Os dados econômicos do primeiro ano do terceiro mandato do presidente Lula segue um clima de incertezas, insegurança e um clima político-fiscal-jurídico que pode acabar em maus lençóis.
A realidade sobre a empregabilidade é a principal demonstração de que "os números apontam para problemas nos próximos meses", visto que, o último item da recuperação econômica é o emprego, e quando este é o primeiro a sofrer danos, certamente o poder econômico da população se torna comprometido por um prazo inimaginável.
Exemplifico os números de dezembro de 2023 sobre a situação do emprego em Leopoldina. Os dados do Caged apontaram uma queda na geração de empregos, deixando a cidade com 12 vagas negativas em pleno período natalino, onde geralmente as contratações aumentam. Comparando com dezembro de 2022, ano em que o saldo foi positivo em 19 vagas, uma diferença de 31 vagas.
Quando analisado os números de 2022, ano em que o município fechou com 229 vagas a negativas, enquanto 2023 o saldo foi positivo em 322 vagas, uma diferença de 551 vagas. Apesar do saldo positivo, os números começaram a cair desde julho de 2023, passando de 117 a -12 vagas em 6 meses.
Outro número que os dados de 2023 apontam que das 322 vagas positivas no ano, apenas 57 eram de mulheres (17,7%), enquanto 265 eram homens (82,3%). Os dados de 2023 são antagônicos a 2021, quando o saldo foi positivo de 520 vagas, com 248 homens (47,7%) e 272 mulheres (52,3%),
A nível nacional, os dados poderiam ter sido melhores. O saldo de 1.483.598 carteiras asseguradas foi menor, visto que o tombo ocorrido em dezembro de 2023 foi de 430 mil vagas fechadas. Os números se assemelham aos ocorridos em dezembro de 2022, onde 455 mil vagas foram fechadas. O cenário de desconfiança nas vendas, dificulta a geração de empregos e renda.
Em 2020, ano da crise mundial do coronavírus, o país ficou com 191.943 vagas negativas, o que foi trabalhado nos anos subsequentes e houve recuperação. Confira:
2020: -191,943 vagas
2021: 2.780.155 vagas
2022: 2.013,261 vagas
2023: 1.483.598 vagas
Os dados de 2023 no primeiro ano do governo Lula foram 26,3% menor que o registrado no último ano do governo de Jair Bolsonaro.
Economistas e especialistas apontam que o endividamento da estrutura pública brasileira, o aumento da carga tributária e a criação de novos impostos vão minar aos poucos os investimentos que geram empregos. Ao mesmo tempo, a fuga de investidores estrangeiros é a principal ação que atrapalha ações de grandes empresas que geram milhares de empregos no país, o que acabe pesando ainda mais na baixa geração de empregos.
Outro aspecto da geração de empregos em queda tem relação com a produção que encareceu, o consumo que baixou de forma significativa e o fim das isenções fiscais para diversos setores, o que elevou custos novamente. Um aspecto ainda não aproveitado pelo governo é a baixa do dólar americano, moeda principal utilizada pelo Brasil nas negociações internacionais, seguido pelo euro.
Fonte: Leopoldina News com dados do CAGED, por Josué Oliveira
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