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23 abril, 2024

OPINIÃO: Imprensa brasileira crucifica John Textor em nome da grana recebida das casas de apostas

SOBRE a situação envolvendo John Textor, sócio majoritário do Botafogo ao entregar possíveis provas de irregularidades em jogos no Brasil desde 2022, eu estou estarrecido como a imprensa dita - Globo, Globo News, Sportv, CBN, TV Jovem Pan, CNN, ESPN, STB News, Record e Band - tem imensa coragem de tentar minar o empresário. 

Parece que 100% desses pseudojornalistas tem tanta certeza de que não existe mais manipulação de jogos no Brasil que eles se quer conseguem esperar as informações vindas da Polícia Civil, do Ministério Público, do STJD e agora até da CPI da manipulação de jogos, que segundo informações passará a contar com a força tarefa da Polícia Federal. 

É um absurdo que não temos jornalismo investigativo mais, e por essas razões tentam calar as pessoas que fazem o futebol de modo "raiz", sem manipulações de opiniões. Mas eu entendo esses grupos de notícias mercenários que temos no país hoje. Todos eles são patrocinados por sites de apostas, bancados para permanecer em silêncio e fazer uma enorme força de convencer a população de que tudo está normal, quando não está. 

Pode ser que Textor tenha ido longe, chorando a perda do título do Botafogo o ano passado, e preferiu queimar a largada sobre as denúncias, acusando dirigentes, clubes e jogadores de várias cores, o que acabou por dificultar as coisas. Enfim, é um absurdo a imprensa esportiva não ir atrás de informações e ficar opinando "suposições" da denúncia, crucificando Textor, pedindo o banimento dele do Brasil. Pode ter sido amador com os profissionais da roubalheira! 

Será que a imprensa brasileira hoje comete um crime de não saber discernir os gringos? Com Jorge Jesus, Sampaoli, o atual técnico do Vasco, o Elon Musk e o Textor que não falam a língua portuguesa brasileira, me parece que tem dificuldades de interpretar e dar sinal verde em busca da real apreciação de falas e denúncias. 

Tenho aqui a certeza que meus amigos que detém os microfones nas mãos ou redes sociais também discordem de posicionamentos comprados, o que faz o momento se tornar ainda mais trágico, afinal, assistimos ou ouvimos comentaristas "marionetes do sistema", onde todos os movimentos comportam iguais e evitam perder a grana. É muito triste! 

Aqui é minha opinião de como tenho acompanhado os episódios, lido e assistido recortes e peças inteiras desses assuntos. Se o futebol parar, como sugeriu a ANAF, será um desperdício para quem vive do futebol e assiste, mas será um momento épico e fundamental para corrigir as lambanças que acontecem no Brasil e que nenhum cabeçudo é ou fora punido de verdade. 

As investigações ocorridas anteriormente no país, "máfia do apito", o caso Edílson e os casos que foram denunciados a partir do Estado de Goiás, não chegaram longe. Tem muita gente grande por trás do sistema. Sílvio Santos já dizia que não transmitia futebol na sua televisão porque os campeonatos por aqui já começavam com os campeões definidos. Isso é manipulação. Isso é vergonha!

Vamos ter a expertise de esperar os fatos que ainda são sigilosos vir a público, e se não virem, cobremos, mas fiquemos aplaudindo essa imprensa que é bairrista, manipuladora e que compromete a seriedade dos fatos quando desacretitada a realidade e tenta implementar "opiniões".

A imprensa brasileira atualmente pune seus consumidores quando não entrega o produto "verdade".

by Josué Oliveira

Blog Leopoldina News

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10 outubro, 2023

Em 5 anos, Flamengo chega ao 10º treinador

Desde o início do mandato do presidente do Flamengo Rodolfo Landim, Tite se torna o 10º treinador do time carioca. Começando por Abel Braga e passando por Jorge Jesus, o Flamengo viveu inconstâncias na sua diretoria e no comando técnico, o que fez o time ser comandado ao menos por 2 treinadores em média a cada ano desde 2019.

Com a confirmação do acerto nessa terça-feira 10, com o técnico Tite, o Flamengo viveu turbulências desde a saída de Jorge Jesus em julho de 2020, auge da pandemia no Brasil. Em 1168 dias de treinadores, a média chega a pouco mais de 5 meses de trabalho.

À época, Jorge Jesus que tinha acabado de renovar seu contrato com o Flamengo acabou desistindo de continuar à frente da equipe rubro negra, visto que todas as novidades da pandemia estavam interferindo num distanciamento social e familiar, algo nunca visto na história do mundo moderno.

Desde então, a sua saída ocorreu em 17 de julho de 2020, cerca de 7 treinadores passaram pelo Flamengo e os números foram impactantes, entre o que representa parcialmente sucesso e os que demonstraram um total desconhecimento do futebol brasileiro à frente da equipe carioca.

Domenèc Torrent assumiu o Flamengo e ficou apenas 101 dias, com apenas 26 jogos com 15 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, um aproveitamento de 64,1%. Sua equipe marcou 42 gols e sofreu incríveis 36 nesse num período de pouco mais de 3 meses. 

Após a demissão de Domenèc Torrent, o Flamengo resolveu bancar um dos melhores técnicos no momento no Brasil, que àquela época dirigia o time do Fortaleza. Rogério Ceni assumiu o Flamengo e conseguiu bons números, desde o período em que ficou, foram 242 dias, pouco mais de 8 meses. No período, Ceni conquistou o campeonato Carioca de 2021, Supercopa do Brasil 2021 e o Brasileirão de 2020 que virou o ano 2020/21. Sob seu comando o time do Flamengo fez 45 jogos, com 23 vitórias, 11 empates e 11 derrotas, tendo um aproveitamento de 59,3%. A equipe chegou a marcar 86 gols e sofreu 55 vezes com os adversários. Ceni ainda sim, acabou demitido.

Em lugar de Rogério, Renato Gaúcho assumia com pompas de ser um treinador que sonhava comandar o time carioca repleto de estrelas. Mas a vontade não se alinhou com a realidade. Com números de 37 partidas, 24 vitórias, 8 empates e 5 derrotas, Renato ficou menos de 5 meses e teve aproveitamento de 72%, até melhor que o treinador anterior. O Flamengo de Gaúcho teve ótimos números na curta passagem. Foram 87 gols a favor e apenas 32 contra, números que mostram uma melhora significativa no sistema defensivo. Mas a pressão por resultados fez Gaúcho ser o terceiro técnico a ser demitido após Jorge Jesus.

O Flamengo foi ao mercado e acabou fechando um contrato com o português Paulo Souza que comandava uma seleção europeia no segundo escalão. Apesar da empolgação, os números do português foram decepcionantes quando comparados com seu compatriota Jorge Jesus. Foram apenas 5 meses e 12 dias de trabalho, alcançando em 32 partidas, 19 vitórias, 7 empates e 6 derrotas, ficando com um aproveitamento de 66,7%. Paulo Souza caiu por seguidamente manter formações que não davam certo aos olhos dos torcedores.

Para a reta final de 2022, o Flamengo resolveu apagar uma mancha que tinha deixado na sua relação com Dorival Junior na passagem anterior em 2018, treinando apenas os últimos 12 jogos e acabou demitido. Porém a temporada de 2022 que era tratada com desconfiança acabou terminando de uma forma muito melhor que a imaginada pela torcida do Flamengo. Foram 168 dias no comando rubro-negro e dois títulos.

O treinador comandou o time em 43 partidas no segundo semestre, com 26 vitórias, 8 empates e 9 derrotas. Foi o destaque por fazer a melhor campanha da história da Copa Libertadores, alcançando 95% de aproveitamento em 13 jogos, com 12 vitórias e 1 empate. O time sob seu comando ainda conquistou a Copa do Brasil. Terminou a temporada com uma demissão polêmica, apesar das conquistas e um aproveitamento de 66,7% com o time.

