De posse da palavra, o prefeito fez inúmeras colocações que embasam suas decisões para a não reabertura de igrejas, bem como pediu encarecidamente a colaboração dos pastores e lideranças presentes pela não abertura dos templos conforme os decretos baixados no município e as recomendações do Ministério da Saúde e do governo do Estado. Algumas das justificativas apontadas, trata que a cidade é cortado pela maior rodovia do país, a BR 116 tendo que lidar com pessoas de fora do município, que em trânsito, infectados e entrarem em contatos na cidade podem aumentar as chances de contágio no município. Outra abordagem trata da quantidade disponível de leitos e respiradores para tratamento do COVID-19 em Leopoldina, mostrando que atualmente a cidade tem 7 respiradores e praticamente todos ocupados em uso e aguardando outros 5 para ampliar o setor de tratamento.
Diante dos expostos, o prefeito pediu que os pastores intensifiquem suas orações, reconhecendo os trabalhos religiosos na cidade, mas pediu para que não reabram, citando o caso ocorrido na cidade Cataguases, onde um pastor faleceu em decorrência do COVID-19. Para o prefeito, a fé não se sobrepõe à ciência e nem a ciência à fé, mas que ambas caminham juntas pela solução dessa Pandemia do Novo Coronavírus.
Citado por algumas lideranças sobre a reabertura de igrejas mesmo com as proibições, o prefeito afirmou que cabe denunciar. "Se encontrar comércio, bares ou igrejas, denunciem a Polícia" - e garantiu que aumentará as fiscalizações em toda cidade para que não haja contágio diante das peculiaridades do município. O prefeito também afirmou que o número baixo de fiscais dificulta o sucesso a fazer cumprir as regras no município.
O mandatário garantiu que fará todos os esforços para garantir o melhor aos cidadãos leopoldinenses e que luta contra a desigualdade social que é visível neste momento, visto que quem tem planos de saúde acabam sendo colocados em privilégio (na frente), e que seus argumentos tem sido distorcidos por forças políticas na cidade aproveitando o momento difícil. Para o prefeito, ele tem certeza que nenhum dos presentes ali na reunião teria o direito de usar um respirador diante de tanta desigualdade social. O dinheiro é tudo para muitas pessoas.
Questionado pelo blog Leopoldina News sobre a quantidade de respiradores necessários ao município de Leopoldina, visto que recebe uma rodovia federal de grande movimentação e além de abarcar outras cidades para tratamento de pacientes, o prefeito não soube especificar um número preciso. Porém afirmou que para cada grupo internado que usam os respiradores, seja necessário outros idênticos livres. No caso atual, a cidade conta com 7 respiradores e passará para 12 em breve, portanto, deverá manter 50% livres. E todas as vezes que o número de equipamentos livres for menor que esses 50%, a cidade terá mudanças nas regras conforme as recomendações do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.
Uma nova reunião poderá ocorrer em breve para discutir as providências a serem tomadas. Segundo o prefeito, vai estudar as propostas e que outras reuniões com as equipes de trabalho ocorrerão visando o melhor pra população.
Também participaram das reuniões os vereadores Pastor Darci Portella, Elvécio Barbosa e Kélvia Raquel, além do membro do Comitê de Enfrentamento ao Covid-19, Vinícius Franzoni Barbosa Ferreira e do Secretário de Gabinete Luiz Augusto Cabral.
Fonte: Leopoldina News
