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21 maio, 2017

A fumaça das eleições diretas com PT, Lula e o Brasil


Olá gente! Que turbilhão é este que nos cercou nos últimos dias? Lá vem bomba, podem esperar, ao menos é o que observo dessa perspectiva que abordarei neste post.
Pois bem, depois da delação dos donos da JBS, o bicho andou solto em Brasília e o circo está pegando fogo pra não dizer apenas que a casa tá caindo sobre a cabeça da nossa república. O atual presidente Temer e o ex-governador aqui de Minas Gerais, Aécio Neves estão sob a mira da Polícia Federal, Ministério Público e Supremo Tribunal Federal, já com acusações graves sobre compra de testemunhas, embaraços à Justiça, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, desvio de função, etc. Mas tudo isso aí é problema que surgiu depois já de tanta coisa ter saído sobre os dois em questão, só que desta vez, há gravações mostrando o quando o país está afundado no mar de lama, barrenta, suja e praticamente ‘ilimpável’.
Acontece que, assim que as gravações que comprometem Temer saiu na imprensa, logo apareceu uns pseudos oportunistas de plantão, ligados a Lula, Dilma, PT e companhia tratando de um tema que até parecia interessante, o de “Eleições Diretas Já”. Normalmente esse tipo de eleição só ocorreria em 2016 ou apenas o ano que vem, 2018. Pelo sistema atual seria assim. Só que como a Constituição só prevê eleições diretas em até dois anos de mandato, e o que ocorrer sobre o tempo restante só poderá ocorrer eleições indiretas, ou seja, eleições realizada pelo Congresso = Câmara + Senado. Voltando ao assunto dos oportunistas, eles começaram com idéias que realmente levavam todos a olhar a necessidade de mudar geral, mas aí é que comecei a pensar: “Se a oposição começou a falar nisso, porque estou concordando com eles?” – então vi que minha concordância era alimentada pela necessidade medíocre, sendo que minha razão precisava sobressair aos falsos argumentos em questão.
Para facilitar o negócio, muitos senadores e deputados querem alterar a Constituição às pressas, fazer essa mudança e dar logo uma cara de que houve um processo democrático. Só que não! Burlar as regras para favorecer grupos ou prejudicar grupos políticos não faz parte do viés democrático. Com esse ato de “Eleições Diretas Já”, fica muito claro que, com as situações de PMDB e PSDB afundados na lama, tanto quanto o PT, a última carta do jogo que ainda não afundou no conceito de uma parcela da população é o nome do ex-presidente Lula. Incontestável por muitos e contestado por mim.
Independente do que eu acho sobre suas atitudes e escolhas, ele foi bom até ficar tudo ruim. Quando tudo ficou ruim, ficou claro que houve muitas falcatruas por todos os lados, gente ficando ricas às custas da desgraça de uma nação de mais de 200 milhões de habitantes. Mesmo assim, ainda há uma parcela significativa de gente que se sente no dever de honrá-lo dando votos e o fazendo presidente de novo. Que seja para acabar de vez com os últimos centavos da previdência, da Petrobrás e do BNDS que são do povo brasileiro, não dos amigos.
A fumaça das “Diretas Já” revela que os interesses da oposição ao governo Temer precisam ser observadas, e porque então? Veja bem: É a única chance de Lula sair candidato à presidência livre de processos é agora, o ano que vem ele poderá estar sendo julgado na 2ª instância e ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, isso claro, já vai cumprir pena também. Então, como Lula não é bobo e disso todo mundo sabe, é melhor que mudem a Constituição, convoquem eleições diretas agora e ele se safa. Mas como se safar? Sim. Ele se safa por que uma vez eleito seu processo vai parar, pois, a probabilidade de sua eleição é grande e com isso, sendo eleito presidente, um presidente não poderá ser julgado por nada estranho ao seu mandato. Pois bem, aí entra as eleições normais de 2018 e ele candidata e ganha, aí só em 2023 é que ele ficaria livre para ser julgado nos processos que correm contra ele este ano. Viu como são as coisas? Se Lula pensa que sabe tudo, já desvendei um pouco das suas teses e no mínimo agora é informar o povo para cobrar de seus deputados e senadores para que a Constituição seja mantida.
Pois bem, aí vão me questionar: “Mas o mandato agora não é contínuo, ou sem reeleição?” Acho que continuar concorrendo é reeleição, mas o STF é cheio de normas nada claras. Já vasculharam essa tese aí, e ficou claro nas decisões que, cumprimento de mandato tampão não é o mesmo que cumprir a integralidade do mandato, portando, Lula poderia ser eleito agora em uma eleição direta e voltar a ser reeleito em 2018. É um fiasco gente, mas isso tudo é possível.
A verdade é que nossos políticos não tem representado o povo em decisões de impacto financeiro e social. Mas é melhor para o país a eleição indireta à direta, isso porque a finalidade de Lula e o PT é que ninguém nunca saiba dos rombos escondidos, dos tesouros que poderiam mudar nossa nação, mas que foram parar no exterior, alimentando contas dos amigos e de muita gente que nem é brasileira. Tem dinheiro nosso que foi usado para financiar campanhas de ditadores em vários países, os tais são ditos como amigos de Lula e Dilma.
Pois é, entre os males possíveis, um pode acontecer entre os próprios parlamentares, é a debandada de gente pro lado do Lula, assim, mudam a Constituição, o Lula candidata, ganha, e com Lula no poder, haverá proteção pra todo mundo. O negócio é parar a Lava-Jato e Lula está disponível, e para isso conta com os votos de seus eleitores, mesmo que ele mate, roube, e ou faça coisas que prejudicam a nação, mas dando bolsas pra todo mundo é o suficiente, já basta pra votar no companheiro.
Assim segue a fumaça das “Diretas já”sobre o aspecto que vejo a política brasileira. Logo mais volto falar sobre outros assuntos interessantes, aguardem.
A fumaça sempre impedirá as pessoas de verem o longe, ela embaça e causa o mal inesperado.