No início do ano de 2023, o Flamengo de cara apresentava o treinador Vitor Pereira que havia deixado o Corinthians no fim de seu contrato em 2022. O treinador bancou um time com uma séries de derrotas marcantes e títulos perdidos. A Supercopa do Brasil, o Mundial, a Recopa Sulamericana e o campeonato Carioca foram as competições em que o Flamengo derrapou feio sob seu comando.

Foram apenas 20 jogos, 11 vitórias, 2 empates e 7 derrotas, fez 36 gols e sofreu 24. O time alcançou apenas 58,3% de aproveitamento. A torcida o achava teimoso nas formações com um sistema defensivo com 3 jogadores apenas e o que não deu certo nos 99 dias de trabalho.

No lugar de Vitor Pereira, um nome sulamericano foi contado por muito termpo. Jorge Sampaoli chegou e os problemas apenas eclodiram sob seu comando. O que já estava ruim, pioraram drasticamente. Agressões nos bastidores envolvendo membros da equipe e jogadores e até diretor do clube, Sampaoli ficou 167 dias comandando do time e com inúmeras mudanças de formações, escalações polêmicas e muita confusão. 

Sob o comando de Sampaoli, o Flamengo jogou 39 jogos com  20 vitórias, 11 empates e 8 derrotas, marcou 63 gols e sofreu 41. Ao fim, Sampaoli saiu com 60,7% de aproveitamento e uma derrota de 1x0 na final da Copa do Brasil para o São Paulo em pleno Maracanã. 

Fonte: Leopoldina News por Josué Oliveira

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20 junho, 2021

Corrupção não é coisa de político, é do gênero humano!

 Um dos temas mais arrepiantes nos últimos tempos, tem sido tão falado e tão ignorado por quem deveria se atentar para o que ele tem em relação aos cristãos.

Não é novidade, mas a abordagem da palavra corrupção de forma denominada aos políticos é quase certa. Quero convidar você para uma análise bíblica sobre o tema. É importante observar que a corrupção não é algo novo no mundo, não é exclusividade dos agentes políticos. A corrupção é algo pertinente ao caráter humano e está inserido na história bíblica desde o início de tudo em Gênesis.

Fazendo uma extração de um verso bíblico citado pelo profeta Miquéias 2.10, encontramos na citação, ordens expressas de como devemos lidar com a sensação de algo que não estamos vendo mudanças. 

"Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente".

É prazeroso compreender tal ordem ainda nos tempos dos profetas, diante de cenários de caos, desobediência, ausência de temor às coisas de Deus, onde tudo poderia ser um aperitivo "ao descanso indevido por muitas pessoas, inclusive os profetas". Temos a mania de recuar quando nossos esforços não estão produzindo resultados.

O descanso de Deus citado em Gênesis 2.2, não tem sentido com o cansaço, mas "de deixar de trabalhar naquilo que se tinha propósito". Certa vez uma irmã me disse que ela tinha deixado de orar por uma causa familiar. Já tinha muitos anos orado e no entanto não alcançara as respostas, o que acabou levando ela ao "descanso daquele trabalho de oração" - algo que não devemos abrir mão.

Os cenários de guerra que cercam as mais diversas camadas da sociedade fazem com que tenhamos ainda mais disposição e desejo a nunca descansar das lutas por melhorias, por dias melhores. Imagine se Daniel fosse um homem de Deus que tivesse descansado e não julgasse haver a necessidade de orar, jejuar e se santificar diante de Deus pela libertação de seu povo. Teria alcançado este feito? Não!

Nos últimos tempos venho olhando pessoas que levantam suas vozes e dizem: "Não voto em mais ninguém!" - parece até que isso seja realmente o caminho para os cidadãos de bem. No entanto, as mesmas pessoas tem também reclamado dos preços elevados em diversos produtos e serviços, tem reclamado das mais diversas ausências de manutenção nas áreas públicas, tais como ruas, praças, limpezas, etc. Ou seja, parece haver uma mega incoerência entre não votar e ainda cobrar dos gestores públicos alguma mudança.

Por esta razão, ao deparar com a frase "levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso..." me leva a compreender que se eu continuar calado e prostrado e sem nada a fazer, as coisas não irão mudar. Mas o que desejo mudar?

Jesus veio ao mundo com missões de levar às pessoas a deixarem o comodismo do sistema religioso e político. Ao não concordar com as práticas envelhecidas, arcaicas e depreciadas pela corrupção do gênero humano, Jesus propôs a alcançarem uma verdade que era impraticável dentro desses dois principais sistemas sociais.

A citação de Jesus em Mateus 9.35,36, demonstra a todos que os problemas sociais não eram tão importantes aos religiosos e políticos. À estas pessoas faltavam exemplos de liderança, de gente que puxasse do buraco os que estavam se atolando. As palavras mencionadas apontam que "enfermidades" vão além daquilo que sabemos. As enfermidades podem ser físicas, espirituais e sentimentais - e, em todos aspectos as pessoas estavam doentes. Por outro lado, o descaso demonstrado aponta que a "moléstia" era as mais diversas formas de sofrimento social, sentidos físicos e morais, exatamente o que ocorria naqueles tempos e se repete hoje.

As mudanças necessárias precisavam de mais apregoadores desses valores, e Jesus deixou claro isso, ao citar Mateus 9.37,38 onde afirma que "Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara, que mande ceifeiros para a sua seara"

Assim sendo, nosso descanso não é aqui. Não podemos descansar e deixar de lutar contra os descasos, abandonos e todas as formas de corrupção que destroem as sociedades. A corrupção em si é uma forma de destruição daquilo que é probo, reto, justo ou correto. A corrupção deteriora o que é perfeito e dá uma nova identidade ao objeto, indivíduo ou fato.

Muitos acreditam que corrupção é coisa política, mas afirmo que não é. Em Gênesis 6 deixa claro que a humanidade estava corrompida. A corrupção foi a mudança de comportamento entre os valores estabelecidos para as relações entre os homens, e entre os homens e Deus. Tal corrupção atraiu a ira de Deus.

A corrupção está impregnada nas culturas familiares, religiosas, esportivas, políticas, empresariais, escolares e entre tantas outras. Aqui citei estas devido a sua grande importância na formação do caráter das pessoas.

Caim deixou seu coração se corromper quando viu seu irmão ter uma oferta recebida por Deus. Ao não suportar o agrado divino ao doméstico, resolveu colocar em prática um plano macabro, que resultou no primeiro homicídio. A corrupção no sentimento Caim fez ele matar seu irmão Abel.

Geazi, Hofni, Finéias, Saul, Ananias, Safira, Judas e muitos outros indivíduos são exemplos claros de uma corrupção religiosa, quando deixam de cumprir seus ofícios e ou quando passam a realizar aquilo que não faz parte do seu propósito. Todas as vezes que se tira uma peça que tem uma função e coloca em outra, haverá desgaste. Além da peça se corromper, ela irá corromper as outras também. A corrupção religiosa é tão fatal quanto a que vemos no dia a dia nas notícias dos jornais.

Não é tão difícil encontrar em nossa sociedade pessoas que trabalham para Deus e reclamam do pão que está comendo. Não dão graças a Deus em tudo. Reclamam das vestes, dos calçados, do carro, da casa e até do salário. Elas imaginam que estão trabalhando muito e alcançando poucos benefícios. Tão logo esse sentimento começa a corromper as obras, impedindo de servir a Deus com integridade e até os milagres começam a ficar suspeitos. É como servir a dois senhores, Mamom e Jesus. Ora agrada um, ora outro. A corrupção no trabalho espiritual gera enormes problemas, assim como ocorreu com Elias no ponto onde se viu sozinho no serviço divino, não compreendendo que outros 7 mil indivíduos também estavam no mesmo barco espiritual. Elias queria descanso, mas foi animado a continuar pois a recompensa viria.

