A menos de um mês do fim de seu mandato, oprocurador-geral da República Augusto Aras avalia que, em meio às investigações que atormentamJair BolsonaronoSupremo Tribunal Federal, o Plenário da Corte máxima deverá ‘em algum momento’ decidir sobre o foro privilegiado do ex-presidente - alvo de uma série de inquéritos como o das milícias digitais e o do esquema de venda de presentes e joias sauditas.
Em entrevista em vídeo ao portal Metrópoles, nesta quarta, 30, o PGR sustentou que a eventual decisão do Supremo sobre o foro de Bolsonaro poderá arrastar os casos que envolvem o ex-presidente para a 1ª instância judicial, inclusive com anulação de provas.
“Se existir foro, os atos praticados podem ser considerados válidos. Ou o Supremo pode dizer que não existe foro, os atos terem sido praticados, em tese, por um juiz incompetente, e nesse aspecto o STF poderia invalidar todos os atos praticados, como fez no caso da Lava Jato quando o juiz Sérgio Moro foi tido como impedido e suspeito e, com isso, houve invalidação de todos os atos”, anotou.
A manifestação que dá algum alento a Bolsonaro se dá na véspera do depoimento do ex-chefe do Executivo à Polícia Federal no inquérito das joias.
Desde 1º de janeiro, quando deixou o Palácio do Planalto, Bolsonaro perdeu o foro especial. Seus aliados questionam porque as investigações que o cercam permanecem sob o guarda chuva do STF, mais precisamente no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, alvo principal de hostilidades do ex-presidente e de seus apoiadores.
Uma eventual saída dos autos das mãos de Moraes, relator dos inquéritos que atingem o ex-chefe do Executivo, poderia servir como uma ‘tábua de salvação’ para o ex-presidente, segundo investigadores.
Como mostrou oEstadão,o Supremo pode mudar a posição atual sobre o foro por prerrogativa de função em meio à discussão do caso Bolsonaro. Há a possibilidade de a Corte máxima retomar o entendimento de que, quando uma ação for iniciada no STF, devera seguir na Corte mesmo se o investigado perder o foro privilegiado.
Na entrevista publicada nesta quarta, Aras se referiu a uma manifestação da ex-vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo sobre o foro de Bolsonaro. Para reforçar seu raciocínio ele exumou a Lava Jato, enterrada após o Supremo reconhecer a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro.
“A dura realidade é que, quando nós aceitamos, sem o registro formal, jurídico-processual, eventuais atos que possam ser questionados, nós precisamos dimensionar resultados. É evidente que, em seis anos da Lava Jato, poderiam não ter representado para todas as instâncias a compreensão de que ao final tudo estaria derrubado por força de ilegalidade”, indicou.
Ao se referir especificamente ao imbróglio Bolsonaro, o procurador o chamou de presidente. “No particular, não é momento de falar em legalidade ou ilegalidade das investigações do presidente Bolsonaro. Se a colega (Lindôra Araújo) já se manifestou pela ausência de prerrogativa de foro, logo pela incompetência do magistrado, é o Plenário da Suprema Corte que irá decidir. E ao decidir, terá a possibilidade de sanear eventuais vícios porventura existentes”, disse.
A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria de votos, negar a aplicação do princípio da insignificância ao caso de dois homens condenados pelo furto de um macaco de carro, dois galões para combustível e uma garrafa contendo óleo diesel, avaliados em R$ 100.
Nos termos do posicionamento do ministro Cristiano Zanin – que gerou debate nas redes sociais – os ministros entenderam que a não aplicação do princípio da insignificância ao caso está em linha com a jurisprudência da Corte máxima.
De outro lado, seguindo um voto médio do ministro Alexandre de Moraes, a maioria do colegiado acabou por livrar um dos réus da cadeia – converteu a pena de prisão imposta ao condenado em medida alternativa, como multa, serviços comunitários ou limitações no final de semana. A nova punição ainda vai ser estabelecida pelo juízo de primeiro grau.