Josué Oliveira

03 maio, 2017

Judiciário fraco e dividido, população em riscos

José Dirceu / Foto Bol Notícias
Nos últimos dias tem sido observado de perto pela sociedade alguns fatos envolvendo o Supremo Tribunal Federal, a Lava-Jato, Procuradores, Ministério Público e acusados nas investigações.
Por um lado temos aqueles que querem o pleno exercício e manter a prisão de investigados e condenados, é o caso do Juiz Sérgio Moro, Ministério Público e Procuradores e do outro lado, temos o Supremo Tribunal Federal que, oposto ao que os demais órgãos tem justificado, tem dado pareceres bem diferentes.
Os pareceres que tem mais gerado desconforto em toda a sociedade tem envolvido nomes como o de Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, ambos ministros da primeira turma do STF. Porém, outros ministros também estão engrossando o caldo em torno de liminares e sentenças com justificativas fora de sintonia a outros fatos bem menos graves no próprio STF. Pelo visto, por se tratar de gente envolvida com política e por serem até então, de uma elite que mais prejudicou o país nos últimos 15 anos - mas poderosa -, as decisões podem gerar muito mais desconforto com as divisões de pareceres no próprio STF.
Nesta terça-feira dia 2, a segunda turma do STF julgava um pedido de liberdade do petista e ex-ministro José Dirceu que está preso desde 2015, há quase 2 anos. Porém, mais cedo, a força tarefa da Lava-Jato apresentou mais denúncias contra José Dirceu e outras pessoas, reforçando a tese de que a soltura dele não poderia ocorrer. Os procuradores disseram que Dirceu mesmo depois do julgamento do mensalão e na prisão, ainda sim recebia propinas. Na decisão da segunda turma, apertada a votação, os Ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowiski e Gilmar Mendes votaram pela liberdade do petista, contrariando o voto do relator Édson Fachin e de Celso de Melo.
Protestos contra Gilmar Mendes após dar
liberdade a José Dirceu nesta terça 2/5/2017
Foto: Folha Uol
Após a decisão dos ministros que lograram a soltura de José Dirceu, dezenas de pessoas protestaram em frente o STF. Conforme exibido nos principais canais de televisão e jornais, o alvo principal foi Gilmar Mendes, e isso pode ser observado a partir de várias opiniões emitidas por ele nos últimos meses, dando a entender que mudou de opinião e de lado. Gilmar Mendes que antes questionava, repelia, ultimamente tem se reunido com frequência com políticos acusados e investigados em várias operações, dando margem para acusações de estar atualmente manipulado devido as suas decisões.
Com esta decisão no voto de desempate, Dirceu voltará para casa. Porém, os protestos e questionamentos espalhados pelo país com a decisão, mostram a fragilidade do judiciário e que as argumentações estão bem distantes da realidade que a maioria dos presos estão vivendo. Certo que, eles não tem os mesmos advogados e trâmites que em pouco tempo possam ser julgados e obtenham a liberdade com os votos destes mesmos ministros. Há que roubou uma lata de cerveja, uma galinha e está pagando na prisão por um tempo relativo a um assassinato, algo incoerente. Portanto, o Judiciário com essa decisão ficou mais fraco, dividido e a população brasileira fica sobre os riscos da impunidade, afinal, nem o STF tem mais a soberania da credibilidade final nos processos, lá a contaminação começa nos porões de reuniões muito estranhas. Que se diga, nem todos ministros se entregam a estas coisas estranhas à função no Judiciário. Deveriam ser mais reservados e emitir decisões judiciais, não políticas.
Desde a Ação Penal 470, que julgou o Mensalão, o STF se tornou um novo recinto político dos três poderes. Decisões e indicações ao STF mudaram a realidade do Judiciário, não é mais imparcial e nem livre para julgar, está sob suspeita.

Por Josué Oliveira - Leopoldina News

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