Há muitos cristãos que tem deixado de orar pelos políticos e empresários de nosso país. Isso acaba sendo acintoso no dever de pedir para que eles tenham "paz, sabedoria e temor a Deus", e isso acaba respingando nas pessoas mais humildes da sociedade. É dever dos cristãos de orar sempre. Devem incluir em suas orações todas autoridades "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;" - 1 Timóteo 2.1,2.

A oração é uma ferramente de respostas a inúmeros problemas sociais, materiais, espirituais, e claro, é uma ferramenta para as respostas contra toda forma de corrupção. A oração precisa iniciar contra a corrupção que geralmente começa no ambiente familiar. Começam com premiações indevidas. Isso ocorre quando se premia alguém sem o mérito. Assim a criança cresce e se torna adulta, acostumada a tomar para si prêmios indevidos, que ocorrem pela influência, pelo poder, pela fama e até mesmo pelos subornos (Salmo 15).

Os filhos de Eli (1 Samuel 2.12-17, 22-25) se corrompiam e corrompiam o povo devido a posição em que estavam. Eram repelidos por Eli, mas no coração de Deus tudo já estava decidido: eles morreriam. Cresceram nos arredores do templo de Siló, foram se apegando ao modelo de abusos de autoridade, relações sexuais promíscuas e até por desprezo às coisas sagradas. O castigo não demorou.

Enfim, Deus levantou Samuel para ser juiz, profeta e sacerdote e isso pôs fim a um sacerdócio corrompido. Deus levantou Davi e pôs fim ao reinado corrompido de Saul. Deus enviou seu filho Jesus para restaurar o caminho de acesso ao Pai, visto que os rituais de sacrifícios estavam corrompidos.

Ainda hoje, todos nós precisamos nos levantar e andar, não curvar a cabeça diante das mazelas sociais, governamentais, empresariais, familiares e até religiosas - é preciso postura contra toda forma de corrupção. É preciso pregar, praticar e ter harmonia contra a corrupção que por séculos e milênios vem produzindo enormes destruições à humanidade.

Nos apegar aos valores cristãos, bíblicos ou que de bom aceite permeiam nossas sociedades, deve sim servir de amparo diariamente a cada um de nós. Seja no trabalho, nos negócios, na família, nas instituições religiosas e políticas, afim de que estes valores continuem passando aos nossos filhos, netos e futuras gerações.

Não se pensa um futuro sem cuidar do agora. Tudo que vai gerar impacto positivo precisa ser tomado o quanto antes. Antes que o impacto negativo tenha mais sentido aos homens. O combate à corrupção precisa acontecer quando você se levantar e andar.

Pr. Josué Oliveira
Pastor da Igreja Cristã Esperança Divina 

27 abril, 2021

OPINIÃO: Leopoldina caminha com erros e acertos e comemora 167 anos

O caminho está aberto para um futuro melhor. Para isso precisamos resolver os problemas de ontem, cuidar e evitar os de hoje.

Há pouco mais de um ano, a cidade de Leopoldina registrava seu primeiro caso de Covid-19 e posteriormente o primeiro óbito. De lá pra cá, números subiram e desceram, regras frouxas e duras permearam toda extensão territorial, produzindo enormes problemas aos cidadãos.

Tivemos neste período inúmeras queixas, acertos e erros de todos os lados. Na política administrativa, o medo no início levou à instalarem barreiras sanitárias em dois pontos da cidade, enquanto muralhas de terra impediam o acesso ao interior da cidade em diversos pontos. E mesmo assim, as barreiras de terras e manilhas não foram suficientes para impedir o trânsito de veículos e de pessoas, que muitas vezes abusavam e rompiam na violência.

Nos comércios, especialmente nos supermercados houve aquela correria louca. Filas intermináveis de cidadãos que corriam para comprar suprimentos alimentares, pois o medo e o caos que vinha por meio de áudios, fotos e vídeos de outras localidades encheram caixas de mensagens e grupos de WhatsApp, fazendo com que os cidadãos pensassem em ter o mínimo para sobreviver ao lockdown. Foram muitos dias aquele terror.

Foi duro! As igrejas que obedeceram as regras ficaram fechadas por mais 4 meses, gerando transtornos litúrgicos, sociais e psicológicos com a quarentena imposta pelo poder público. E que quarentena foi aquela? Quarentena de araque. Enquanto algumas pessoas eram questionadas e estimuladas para cumprir o "fique em casa", o coro comia nos bastidores, onde políticos não respeitavam os protocolos e andavam pelas ruas sem a máscara, e às escondidas faziam reuniões partidárias visando as eleições. Pior, tinha igreja fechada e birô aberto. Tinha líder de igreja que nem pregava mais para as ovelhas, mas discursava em pequenos e vazios comícios ou em reuniões domésticas.

Nos esportes e no lazer, muitos no primeiro momento deixaram tudo. Ficaram em casa. A única diversão era a tv, os joguinhos em casa. Outros, ligaram o seu aparelho de som sob suas lajes e ecoavam sons pelas paredes e colinas com hinos e cânticos a Deus. Teve dia que a terra tremia de tanta unção. Tinha dia que tremia de medo, principalmente quando pessoas conhecidas eram raptadas do nosso convívio social. Raptos para para sempre!

Sem contar que até este segundo aniversário, o período foi difícil. Lojas, empresas, fábricas e muitos prestadores de serviços fecharam as portas e deixaram de existir. Até Igrejas. A situação financeira levou muitas centenas de emprego, muitos sonhos e projetos, e implantou obrigatoriamente um novo sistema. O sistema dos falidos. Esse sistema promete ser osso duro na queda e vai levar um bom tempo para mudar.

Neste período, a ciência da medicina corria contra o tempo para produzir a solução de cura, de proteção e alívio ao mortal vírus da Covid-19. Também por meio da discreta ciência do bem e do mal, políticos e lobistas brigavam para difundir os medicamentos a serem comercializados, usados como salvadores de vidas. Certos ou errados, a questão não era meramente os remédios ou vacinas, mas o que de fato ficaria no mercado. Isso valia e ainda vale muito dinheiro. Dinheiro que nem temos a noção. Farmácias de nossa cidade ficaram sem diversos medicamentos que eram considerados úteis no combate ao Covid-19. Foram confiscados e sumiram. E quando ainda achava para comprar, valia preço de ouro, bem mais que a vida de um cidadão, se assim podemos dizer.

Por outro lado, neste período a cidade recebeu muita grana. Auxílio Emergencial e a compensação federal injetou muitos milhões de reais aos cofres do município e cidadãos. No entanto, na minha humilde visão e análise, bem pouco foi feito. Enquanto o poder público correu para pagar 380 mil reais por 20 mil máscaras, em outros aspectos não avançaram de forma significativa nas fiscalizações aos eventos clandestinos, aglomerações e nem mesmo estabelecendo regras mais rígidas ao período eleitoral. Ou seja, não bastava tanto dinheiro, precisava de competência administrativa. Cerca de 57% do recurso Covid foi gasto folha salarial de funcionários. Enquanto isso a cidade abarcava pacientes locais e de outras cidades, e não fez os investimentos devidos. Apenas outros 16% foram destinados ao hospital local.

Com o segundo aniversário de Leopoldina na pandemia, encontramos o poder legislativo local bem comedido. Pouco resultados apareceram, e nesse pouco fica também a incapacidade de avançar em investigar os gastos COVID. O poder legislativo anterior e o atual tiveram, quanto tem responsabilidades em averiguar todos erros e que devem ser sanados, à luz das leis e regras estabelecidas. Só o fato de usarem a verba de combate ao Covid-19 para folha salarial já demonstra que há crimes, visto que o orçamento salarial já estava definido deste 2019. Mas pelo visto não querem mostrar serviço, aquilo que foram eleitos para fazer.