Um dos acusados foi sentenciado a 10 meses de reclusão, mas a pena já havia sido substituída por outras medidas restritivas de direitos antes de o caso aportar no STF. O segundo réu pegou dois anos e 26 dias de reclusão, em regime semiaberto, mas agora ficará livre do cárcere por ordem da Corte máxima.
O julgamento do caso, finalizado na sexta-feira, 25, teve um placar apertado. Zanin e o ministro Luiz Fux votaram por negar a aplicação do princípio da bagatela ao caso, apenas. Para eles, não era possível absolver os réus por ‘insignificância’ do crime, em razão de se tratar de um furto qualificado e por envolver a ‘reincidência em crimes patrimoniais de um dos acusados’.
Nas palavras de Zanin, os acusados ‘aproveitaram-se do repouso noturno para, mediante escalada’ apropriarem-se dos bens. À época, um dos réus cumpria pena por outro crime de roubo. “Tais condutas denotam total desprezo pelos órgãos de persecução penal, como se as suas condutas fossem criminalmente inalcançáveis”, anotou o ministro recém indicado por Luiz Inácio Lula da Silva ao STF.
A ministra Cármen Lúcia abriu divergência, após ver espaço para aplicar a ‘insigificância’ ao caso e absolver os réus. “Apesar de o crime ter sido cometido durante o repouso noturno, por escalada e em concurso de pessoas, a completa inexpressividade econômica dos bens subtraídos, os quais foram restituídos à vítima, atrai a incidência do princípio da insignificância ao caso”, apontou.
Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes também discordou do relator, mas em voto média: indicou que não era possível afastar o ‘nível de reprovabilidade’ do crime, com a aplicação do princípio da bagatela, mas apontou ‘constrangimento ilegal’ quanto ao modo de cumprimento de pena imposto a um dos acusados. O posicionamento foi acompanhado pelo ministro Luís Roberto Barroso.
A avaliação de Alexandre é a de que a imposição do regime inicial semiaberto para o réu condenado a dois anos de prisão no caso ‘colidiu com a proporcionalidade’. Segundo o ministro, deveria se aplicar um regime de cumprimento de pena que se adaptasse melhor com as circunstâncias do crime, que não gerou ‘qualquer lesão ao patrimônio da vítima, uma vez que os bens foram restituídos’.
“Diante desse quadro, e considerando que os vetores para a substituição da pena são basicamente os mesmos para o estabelecimento do regime prisional, entendo que é igualmente cabível a conversão da pena privativa de liberdade por restritiva de direito”, anotou.
A base do governo no Senado Federal vem se movimentando junto à oposição para que a Lei da Alienação Parental saia de vigor. Para isso, senadores do PT e de partidos aliados vêm apoiando um projeto de lei de autoria de Magno Malta (PL-ES) e relatado por Damares Alves (Republicanos-DF).
A proposta revoga integralmente a legislação sobre o assunto. O fato chama atenção, já que os dois parlamentares são adversários dos petistas e contrários às pautas do partido.
Criada em 2010, a Lei da Alienação Parental tem como intuito impedir situações em que um dos pais procura afastar o outro do convívio com os filhos. No entanto, para Magno Malta, a legislação dá brecha para que “pais abusadores consigam obter a guarda dos filhos, o que coloca o menor em perigo”.
Essa também é a justificativa da senadora Damares Alves. Durante a leitura do relatório na Comissão de Direitos Humanos, onde o texto foi aprovado na última semana, a parlamentar afirmou que revogação da lei é um tema que se encontra amadurecido, por isso vem sendo “defendida por diferentes correntes políticas que integram o Parlamento”.
Dentro do PT, o entendimento é que a lei, relatada à época pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), está sendo usada de forma divergente da sua intenção inicial e que o melhor mesmo é sua revogação para que o debate volte a acontecer.
No mês passado, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) também se posicionou contrário à lei, durante audiência pública ocorrida na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Questionado sobre o apoio do PT ao projeto, Magno Malta comemorou. “Não se trata apenas de uma questão política, mas sim de uma causa que transcende as divisões partidárias. É importante que toda ação em prol das crianças, seja no âmbito moral, psicológico ou físico, seja valorizada e incentivada, independentemente da sua origem política”.
