Sou contra o Lockdown porque as medidas de voltar aos decretos anteriores provam, tanto aqui como em muitos outros lugares no Brasil e no exterior que tais medidas são boas no papel. Na prática o povo faminto, doente, sem emprego e com a cabeça perturbada pelo sistema sempre fez, faz e fará coisas absurdas para não morrer às mínguas.
Estamos há mais de 90 dias com inúmeras restrições e a cada dias as autoridades estão perdidas.
Cadê os leitos que estavam sendo construídos no Hospital? Já estão em funcionamento?
Onde o dinheiro da primeira parcela de ajuda aos municípios está sendo aplicada? Vai pintar pontes? Ruas, ou reparar as praças? Ah, pode ser que esse dinheiro ajude alimentar as esperanças dos que irão disputar eleições este ano. Afinal de contas, o brasileiro é o grande problema do Brasil. Estamos indo para o buraco e tem gente ajudando a empurrar.
Cadê os vereadores da situação e da oposição? Onde estão os pré-candidatos a vereador e prefeito? Estão no silêncio também só para facilitar pedir votos daqui alguns dias?
Sou contra o Lockdown porque isso tudo que está acontecendo são resultados de políticos eleitoreiras, obras que aparecem no período que antecede as eleições e que morrem após. Ficam paradas.
Cada a UPA? Lembram das promessas e das áreas que ela serviria?
Cadê o SISUM? Funciona plenamente?
Cadê as UBS dos bairros? Estão corretinhas e com médicos?
Lockdown é a sepultura dos falidos, e a agonia os que ainda resistem essa quarentena de araque. Coisas inúteis, decretos dúbios, desobediência civil e incapacidade política, realmente Leopoldina falta pouco para ser enterrada. E que seja enterrada as políticas erradas feitas, aquelas dos "Eles e Nós", ou do "Nós contra Eles". Isso faliu a Athenas da Zona da Mata. Acabou com nossa emergente história, faliu políticos, professores, alunos e gente que trabalha anonimamente.
Lockdown não! Quando se perde a simpatia popular, só restam os gritos e os riscos fortes da caneta, e a esperar o batido do martelo da justiça, que antes era lerda, cega, agora praticamente morta de vez.
por Josué Oliveira - Pastor ICED


