Mas tudo ajudou neste aspecto. Pandemia, final de mandato e eleições com muitas mudanças nas regras, o cenário era bem complicado e até hoje é assim. Era preciso vencer muito mais, não era apenas conquistar os votos. Era preciso convencer. Pelo visto, os votos não foram suficientes para despertar os interesses pelo cargo que ocupam.

A cidade também se viu diante de perdas de ex-políticos. Foram vários nomes que se foram, que nunca mais farão parte de reuniões e nem disputarão, concorrentemente a  outros. 

E mesmo diante deste aspecto tão ruim, outras gerações emergem nessa pandemia. São os filhos da pandemia. Todo mundo sabe, casal em casa ou briga ou se ama. E se não era amor de verdade, ao menos impensadamente fizeram filhos em um momento bem complicado. 

Para esse geração que vinha com enormes dificuldades nos estudos, o advento da pandemia ainda trouxe o mais longo fechamento de escolas em todo mundo. A demonstração clara que aos profissionais da área fizeram toda força possível para não voltarem as aulas, mantendo aulas remotas, que inclusive até um tempo antes da pandemia, todos ou a maioria era contrária a aplicação, isso lógico, iria mexer com a carreira de muitos profissionais da educação.

E depois de mais de 30 anos, a cidade sendo administrada por poucos nomes e bem políticos, alguns revezando, um nome de fora foi eleito para a primeira experiência política. Ganhou, venceu lavando a alma. Os concorrentes fizeram barulho, mas os eleitores votaram no silêncio da eleição mais atrevida da história. Adiada por alguns dias, e que se quer fora cogitada entre autoridades em Brasília a sua realização com as eleições de 2022. Tudo isso fez o cenário leopoldinense se tornar diferente também.

Éramos acostumados a ver muitos carros de som. Panfletos que coloriam as ruas. A Leopoldina da pandemia e sua eleição foi diferente. Muitas intrigas nos bastidores. Polícia, investigações e até gente bem sucedida financeiramente e patrimonialmente, candidatos, estavam entre os que tinham recebido o Auxílio Emergencial. Recurso usado indevidamente. Era o reflexo dos brasileiros que levam vantagem em tudo. Só entre os candidatos foram 3, imagine quantos outros nomes o TCU não tenha encontrado.

Lidamos com a fome e desespero de muitas pessoas famintas. Pais com filhos pequenos e sem o que lhes dar de comer. Essa foi uma das coisas que mais me intrigaram nessa pandemia em Leopoldina. Grupos sociais, pessoas anônimas se levantaram e passaram a dar um pouco da sua dispensa a quem nada tinha. Eu também ajudei, mas tive o dia que precisei da ajuda. Todos fomos afetados de alguma forma. 

Em muitos outros momentos, a certeza de que a pandemia iria passar estava cada vez mais perto, e ao mesmo tempo cada vez mais longe. Enquanto não chegava vacinas, os tratamentos eram universais. Distanciamento, álcool 70%, máscaras e assim, o primeiro ano passou. Gastamos dinheiro comprando litros de álcool. Era aquela coisa de desinfectar tudo, parecia até doentio. Mas era a necessidade do momento. Enquanto isso, no centro vimos por várias semanas, grades instaladas para organizar as filas. Mas era só. O povo que ia na Caixa sofria no sol escaldante. Queimava no verão passado, sem pena e sem dó. Enquanto isso, administradores no aconchego dos seus escritórios e ar-condicionado, só com papel e caneta davam às coordenadas. 

Ao fim, as últimas semanas entramos na onda da limpeza. Essa Leopoldina da limpeza merece os parabéns. O poder público tem agido e assim feito tão bem. Afinal, é preciso dar condições aos cidadãos leopoldinenses que pagam seus impostos. Ainda há muito pra fazer, por exemplo, as nossas ruas ainda estão bem destruídas. Não há condições ideais de transporte público e particular. Ninguém merece uma cidade toda furada, esburacada e feia.

Finalizo olhando para frente e imagino que devemos comemorar os pouco passos que andamos. Mas é preciso de mais empenho e esforço de todos. Todos indispensavelmente. Somos umas das cidades com menores índices quando olhamos a outras na região, levando em conta a população, área de abrangência e todo aspecto de tratamento. Entre erros e acertos, todos foram sendo moldados aos poucos durante a pandemia, levando a cidade ao seu segundo aniversário da forma que hoje está. Mesmo sem velas e bandeiras erguidas, sem os seus principais eventos que são comuns neste período, ainda vale a pena comemorar e ter esperança.

Que vivamos tanto quanto Leopoldina!


por Josué Oliveira - blog Leopoldina News

19 março, 2021

ARTIGO: Diagnóstico social na pandemia

Foto: Leopoldina News

Nos últimos tempos temos repetidamente ouvido da boca dos políticos, gestores da saúde e muitos cidadãos uma série de politicagens em torno da pandemia. Politicagem não é porque se imagina estar ou não certo, mas por simplesmente ser contra algum tipo de ideia que vem de pessoas, as quais elas tem alguma aversão.

Desse modo de agir e pensar, destaco que a ideia do lockdown implantada em inúmeros lugares pelo mundo não funcionou e duraram mais do deviam pela simples incapacidade dos políticos de seus países - e nem se fala disso por aqui, não é? Neste artigo repito o que converso com amigos nos bastidores do jornalismo, nas conversas nos grupos de Whatsapp e até em minhas publicações, onde afirmou que "ninguém tem a fórmula mágica para resolver a pandemia e sua mortandade".

Já criticaram demais o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o primeiro ministro da Inglaterra Bóris Jhonson e até o presidente brasileiro Jair Messias Bolsonaro. Todos foram alvos de duras críticas porque "esperavam outra forma de conduzir as políticas públicas em torno da pandemia", mesmo todos sabendo que é inexistente um modelo de quarentena que tenha funcionado em algum lugar no mundo, ou senão o que não sabemos está exatamente em países onde opera a ditadura e a censura de imprensa.

Digo que não funcionou na Argentina de Alberto Fernández, não funcionou na França de Emmanuel Marcron, na Alemanha de Frank-Walter Steinmeier e nem mesmo na Espanha, Portugal e que se diga da Itália. O remédio que cura não é a opinião, mas sim os cuidados que devem ser seguido por todos.

Não adianta lockdown, fechar fronteiras, colocar barreiras sanitárias. O que resolve é a aplicação da lei, da educação e do bom senso, por último os remédios e vacinas convencionais. Por que digo isso?

Se a lei fosse levada a sério, todos andariam com suas máscaras no rosto em ambientes públicos, e neste aspecto, até o presidente da república e seus aliados deixaram escapar a obediência ao próprio decreto federal. Se autoridades e o povo levassem a sério as leis, aqui começaria a mudança.

Quando penso no aspecto da educação, isso envolve o conhecimento intelectual, isso envolve a formação social de cada cidadão. A falta de educação como princípio para uma boa relação social tem sido um dos maiores problemas. É aquela pessoa que se julga superior a todas outras e acha que não precisa de cumprir sua parte, mesmo tendo grande conhecimento. A ausência de educação fez com que os problemas sanitários se tornassem maiores do que eram antes da pandemia.

Alguns meses atrás, eu estava na fila do caixa de um supermercado de nossa cidade, de repente surgiu uma senhora que aparentava ter uns 70 anos de idade, entrou na minha frente até sem a permissão, e se dirigiu ao caixa para pagar sua mercadoria. Na boca do caixa, aquela senhora foi capaz de cometer um dos maiores erros, o que imediatamente mostrava a falta de respeito e educação. Ela escarrou aos pés daquele pontalete de ferro que tem ao lado do caixa. Foi a coisa mais ridícula que eu já tinha presenciado nos últimos tempos. Chamei a funcionária e falei com ela o que havia acontecido. Educação, isso sim é um problema não resolvido em nosso país, e neste caso, não é por falta de ir à escola, mas falta de princípios básicos sociais.