Já o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o Palácio do Planalto não tem “objeção à aprovação deste projeto”, que em breve será encaminhado para apreciação em plenário, já que o texto segue posição do Conselho Nacional de Saúde e da Organização Mundial de Saúde.
Lei de Alienação Parental
A Lei da Alienação Parental nasceu com o objetivo de coibir que um dos genitores das crianças e adolescentes desqualificasse o outro ou dificultasse o convívio para afastá-lo dos filhos.
No entanto, a discussão para a revogação da lei surgiu depois de algumas mães afirmarem terem perdido a guarda de seus filhos depois de relatarem às autoridades suspeitas de maus-tratos sofridos sob os cuidados dos pais e esses usarem a Alienação Parental para rebater as acusações.
Essas denúncias chegaram ao Senado, que criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para debater o assunto.
A CPI dos Maus Tratos, iniciada em 2017, investigou casos de violência contra crianças e adolescentes e apresentou, em 2018, um projeto de lei para revogar a legislação. O texto, porém, acabou arquivado.
No início deste ano, Magno Malta, que presidiu a comissão de inquérito, apresentou esse novo projeto já aprovado na Comissão dos Direitos Humanos do Senado, com o mesmo intuito.
As temperaturas devem permanecer baixas neste final de semana na região de Leopoldina. Segundo portais nacionais e internacionais pesquisados pelo blog Leopoldina News com imagens de satélite, a frente fria que chega ao Rio Grande do Sul resultará também em mudanças em toda região sul e parte do sudeste do Brasil.
A temperatura mínima pode chegar a 14° no fim de semana, enquanto a máxima em 31º, porém com chuvas previstas que podem ocorrer entre sábado (19) e terça-feira (22). A probabilidade de chuvas fica em 90% no sábado, reduz a 80% domingo, 67% na segunda e 90% na terça, com volumes de 12mm, 25mm, 10mm e 5mm respectivamente.
Com a mudança do clima no sul em razão de um novo ciclone, nuvens que são impulsionadas pelos efeitos de baixa e alta pressão vão trazer muitas chuvas entre sul e parte do sudeste.
São 6 movimentos presentes em torno do Brasil já nesta sexta-feira (18). Ao oeste da América do Sul, no Oceano Pacífico e outro ao leste ao lado do litoral brasileiro, os efeitos de alta pressão ajudam a impulsionar as nuvens mais altas e carregadas com efeitos em direção ao país. Ao mesmo tempo, 4 fenômenos de baixa pressão, 2 próximos de Buenos Aires na Argentina, 1 entre o Paraná e São Paulo e outro na Bolívia, bem próximo ao Acre, Mato Grosso e Rondônia. Os efeitos de baixa pressão podem gerar danos mais perigosos onde ocorrem devido as descargas elétricas, ventos, granizo e as rajadas de ventos.
Por unanimidade e sem ressalvas, a Câmara Municipal de Leopoldina aprovou a gratuidade no transporte público coletivo de passageiros em Leopoldina. A instituição do “Programa Tarifa Zero” foi aprovada na sessão ordinária, realizada no dia 15 de agosto de 2023.
De iniciativa do Poder Executivo, o Projeto de Lei nº 55/2023 esclarece que a concessão da gratuidade tarifária está em consonância com os princípios, as diretrizes e os objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana, instituída pela Lei Federal nº 12.587/2012.
O referido projeto estipula que o serviço de transporte público coletivo municipal de passageiros será prestado pelo período inicial de 2 anos, por empresa contratada em processo licitatório, a qual deverá apresentar relatório mensal, contendo a quilometragem percorrida e o número de passageiros transportados diariamente por cada veículo utilizado na prestação dos serviços.
A futura empresa contratada terá o prazo de 90 dias após a assinatura do contrato para adequar seus veículos às exigências legais, os quais somente poderão ser utilizados na prestação dos serviços se apresentaram condições adequadas de segurança e trafegabilidade em vistoria realizada de acordo com os critérios definidos no termo de referência da futura licitação.
