Vereadora mais votada entre as mulheres em Leopoldina. |
As eleições em todo país os números revelam o grande desafio para as mulheres conquistarem uma cadeira de representação popular. Em todo país cerca de 557.404 candidatos se dispuseram em candidaturas ao legislativo e ao executivo. Desse número, 34% (187.028) são de mulheres.
Curiosamente, o montante de 5.297 candidatos não receberam nenhum voto se quer. Dentre os números, cerca de 35% dos que não receberam votos são de mulheres, cerca de 1.843.
Entre os partidos com mais representação feminina em números, o PSD lidera com 202 das 305 mulheres sem votos. Já o PCO com apenas 1 mulher representante em todo universo foi o único partido que não teve registro de candidatas sem votos.
As cidades onde constam mais mulheres sem votos ficam no Norte e Nordeste. Amazonas lidera com 4 cidades que totaliza 19 candidatas, seguido de Pernambuco com 3 que totaliza 24. Já os Estados do Pará, Ceará e Bahia com uma cidade cada, juntos somam 12 candidatas sem votos.
Em Leopoldina, 108 mulheres estiveram participando da disputa ao legislativo e duas a prefeita, totalizando 110 nomes. Nenhum das candidatas a prefeita obtiveram resultados bons. Cláudia Conte do PT ficou em 4º lugar, tendo 3.114 votos, 11,02% dos votos válidos. Já a vereadora Kélvia Raquel do PP em seu segundo mandato chegou a conquistar 1.950 votos, ficando em 6º lugar com 6,84% dos votos válidos.
No legislativo, enquanto Kélvia Raquel do PP deixará seus trabalhos no dia 31 de dezembro, no dia primeiro de janeiro as eleitas Eliléia da AVAC pelo PSL com 543 votos e Inezinha do PL com 201 votos assumirão pela primeira vez. Na história, é a primeira vez que uma dupla feminina trabalhará durante o mesmo período legislativo.
Outras mulheres que também tiveram seus nomes escritos foram as candidatas, Pastora Regina com 531 votos, sendo a primeira suplente. Entre as mulheres não eleitas, com apenas 1 voto Estefânia Mourão e Bianca Duarte também marcaram a lista, ambas disputaram a vaga pelo AVANTE.
Quando se analisa as candidaturas femininas, encontramos o percentual de eleitas em 13,33% para as 15 vagas em Leopoldina, enquanto as candidaturas representavam 33,23% para o legislativo e 33,33% para o executivo.
Ao registrar as candidaturas os partidos que tiveram melhores percentuais de mulheres em suas composições foram o PCdoB com 42,11% do total de candidatos da legenda, seguido de PP e Republicanos com 40%. Após indeferimentos e renúncias de candidaturas, PTB ficou com 27,77%, PSL ficou com 27,27%, PSC com 26,31%, abaixo dos 30% exigidos pela lei eleitoral. Tais observações em relação aos números finais revelam o quanto as mulheres ainda passam grandes dificuldades na composição das candidaturas e também para se elegerem.
Entre os 15 nomes eleitos, a situação financeira pode ter sido um dos fatores primordiais para a eleição. Enquanto do lado do homens houve uma movimentação financeira significativa, as mulheres eleitas tiveram recursos bem menores proporcionalmente.
No campo da declaração de bens, Eliléia da AVAC não declarou bens. Já na sua movimentação de campanha, tendo a última atualização em 27/10 não consta capitação de recursos e nem de despesas.
Última eleita a compor as 15 vagas, Inezinha como figurou nas urnas, chegou a declarar um patrimônio que supera os 538 mil reais. Já na prestação de contas, com movimentação final na última quarta-feira 18/11, a então vereadora recém-eleita contabilizou cerca de R$ 126,50 em recebimentos e nenhuma despesa de campanha. A única fonte de renda para a campanha de Inezinha veio do então candidato Pedro Augusto do mesmo partido, o PL.
Fonte: Leopoldina News com dados do G1 e TSE.
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