Por outro lado, o bom senso é outro fator que trava os bons resultados em nossa sociedade. As pessoas não pensam no próximo. E por não pensarem no próximo os dados são ruins em diversos sentidos. Recentemente um outro fato me chamou a atenção. Estava ali na mina d'água, esperando minha vez para encher as garrafas, dois homens que estavam na minha frente comentavam sobre as medidas de isolamento e coisa e tal. De repente um deles disse: "Eu fui mesmo para praia no carnaval! Quando voltei, falei com meu pai e minha mãe que eu e minha família não iríamos na casa deles por 15 dias e nem eles na nossa casa. Nós estávamos aglomerados com outras pessoas na praia" - descrevia aquele moço que aparentava ter uns 45 anos de idade. Era a falta de bom senso. Ele pensou em proteger seus pais, mas não pensou nas demais pessoas. Isso é o reflexo do nosso egoísmo de nossa sociedade.

Enfim, os remédios e as vacinas deixo por último, pois estes ainda carecem de muitas respostas dos cientistas. Não há ainda tanta certeza, como há tantas dúvidas sobre a eficácia de todos eles contra a Covid-19. O melhor remédio até então é fazer a nossa parte e nos cuidar.

No mês de janeiro quando senti alguns sintomas, logo corri para uma consulta. Já de cara comecei o tratamento precoce e durante 11 dias eu não soube o que era a rua da minha casa. Fiquei literalmente preso entre o quarto e o banheiro, pensando e agindo pelo bem estar de minha família, mesmo assim, meu filho mais novo ainda pegou Covid-19. Suspendi cultos, deixei de sair para visitar as pessoas com as quais mantenho relacionamento familiar, profissional e ou de fé. Minha sensibilidade falou mais alto. Venci a minha parte nessa luta, mas não vencemos a guerra globalizada.

Já nesse ponto da pandemia me pergunto: "Até quando vai durar as medidas duras, e até quando a teimosia será a responsável por tardar a solução?" É inaceitável que continuemos a achar que não é preciso fazer a nossa parte. Quanto mais tempo tivermos a circulação do vírus, mais ainda sofreremos com restrições, fome, desemprego e aumento da mortandade, e consequentemente a violência aumentada.

por Josué Oliveira - Editor

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01 fevereiro, 2021

ARTIGO: Os problemas do jornalismo brasileiro

Imagem da internet

Há um bom tempo venho pensando muito neste artigo que ora agora resolvi tomar caneta e folha de papel, anotar, fazer observações e passá-las de forma digital para os meus leitores. Foi um trabalho que me fez invadir inúmeras searas para encontrar respostas sobre o jornalismo brasileiro atual, que sofre dos mais duros males ético e moral nos últimos tempos.

Alguns poucos anos atrás tive a oportunidade de realizar um breve curso de jornalismo digital, aquele voltado para a web, que é muito diferente do convencional, aquele feito diagramado em folhas de papeis e impressos em diversos formatos, dentre eles até as revistas. Pude aprender um pouco sobre as ideias do jornalismo digital, das suas propostas de alcance rápido ao consumidor final, não levando em conta muitas regras que eram obrigatórias na escrita convencional, tipo, "parágrafos, distanciamento, ajustes de colunas, etc", daí outras ferramentas foram se incorporando aos poucos e fazendo o jornalismo se tornar rude e cheios de vícios, os quais quero descrever nas próximas linhas deste artigo.

Um dos fatos que venho notando há muitos anos em toda estrutura do jornalismo brasileiro é que "ele parou de noticiar fatos e virou meros comentários", algo praticamente generalizado. Falta ao jornalismo de hoje o senso de ambiente de notícia, falta a sensação jornalística do que aquele fato anunciado pode provocar e onde ele pode chegar. Daí, hoje encontramos inúmeros canais de comunicação dos mais diversos lados e vieses ideológicos que não levam mais notícias, mas sim comentários. 

Sou amante por exemplo do jornalismo mais famoso do Brasil, aquele que sempre de fato noticiou oficialmente fatos, mesmo quando as notícias eram comentários por pessoas envolvidas na natureza da vida pública. Era algo diferente e que sempre teve a crença pública. Ainda poucos sabem, mas o melhor jornalismo brasileiro vem do famoso horário das 19 horas, quando ligávamos o radinho e ouvíamos aquela voz imponente e bonita "Em Brasília, 19 horas", era A Voz do Brasil. Durava uma hora e cada notícia sobre o país, o governo, as instituições da Câmara, Senado, Supremo e outras autarquias sempre trouxeram notícias de grande relevância. Então, minha referência jornalística tem origem ali.

Também ao olhar as práticas jornalísticas dos últimos tempos, venho observando que "os comentários estão transformando os fatos em uma nova versão dos fatos", produzindo teses conspiratórias, dedutivas. Essa carência de levar informações atualmente parece ser resultado da pressa em comprometer a opinião pública imediatamente com aquilo que o jornalista pensa sobre os fatos. 

É fato, o nosso jornalismo brasileiro carece de formação ética e moral para dar as notícias. Viramos um lamaçal de impurezas que estão travestidas de jornalismo, de todos os lados, manchados por ideologias religiosas, políticas, ativistas e muitas outras naturezas, das quais talvez descobriremos no futuro. Transformar um comentário em uma notícia é, ao meu entendimento um crime jornalístico.

Notadamente, os vieses jornalísticos brasileiros vem provando que o emprego de palavras indicam a categoria em que se enquadram. Por exemplo, existem notícias que são constantemente publicadas para causar algum tipo de desgaste nas peças da notícia. Ora o termo é "governo", ora o nome é do "representante" de tal governo, ficando claro que não há separação das funções de governo e vida pessoal na formação da notícia do jornalismo brasileiro. Esse é um vício que leva os leitores a se enganarem com as publicações jornalísticas, colocando no campo da pessoalidade algo da vida pública ou vice versa.

Outro exemplo do emprego de termos contraditórios saiu em um grande jornal do país [Folha de São Paulo - 25/01/2021], onde cita a seguinte manchete: "Relatório aponta que família Bolsonaro lidera ranking de ataque à imprensa em 2020". Naturalmente todos sabem muito bem que essa matéria pode ser simplesmente dedutiva, que represente a imprensa brasileira, ou ao jornalismo brasileiro. É preciso analisar que, o mesmo setor jornalístico não faz o "mea-culpa" nesta relação de ataques, ou seja, ataca e recebe contra-ataques. Por essa razão, o tema em questão se o trocássemos nesta matéria da Folha de São Paulo, teríamos o novo título "Relatório aponta que família Bolsonaro lidera ranking de ataque 'da' imprensa em 2020", talvez criando um pouco menos de sensacionalismo e mais verdades. Mas nem precisa ser apenas a família Bolsonaro. Lembrem de Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, Lula, Sérgio Moro, Garotinho, etc. Dependendo de quem é quem na história, o jornalismo não existe no Brasil e ou, aparece todos em certos casos. Em certos casos então teríamos aprofundadas matérias sobre nomes que ainda permeiam os porões da república, tais como Renan Calheiros, Aécio Neves, Michel Temer e muitos outros nomes. Estes permanecem intactos no jornalismo.

Os vícios do jornalismo brasileiro ainda não acabaram. Outra técnica usada, a de elencar cronologicamente usando links, tags, hastags e outros recursos para levar o leitor, ouvinte ou telespectador a criar vícios de conexão de fatos que não possuem relações entre si. Sempre tem um chamarisco ao lado.

Entre os diversos pontos abordados aqui, vejo que menções pejorativas, de depreciação moral que volta ao passado para justificar a nova notícia, ela induz a sociedade a aceitar sem nenhuma preocupação tal forma de jornalismo. Esse tipo de situação não mostra a seriedade jornalística quando os bons feitos tem pouco ou nenhum espaço no noticiário. O exemplo disso é que, o jornalismo desafeto não passa a notícia, mas a versão que queira dar da notícia.