A norma legal determina que a gratuidade das tarifas alcançará todas as linhas urbanas atendidas pelo serviço de transporte público coletivo municipal, respeitadas as rotas e horários definidos pelo Poder Executivo, que poderá ampliar a oferta de veículos e acrescentar novos horários em caso de aumento significativo da demanda. Caso a manutenção do programa se torne financeiramente inviável, o PL 55/2023 assegura que o Município retorne com a cobrança das tarifas.
Atualmente o transporte coletivo municipal está sendo realizado de maneira excepcional, por meio de um contrato emergencial, em razão da interrupção das atividades no início do ano, cujo término está previsto para início do mês de setembro. Hoje a tarifa de ônibus está fixada em R$ 3,50 (três reais e cinquenta centavos).
Com a finalidade de obter informações junto ao Poder Executivo, a Câmara Municipal aprovou dois requerimentos de autoria do vereador Rodrigo Pimentel (PV).
O Requerimento nº 69/2023 encaminhou questionamento ao Chefe do Poder Executivo e ao Secretário Municipal de Saúde sobre o pagamento do piso nacional da Enfermagem. O vereador questionou se há uma previsão para que o Poder Executivo possa se adequar à Lei Federal nº 14.434/2022.
O parlamentar, através do Requerimento nº 72/2023, também indagou o Poder Executivo e a Secretaria de Saúde sobre a possibilidade da valorização remuneratória e melhores condições de trabalho para os auxiliares e técnicos de saúde bucal de Leopoldina, tendo em vista o baixo salário e a relevância dos serviços prestados.
Ao justificar sua iniciativa, Rodrigo Pimentel informou que já havia encaminhado essas solicitações ao Poder Executivo através de indicações que, até o momento, não foram atendidas. O vereador salientou que são importantes demandas que foram solicitadas em 2022 e reiteradas em 2023. Ele frisou que aguarda uma resposta do Governo Municipal, posicionando a Câmara acerca de uma previsão de quando serão implementadas essas melhorias remuneratórias aos servidores, que precisam tanto e que merecem pelos justos e relevantes serviços que têm prestado à comunidade leopoldinense.
Os Requerimentos nº 69 e 72 foram aprovados por unanimidade nas sessões ordinárias ocorridas nos dias 14 e 15 de agosto de 2023.
O pastor Dirlei Paiz, a cantora gospel Fernanda Ôliver e os influenciadores Isac Ferreira e Rodrigo Lima foram presos na manhã desta quinta-feira, 17, na 14ª fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal (PF). A ação busca colher provas para a investigação sobre o financiamento e a organização dos atos do 8 de janeiro em Brasília, quando a sede dos Três Poderes foram atacadas por radicais favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além deles, mais cinco pessoas foram presas. A Justiça expediu dez mandados de prisão endereçados para Distrito Federal (2), Goiás (2), Paraíba (1), Paraná (2) e Santa Catarina (3). Também houve busca e apreensão em sete Estados – Bahia, Distrito Federal, Goiás, Paraíba, Paraná e Santa Catarina.
A nova etapa da operação mira supostos incitadores da “Festa da Selma”, expressão foi usada como um código para o ataque às sedes dos Três Poderes. De acordo com a Polícia Federal, havia um grupo no Telegram intitulado dessa forma, com os articuladores do movimento.
“O termo Festa da Selma foi utilizado para convidar e organizar transporte para as invasões, além de compartilhar coordenadas e instruções detalhadas para a invasão aos prédios públicos. Recomendavam ainda não levar idosos e crianças, se preparar para enfrentar a polícia e defendiam, ainda, termos como guerra, ocupar o Congresso e derrubar o governo constituído”, indicou a corporação.
Febre Maculosa: Prevenção é sempre melhor. Secretaria de Saúde realiza operação para coleta de carrapatos.
