Em reunião nesta quinta 29/11 da Equipe Técnica do PAC - Programa de Esgoto Sanitário Córrego Jacareacanga, que são por finalidade tratar o esgoto da bacia do córrego, representantes de bairros, entidades, funcionários da prefeitura e vereadores se fizeram presentes no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira, Antigo Fórum no centro da cidade onde foi falado sobre o andamento das obras da canalização do esgoto do Jacareacanga e as demandas em curso.
A Responsável Técnica Social Cyntia Iennaco de Moraes, que está cuidando da parte social de visitas domésticas, fazendo o intercâmbio entre a Empreiteira Infracon e a Prefeitura, disse que levando ao conhecimento dos moradores sobre a importância das obras que ainda vão durar mais alguns meses, possivelmente perto de 1 ano dentro do cronograma. Porém, com os desafios culturais e as demandas de algo além da canalização, tem contato com o apoio das instituições que poderão ajudar no processo.
Ao pedir uma síntese do andamento das obras o Engenheiro representante da Infracon Whashington Teodoro destacou que com o período das chuvas as obras obras se tornam mais lentas, dificultando sua agilidade, principalmente nos trechos onde não tem asfalto ou piso para deslocamento de máquinas e funcionários em trabalho. Teodoro ainda disse que as obras da canalização estão em torno de 42%, num cronograma que é de 22 meses, 12 meses já se passaram. Para o Engenheiro, o que tem facilitado o trabalho da empresa em Leopoldina é que em 11 anos de trabalhos em várias cidades, Leopoldina se destaca no trabalho participativo, algo que não visto por ele em outras cidades.
Já o representante da Prefeitura Municipal de Leopoldina, o Secretário Municipal de Serviços Urbanos José Geraldo Cevidanes, o Geraldinho fez questão de dizer que há um processo de obras e que ele é lento e não tem como correr pois é muito complexo as etapas. Geraldinho disse que a maior parte da população ainda não tem noção da importância dessa obra, mas que tem feito todos os esforços para amenizar o caos como poeira, sujeira e fazendo a limpeza para evitar outros problemas. Ainda em sua fala, afirmou que se tem um problema sério a ser resolvido que é do tratamento do esgoto e do lixo. Expressou que a concessão da construção do bairro Jardim Bela Vista deveria ter sido feita com a construção da estrutura para tratar o esgoto, e ainda disse que atualmente todos os condomínios em construção e a serem construídos em Leopoldina terão que ter estação de tratamento própria.
Geraldinho ainda disse que é importante que a população não jogue o lixo no córrego e em locais que podem ser levados pelas chuvas. Segundo ele, a chuva forte ocorrida na cidade na segunda-feira 26/11 levou muito lixo para as proximidades da cachoeira. Para o Secretário esse lixo já deveria ter outro destino há muito mais tempo em Leopoldina, destacando suas iniciativas em anos anteriores de implantar o tratamento de lixo na cidade e sem sucesso.
Por dia são coletados 35 toneladas de lixo, e o Secretário afirmou, ainda que se trabalhasse 24 horas por dia, não daria conta, visto que a população ainda insiste em jogar lixo, móveis velhos e entulho em lugares inapropriados. Para ele, o modelo usado na cidade de Ubá onde existem carrinhos na área central e carroças cadastradas para coletar os lixos e levar a uma central facilita o processo. Geraldinho disse que visitou várias cidades no Estado ficou empolgado com o gerenciamento do lixo na cidade ubaense feito por apenas uma empresa, e vê com bons olhos esse projeto para Leopoldina.
Ainda com relação ao lixo, diversos participantes destacaram a importância de haver uma iniciativa do poder público para resolver esse problema. São muitas reuniões, o problema é antigo, as pautas as mesmas e as soluções nunca são colocadas em prática.
Para o Pastor Josué Oliveira, muito se questiona sobre a periferia da cidade, cheia de lixo ali descartado pelos moradores. Porém, em uma passagem pela famosa "Volta da Cobra" na estrada que liga a cidade ao distrito de Abaíba, ali foram encontrados lixos como isopôs, travas de nilon, caixas de produtos novos, e que na sua visão eram oriundos de alguma residência de pessoa bem postada financeiramente ou de alguma loja, indo na contra-mão de que o lixo é coisa de pobre sem educação. Ao ouvir as colocações, o Secretário de Serviços Urbanos destacou que a área central é mais complicada para descartar o lixo, pois jogam tudo na lata de lixo ou em sacos de lixo, sendo por ele dito que até cabeça de porco colocaram para o lixeiro levar, fato este que gerou um grande transtorno de odor no centro da cidade - causando apreensão aos participantes.
A Responsável Técnica Social Cyntia Iennaco se mostrou bastante preocupada com a participação da população nas reuniões e chamadas ocorridas durante as obras. Ela destacou que em uma fase da obra, foram convidados cerca de 100 moradores de um trecho onde estariam ocorrendo as obras e que só apareceram 4 pessoas na reunião. Cyntia também destacou o apoio das Igrejas Evangélicas, Católicas e Escolas em abrir espaços para ser apresentados o projeto, falar da importância dele na saúde da população. Ainda disse que no início do ano letivo de 2019, as escolas da área beneficiada receberão visitas e provavelmente nelas ocorrerão reuniões e até mesmo uma Audiência Pública.
Uma nova reunião será marcada onde os próximos passos serão discutidos pelo Comitê Jacareacanga.
Fonte: Leopoldina News atualizado em 10/12/2018