Ao cabo dos dias, nosso jornalismo ainda tem muito mais de coisas ruins a aparecer que o que aparenta ter e ser. Quando o jornalismo passa dos limites de suas funções de averiguar, investigar e informar, passando para o lado direto das intervenções na história, ele se traveste de militância política com voz de jornalismo. E diga-se, temos jornalistas metidos em muitas encrencas por aí por não ser justos.

O exemplo disso foram os pedidos de impeachment feitos pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e mais de 400 entidades contra o presidente Jair Messias Bolsonaro em 25/05/2020. O fato de um setor jornalístico entrar com processos de impeachment ou, solicitar quaisquer intervenções jurídicas fora das suas competências que é de informar o público, revela que o jornalismo brasileiro é forte e bem representado dentro de diversas ONGs e grupos ativistas. 

Outro pedido publicado encabeçou manchetes em diversos jornais, um deles dizia que "Líderes religiosos protocolam novo pedido de impeachment de Bolsonaro" - O Estadão. Na lista é possível ver que diversas entidades de pouca representação religiosa e a maioria de ativistas políticos endossaram o tal documento, que necessariamente não representa os maiores grupos religiosos do país. No tema da notícia, a ideia foi apenas uma forma de pegar o grupo religioso que mais apoia as estruturas do governo e usar contra o mesmo, neste caso, os grupos religiosos não estiveram do lado do governo. Outro erro jornalístico que tentou deturpar a verdade. Esse grupo já esteve em outros episódios de reclamações também.

Ainda discutindo o jornalismo, minha grande preocupação tem sido ver os inúmeros crimes cometidos por jornalistas que vestem o termo de "liberdade de expressão", que no exercício jornalístico criam instabilidades nas estruturas do país. Os mesmos não são repelidos, censurados quando cometem crimes contra os desafetos políticos. Fica claro que não existe a mesma medida contra os criminosos do jornalismo, algo que foi duramente retaliado pelo Supremo Tribunal Federal e que nada foi encontrado pela Polícia Federal, nos supostos atos antidemocráticos ocorridos em 2020. Houve movimentos de todos os lados, curiosamente apenas um lado da questão, o lado inclusive que não foi flagrado e nem teve nenhum ato de vandalismo foi penalizado nas suas liberdades.

A inércia do Ministério Público Federal, do Ministério Público Eleitoral, da Procuradoria Geral da República, do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral, do Senado, da Câmara, do Governo, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho Nacional de Justiça e das entidades de proteção dos direitos e liberdades não convergem para o mesmo lugar na hora de defender os fatos, mas as versões e opiniões. Esse é um fato, fático! O Brasil corre riscos de penalidades em tribunais internacionais por essa orgia institucional que não preserva a paz social e instala a perseguição indevida contra cidadãos comuns por crimes não provados.

É obrigação dos entes do Estado garantir a governabilidade e a paz social, está previsto na Constituição Federal e no entanto, as ideologias difusas impedem o cumprimento da lei. Daí nos encontramos nesse ferrenho lamaçal de sujeira, onde a verdade não produz a limpeza necessária em ninguém.

Uma outra anomalia jornalística também tem surgido assustadoramente no país, e tem causado inúmeros problemas também. É a pressa. O jornalismo muitas vezes tem sido capaz de levar o ambiente da notícia em tempo real, penalizando apurações dos fatos, que no lugar de informar, cria movimentações para sensibilizar grupos prós e contras tal situação. É o ato de jogar no ventilador e deixar acontecer. O jornalismo sério precisa ser responsável pela publicidade que dá os fatos. Esse tipo de jornalismo faz o público tirar conclusões precipitadas. O jornalista precisa ter ouvido e olhos atentos, além de se  informar, e na informação prestar um jornalismo sério.

Levando em conta outra faceta do nosso jornalismo, é preciso averiguar a notícia da notícia. Pode crer, sempre tem a notícia da notícia. A notícia da notícia vem sempre esquentada, vem azeitada. Viu aí recentemente a notícia do Metrópole sobre os gastos do governo em alimentação? Viu as acusações sobre o Ministro da Saúde Eduardo Pazzuelo? Então, oficialmente o país só conhece as versões publicadas de um ajuntamento de dados que não foram explicados, e daí, aquilo que era notícia foi extraído da informação e passado com total desprezo de responsabilidade. É preciso averiguar!

Não distante das falas publicadas, encontramos os jogos de palavras bem pensadas para causar mais impressão em quem lê, ouve e ou assiste. Quando lembro da fala do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa na Ação Penal 470 julgada em 2013, nela Barbosa acusou o companheiro do tribunal Ricardo Lewandowski de "fazer chincana", termo usado para se referir a estratégias de atrasar um processo. Na época, Lewandowski  pediu retratação, o que não foi dada por Joaquim Barbosa.

É analisando os termos muitas vezes empregados por grandes escritores do jornalismo brasileiro que fico pensando nessa ética jornalística. Estudaram, gastaram tempo e recurso, e se destroem diante de opiniões corrompidas pelo "politicamente correto e pela inanição de dinheiro público". Daí compreendo o porque tanto esperneamento jornalístico para chamar a atenção. É o jornalismo preso.

O exemplo desse esperneamento é visto nas grandes emissoras de televisões e rádios, onde colocam debatedores com o mesmo viés, ou seja, não é debate, mas um ajuntamento reforçado para falar da mesma coisa. Quem ainda não viu, compare o jornalismo feito por exemplo no "Estúdio I" da Globo News onde recebem pessoas do jornalismo e dizem debater assuntos com pluralidades de opiniões, mas todos terminam sempre com a mesma opinião da emissora. Agora, pule lá para a CNN, assista um pouco do "O Grande Debate" e tire suas análises. Por fim, vá ao canal da Jovem Pan no Youtube e veja outro tipo de debate, lá nos "Os Pingos nos Is" e tire suas conclusões. Cada um desses meios que citei possuem características distintas na hora do debate e elas precisam ser observadas pelo ouvinte e telespectador.

Finalizando, ainda encontro outro fato esquisito presente no jornalismo brasileiro. Pessoas de um determinada área praticamente respondem por tantas outras áreas na imprensa. Ou seja, a mesma pergunta que eu faria ao Supremo Tribunal Federal se ele vai liberar as vacinas que não foram autorizadas pela ANVISA, é como se os ministros do STF fossem consultados a dar um parecer favorável de algo que eles não sabem, não estudaram, pois não são cientistas da medicina. Portanto, quando vejo no jornalismo brasileiro gente se dando bem, falando em nome de terceiros, em lugar de terceiros, logo os fatos ficam comprometidos por distorcer a verdade.

Nos últimos tempos, esse tipo de jornalismo tem sido paulatinamente repetido nos principais veículos de comunicação do país. O sujeito sabe de economia, de política, de religião, de leis, de tudo, e no final, fica comprometido por não saber nada o suficiente para prestar informações verdadeiras. Infelizmente, a maioria transmite achismos, não fatos.

Recentemente assistindo o filme "A última chace", produzido pela Saban Filmes, gravado nos Estados Unidos e Reino Unido, lançado em 2019, a história é bem interessante quando passamos a abordar a história que era narrada de dentro dos estúdios, por trás das cadeiras, câmeras e computadores, enquanto a repórter Ava Brooks (Courtney Eatin) acompanhava a realidade do jornalismo, ao lado do policial Frank Penny (Aaron Eckhart). Esse filme também me deu ideias de como é comprometido o jornalismo muitas vezes na preparação escrita, na edição e na sua divulgação.