No dia 15 de agosto de 2023, a Administração Municipal de Além Paraíba conduziu uma operação em colaboração com a Secretaria Municipal de Saúde de Além Paraíba e do município vizinho, Carmo – RJ, juntamente com o apoio da Gerência Regional de Saúde de Leopoldina (GRS Leopoldina), para realizar uma coleta de carrapatos na área do bairro Ilha Gama Cerqueira. Essa ação se deu em resposta ao relato de um indivíduo que veio a óbito devido à febre maculosa, suspeitando-se que ele tenha exercido atividades nesse bairro durante o período de incubação da doença. É importante ressaltar que o local não foi o único em que o trabalhador possivelmente entrou em contato com carrapatos durante esse período.
As atividades de coleta de carrapatos foram realizadas utilizando técnicas de arrasto e catação direta, e também foram obtidas amostras de soro de determinados animais. Essa abordagem teve como objetivo auxiliar nas investigações dos locais possivelmente infestados por carrapatos, em uma colaboração conjunta com o município de Carmo-RJ. As primeiras análises efetuadas pela Gerência Regional de Saúde de Leopoldina, no laboratório de entomologia local, confirmaram a presença de carrapatos do gênero Amblyomma. Estes exemplares serão encaminhados para a FUNED em Belo Horizonte na quarta-feira, 16 de agosto de 2023, para confirmar as espécies envolvidas e verificar se estão infectadas com a bactéria Rickettsia rickettsii, que é a causadora da febre maculosa. Essas ações de pesquisa e investigação de possíveis locais de infecção fazem parte das atividades regulares de vigilância da Febre Maculosa.
Conforme os resultados da pesquisa realizada em abril de 2023 no município de Além Paraíba, a espécie de carrapato predominante encontrada foi o Amblyomma sculptum, que é a principal espécie envolvida na transmissão da febre maculosa na região Sudeste do Brasil. Naquela ocasião, não foram identificados carrapatos infectados.
Reforçamos a importância de adotar medidas de prevenção e estar ciente dos sintomas associados à febre maculosa, conforme destacado na nota anterior.
Fonte: Prefeitura Municipal de Além Paraíba via Leopoldina News
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, definiu como um “equívoco grave” a possibilidade de descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Julgamento neste sentido foi retomado nesta quarta-feira (2) pelo tribunal e suspenso depois de quatro votos a favor da descriminalização. Segundo Pacheco, cabe exclusivamente ao Congresso Nacional discutir a questão, e uma decisão do STF não pode ser contrária à lei vigente.
— Houve, a partir da concepção da Lei Antidrogas, também uma opção política de se prever o crime de tráfico de drogas com a pena a ele cominada, e de prever também a criminalização do porte para uso de drogas — afirmou em Plenário nesta quarta.
Pacheco classificou a descriminalização, sem discussão no Congresso e sem criação de programas de saúde pública, como “invasão de competência do Poder Legislativo”.
— Ao se permitir ou ao se legalizar o porte de drogas para uso pessoal, de quem se irá comprar a droga? De um traficante de drogas, que pratica um crime gravíssimo equiparado a hediondo.
Ele cobrou dos ministros do STF a compreensão do papel da arena política e afirmou que o Congresso está “trabalhando duramente” pelo bem do país.
Piso da enfermagem
Rodrigo Pacheco abriu seu comunicado reiterando que a Advocacia do Senado Federal (Advosf) elaborará embargos de declaração em face da decisão do STF de suspender a eficácia do piso nacional da enfermagem. Para ele, o recurso é uma “afirmação de cunho político” em defesa das decisões do Congresso. O presidente do Senado salientou que o Legislativo tomou a opção de fazer justiça aos profissionais de enfermagem.
— Uma lei concebida no Congresso Nacional, da forma como foi o piso nacional da enfermagem, não é razoável que possa ser revista no âmbito do Poder Judiciário — disse.
Os embargos de declaração servem para esclarecer pontos contraditórios ou obscuros e corrigir omissões de uma decisão judicial proferida em última instância. No caso do direito civil, podem também servir para corrigir erros. Em julgamento encerrado no início de julho, o STF decidiu que o piso nacional da enfermagem para o setor público deve ser pago pelos estados e municípios apenas na medida dos repasses feitos pela União para esse fim. No caso do setor privado, o pagamento do piso ficará sujeito a negociação coletiva, e a lei será aplicada integralmente apenas se não houver acordo dentro de 60 dias (a contar da data da publicação da decisão).