Ao escrever alguns conceitos sobre ética no jornalismo no livro "Manual de jornalismo para rádio, tv e novas mídias", Gabriel Garcia Marquez afirmou que "A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade; ou seja, é um conjunto de princípios e disposições historicamente produzidos voltados para a ação cujo objetivo é balizar as ações humanas. Ela existe como referência para os homens em sociedade, e está associada à ideia de conduta virtuosa e a valores como dignidade, justiça, honestidade, solidariedade. Aém disso, ela pode - e dever - ser incorporada por todos como atitude diante da vida cotidiana, mas é preciso ressaltar que não se trata de um conjunto de verdades críticas, imutáveis" (Editora Campus, página 18, 2013, Heródoto Barbeiro, Paulo Rodolfo de Lima).

Esse tipo de situação deve ser levado a sério pelo jornalismo leopoldinense. A informação é algo crucial e deve ser levada com seriedade, sem brincadeiras, sem a pimenta do politicamente correto, sem a pitada política e sem serventia aos envolvidos nos fatos para não se tornar ilegítimos na entrega da verdade. 

Eu costumo dizer que "Deus e o Diabo falam verdades. Você pode discordar, mas é preciso saber qual é a boca que está dizendo a verdade e que você confia. É só dar uma olhadinha na fala de Deus e da serpente (Diabo) lá no jardim do Éden". Jornalismo é assim, é preciso de cuidados, é preciso desconfiança, averiguar e se informar sempre, até quando ele vem oficialmente dos órgãos públicos. Mas nunca distorcer os fatos, sempre levar fatos.

Temos na nossa pequena cidade diversos meios de comunicação, podendo ter  um e outro mais relação política, para um e outro lado na ideologia, ou até serem neutros em muitos aspectos. No entanto, a falta de jornalismo apartidário tirou dos leopoldinenses por muito tempo a chance de ter notícias sem contaminação política, sem aquela pressão para falar sobre tal tema, criando um cenário pessoal entre a notícia, o transmissor e os ouvintes ou leitores. Fomos pressionados até por grupos de redes sociais e políticos a tratar de temas fora do conhecimento da imprensa, no entanto, sabidamente temos mudado esse linha nas nossas apurações, edições e publicações.

Historicamente sempre tivemos o jornalismo local ligado muito próximo dos agentes dos fatos, que necessariamente os fatos em algum momento momento da história não foi tratado especificamente. Essa é uma das principais razões, a qual nunca quis me filiar a partidos políticos. Cubro, trabalho, no entanto, a liberdade jornalística não pode ser comprometida com as bandeiras de nenhum partido, de nenhuma religião, de nenhum representante público. Quem conhece meus posts de opinião, entende muito bem, pois procuro esmiuçar as indagações para encontrar respostas. Quem encontra as respostas de tudo imediatamente ficará fadado a verdades encobertas. 

No jornalismo que procuro fazer e que creio nele, é o puro, isento, deixando as análises que forem necessárias aos leitores sempre fora na notícia. É esse jornalismo que sabe criticar respeitosamente, saber elogiar ou apresentar propostas que devem ser apreciadas e imperar se for aceitável, levando sempre a crítica a quem quer que seja, jornalisticamente falando.

Findo dizendo que, já desejei fazer parte das principais associações que representam o jornalismo do país, mas me declinei. Primeiro porque é caro estar lá. Segundo porque não faz sentido. Terceiro porque as associações emitem pareceres que vão na contramão da maioria de seus associados. Portanto, a independência e responsabilidade jornalística não precisa da certidão de faculdade nem carteira estudantil, ela está no caráter jornalístico e moral de quem escreve.

Por Josué Oliveira

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16 janeiro, 2021

Artigo: Contra Bolsonaro, Dória e Maia no vale tudo para chamar a atenção

Foto: Veja
Me pergunto constantemente onde iremos chegar num país onde a máscara da hipocrisia é bem mais quista a máscara de proteção contra a Covid-19. Não sei se sem máscara, o presidente seria o melhor exemplo para a imprensa e se João Dória e Rodrigo Maia seriam de fato os melhores exemplos a questionar 'os porquês do país', exatamente os homens que mais agem ardilosamente nos bastidores com ameaças, fofocas e muita intriga.

O emprego do termo "facínoro" por João Dória em coletiva nesta sexta-feira 15 demonstra a capacidade de um governante assumir para si os holofotes para dizer o que pensa, o que sente e acha acerca das ações do mandatário máximo do país. Sem nenhuma responsabilidade, João Dória chamou Bolsonaro de "Assassino e Criminoso" conforme afirma o sentido da sua palavra mencionada.

Instantes após esse termo, encontramos José Luiz Datena bem instigado com tal palavra, e liga para Bolsonaro e por quase 1 hora ao vivo na Tv Bandeirantes, o presidente passou defendendo o que vem dizendo desde lá de trás, inclusive cobrando dos governadores que cobrem do STF o porque impediu o governo federal de tomar as rédeas para gerir as ações durante a pandemia.

Bolsonaro como sempre não dividiu as letras e nem poupou palavras e deixou bem claro o que na realidade grande parte do brasileiro sabe e pensa sobre o conluio entre João Dória e Rodrigo Maia, ambos querem a cadeira de presidente da república. Para o presidente, as inúmeras viagens de Maia pelo país usando avião da Força Aérea Brasileira não aparece na imprensa para o povo - escondem. Os fatos mostram por si que o presidente da Câmara faz de tudo para que Bolsonaro seja prejudicado em todos os sentidos, aliás, prejudicando o país quando deixou de votar matérias importantes no andamento da economia, direitos e outros temas de relevância. Aliás, a relevância se tornou algo menos importante para Rodrigo Maia, que na realidade ele passou a ser o "revanchista", inclusive prometendo o processo de impeachment para os próximos meses.

Certamente Bolsonaro terá muita dor de cabeça com os ratos. Mais que chumbo grosso, seria necessário preparar o poder judiciário contra os que roubam o país, no entanto o conluio entre os poderes legislativo e judiciário já vem de longa data de mãos dadas, inclusive passando a mão na cabeça da ex-presidente Dilma Rousseff não lhe tirando os direitos políticos como manda a lei e protegendo o menino mimado "Neves" que não deixou as tetas ainda por omissão e permissão do STF.

O conluio entre legisladores e o jurídico máximo do país estão no ápice da desorganização funcional do Estado, onde criam e usam todas técnicas para embaraçar a governança. O exemplo de como fazem isso é no uso de leis, regras e julgamentos diferenciados, levando o governo e seu grupo a ferro e fogo, enquanto os que roubaram o país tomam água de coco deitados na rede de frente para o mar. Que brisa!

O termo empregado por Dória revela o quanto grande parte dos governadores, prefeitos, STF e muitos no Congresso respeitam o que diz a Constituição sobre o equilíbrio entre os Poderes do país. Por ato similar, pessoas ligadas a Bolsonaro foram para a cadeia e perderam seus direitos, e agora, será que o STF vai fazer alguma coisa? 

O grito de ontem parece ser uma chamada à insurreição, trazendo à tona debates sobre liberdades, limites e os deveres de cada um. Aliás, os deveres de Dória ficaram sem fazer. E não entendo o porque São Paulo o elegeu governador, mesmo sabendo que não foi prefeito da capital tendo enganado todo eleitorado dizendo que cumpriria seu mandato. Bolsonaro foi usado na campanha em Dória teve sucesso, e com certeza, as eleições do próximo ano prometem muito barulho, principalmente se não tiver voto impresso para conferências. Voto impresso? Isso é algo que lá no TSE parece sacramentado em dizer que não haverá. É mais um legislador que apareceu no país sem votos.

A reunião de Dória e Rodrigo Maia me fez lembrar de uma revelação, agora no momento não lembro bem o nome da profetiza que disse ainda em 2020, que em 2021 Deus abaterá um grande em Brasília e este estava armando a derrubada do presidente. Fico pensando que o Rodrigo Maia se encaixa muito bem neste aviso. Que seja abatido qualquer um soberbos seja onde for.

Depois de perder suas esperanças com aquela bizarra votação do STF, em reafirmar o que a lei dizia claramente sobre a reeleição na Câmara e Senado, Maia passou a atacar o governo, a criar problemas nos bastidores da corrida pelo comanda da Câmara, onde ele tem um percentual significativo de gente mamando nas tetas públicas, claro, tudo isso para conseguir o quer. Logo destituiu os membros do adversário, viu como funciona? Maia promete ser o que sua história política familiar sempre apontou, trazendo de volta o passado de rolos e exílio político.

Não me engano, mas hoje começo a pensar muito mais nessas estratégias do governo em relação a presidência das duas casas, onde encontra sempre um grupo que atrasa tudo e culpa o governo pela ineficiência. Maia poderia estar deixando a presidência por cima, mas como sempre, amarrado pelas mãos ao projeto de esquerda solitária, resmunga os erros como o maléfico, e diria, chegou ao ponto de ser diabólico o que vi e ouvi dele durante 2019 e 2020.

Quietinho na dele, lá no Senado, Davi Alcolumbre que é do mesmo partido de Maia nem aparece nessas celeumas. Parece que não está no Brasil, e digo que, apesar de falado uma coisa no dia da posse como presidente do Senador e feito outra depois, ao menos não prejudica o país com as politicagens, mas sim, Rodrigo Maia e João Dória - os frívolos. 

Tomara que Bolsonaro esteja certo ao dizer que este será o último capítulo político de Dória. Bom, já vi muito político até melhorar nas votações por ser ruim. Quanto pior ele for, mais eleitor ele consegue arranjar, não sei como isso acontece, mas acontece. Existe cada milagre por aí que se contar detalhes Deus e o Diabo vão duvidar.

Em São Paulo por exemplo, quando Dória era prefeito, tive a coragem de perguntar para o taxista que me transportava pela cidade, de como ele analisava a administração Dória. Ele foi categórico, "Dória não governa São Paulo. A cidade tá um caos de buracos e sujeira. Ele só sabe viajar e viajar para outros estados. Ele não governa aqui." Desde este episódio fiquei muito encucado com isso tudo que vem acontecendo. Dória é o modelo brasileiro de ditador de meia tigela. Gosta de mandar, gosta da farra, da baderna política, mas de serviço mesmo nada! E quando a coisa aperta, logo toma um jatinho e vai para os EUA, onde fica a vontade como a maioria dos críticos de esquerda nesse país. Defendem ditaduras da Venezuela, mas viajam para o país capitalista. Lógico, se nem nas periferias eles vão depois de eleitos.

É cansativo saber disso, mas Rodrigo Maia e Dória almoçaram juntos, se reuniram para coisas maiores, com certeza para fazer um acordo, vendendo os nomes do partido em troca de votos para um candidato na Câmara. Queira Deus que ambos percam e sejam envergonhados em rede nacional pelas obras maquiavélicas. Isso é coisa demoníaca! Mais do que nunca Bolsonaro precisa vigiar e orar, e nós lógico o povo precisa cobri-lo de muita oração e apoio. Os ratos ainda tem dentes terríveis, garras afiadas e além de carregarem um veneno em si. 

O golpe está encaminhado, bem sob os cuidados de cada voto, dirigido por Rodrigo Maia e João Dória. Falta agora combinar com o povo.

por Josué Oliveira

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09 janeiro, 2021

ARTIGO: A falsa democracia das redes sociais

É uma realidade que o mundo vê e nega. Imagine você levantar da sua cama pela manhã depois de uma noite tão gostosa de sono, agradecer a Deus, e tomar aquele cafezinho esperto, e pegar seu celular e de repente vê que sua conta social desapareceu. Com ela fotos, vídeos, sua história, suas opiniões e tantos amigos que nem sabe como encontrá-los de novo.

Pois bem, essa é uma realidade que o mundo vem vivendo sob o domínio das redes sociais americanas do grupo Google, Facebook, Twitter, Youtube e por aí vai. O, ainda presidente da maior democracia do mundo e a mais rígida do Ocidente Donald Trump viveu essa semana o gosto amargo das ameaças que vinha sofrendo por parte das empresas que são proprietárias das plataformas de redes sociais e teve sua conta exluída no Twitter.

A justificativa do Twitter, ainda em inglês "After close review of recent Tweets from the @realDonaldTrump account and the context around them we have permanently suspended the account due to the risk of further incitement of violence." Traduzimos aqui para você compreender "Após uma análise cuidadosa dos tweets recentes da conta @realDonaldTrump e do contexto em torno deles, suspendemos permanentemente a conta devido ao risco de mais incitação à violência."

Minha preocupação não é defender Trump e outros que tiveram contas banidas, mas sim de analisar a situação que está virando moda com tanta intromissão nas liberdades dos indivíduos. Nem sempre há crime de fato, pode ser que ainda esteja por ocorrer, mas nunca se deve criminalizar alguém por algo ainda no futuro, e essa não é a prevenção sábia.

Infelizmente, o ambiente virtual das redes sociais está ficando um nojo, e digo que não é nem por que xingo, falo palavrões, nada disso. Não se pode dizer "ai" que já virou motivo de alguém apertar nos pontinhos e te denunciar como crime de ofensa, etc. Tá um nojo, pior que vômito azedo. As redes sociais cresceram em volume de clientes, em dinheiro, em importância, mas se apequenou nas liberdades individuais que são direitos universais. Entendo que, se não estou gostando de algo, não preciso deletar via denúncias, eu devo simplesmente não acessar e pronto. Todo crime deve e precisa ser combatido, mas não é o que estou vendo.

Portanto, eu aqui encabulado com essa justificativa "risco de mais incitação à violência", indagaria aos mesmos responsáveis pelo Twitter se não checaram nenhuma outra conta presidencial na américa dizendo que também era "risco de mais incitação à violência", e que na realidade houve violência? Por que a conta de Nicolás Maduro no Twitter é mantida ainda sabendo que mais de 50 países em todo mundo não congratulam com ele o título de presidente, visto que ele deu golpes sobre outros golpes, mantém presos políticos por desafetos, criou extrema violência em seu país, além de todo aspecto da fuga dos venezuelanos devido ao desemprego, fome, perseguição e monitora as redes sociais dos críticos de seu "governo"?

Pelas minhas contas, a democracia das redes sociais só garantem liberdades para alguns, e esses alguns precisam falar a mesma língua dos donos das plataformas e de algumas regras criadas pelos Estados e ou Países, que na verdade não representam o povo em si. Essa é a democracia digital, onde a censura é aplaudida e o crime não ocorrido já é punido antes mesmo da Justiça que deve coibir e punir crimes cibernéticos. É onde você não anda, mas navega e tudo é policiado para o "block" e além das denúncias vazias. Faltam critérios para essa nova onda democrática, que me parece ditadora e sorrateira da real liberdade.

Essa democracia pregada nas redes sociais por parte dos diretores, donos das grandes empresas pode caminhar para um campo minado, para uma explosão no sentido do chiado popular e da desvalorização das próprias marcas já consolidadas no mercado. As empresas de mídias sociais europeias e asiáticas estão de olhos bem abertos para ocupar essa lacuna aberta pelas redes sociais de domínio americano. 

No Brasil não faltou Boletim de Ocorrência por essas insanidades cometidas pelas redes sociais que baniram perfis de diversos usuários sem que eles tivessem seus direitos de defesa garantidos. Pelo caminhar veloz dessa nova fórmula, em breve os tribunais estarão sujeitos a serem julgados por um sistema mais perverso que podem imaginar: as redes sociais. Print!

Por Josué Oliveira.

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A PRIMEIRA TURMA DO STF CONDENOU FERNANDO JUNQUEIRA FERRAZ FILHO POR ATO DE 8/1; PENA CHEGA A 14 ANOS DE PRISÃO

Sob relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, o STF condenou o leopoldinense Fernando Junqueira Ferraz Filho a 14 anos de prisão, sendo 12...

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