Apartes
Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) saudou a posição de Pacheco de contestar a decisão pelos meios legais e “abrir o diálogo” com o STF. Ele lembrou que o piso nacional da enfermagem foi aprovado por unanimidade no Senado e por ampla maioria na Câmara dos Deputados.
— É assim que se comporta uma democracia. É assim que se comporta um chefe de Poder, um dirigente da República.
Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, também cumprimentou Pacheco por defender o Congresso das violações à separação dos Poderes e do que chamou “hipertrofia” do Judiciário, um processo que considera ter se avolumado ao longo do tempo.
— Estávamos e estamos ainda impactados e quedados pela forma inusitada como o Judiciário tem se comportado.
Marcio Bittar (União-AC) lembrou que, em 2019, tanto ele quanto Pacheco participaram da resistência à criação de uma CPI do Poder Judiciário — o que, em sua opinião, teria gerado uma crise institucional capaz de paralisar o início do governo de Jair Bolsonaro. Por sua vez, Jorge Seif (PL-SC) e saudou os “gestos de pacificação” de Pacheco, que, no entanto, não estariam sendo considerados pelo STF. Marcos Rogério (PL-RO) condenou as “relativizações” da competência do Congresso e cobrou a aprovação de projeto de decreto legislativo para enfrentar eventual decisão do Supremo que se sobreponha ao posicionamento do Legislativo.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o Congresso está sendo “desmoralizado” e cobrou a abertura de processo de impeachment do ministro Luís Roberto Barroso por atuação política indevida. Dr. Hiran (PP-RR) declarou esperar que o pronunciamento de Pacheco possa marcar o início de um processo de “simetria” entre os Poderes. Augusta Brito (PT-CE) repercutiu o agradecimento dos profissionais de enfermagem pela atitude em defesa dos direitos legais da categoria. Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que o piso da enfermagem é despesa “constitucionalmente constituída” e previu que a eventual descriminalização de drogas por decisão judicial gerará gastos dificilmente calculáveis. Magno Malta (PL-ES) disse que a Constituição deve ser respeitada e contestou o direito do STF de desfazer o trabalho do Legislativo.
Eduardo Girão (Novo-CE) entende que as prerrogativas e competências dos parlamentares têm sido usurpadas, mas disse que o Senado deve evitar tomar atitudes “com a espada na cabeça”. Carlos Viana (Podemos-MG) expressou a preocupação da Frente Parlamentar Evangélica sobre a questão da descriminalização das drogas. Efraim Filho (União-PB) avaliou que a fala de Pacheco contribuiu para a suspensão da votação no STF e criticou decisões que ultrapassam a competência do Judiciário. Eduardo Braga (MDB-AM) saudou o presidente do Senado pela defesa “serena e firme” do Estado democrático de direito. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) declarou esperar que as palavras de Pacheco se reflitam em trabalho em defesa da democracia. Tereza Cristina (PP-MS) disse que a Casa deve “cobrar o que deve ser cobrado”.
Omar Aziz (PSD-AM) saudou a manifestação de Pacheco em defesa da Constituição e de seus pares e criticou duramente senadores que atacam o próprio Senado. Cleitinho (Republicanos-MG) expressou apoio total ao presidente do Senado. Jayme Campos (União-MT) avaliou que o STF tem “exagerado”, mas o gesto de defesa do Senado contribui para restabelecer a autoestima dos parlamentares. Carlos Portinho (PL-RJ) expressou preocupação com a possibilidade de o STF ter suspendido o julgamento da descriminalização para forçar o Congresso a legislar novamente sobre o tema. Luis Carlos Heinze (PP-RS) apontou “abuso” do STF e pediu um posicionamento legislativo sobre o marco temporal. Margareth Buzetti (PSD-MT) pontuou que a harmonia entre os Poderes requer respeito mútuo. Professora Dorinha Seabra (União-TO) lembrou que temas complexos como o das drogas requerem longa discussão e cobrou fortalecimento contínuo do Congresso. E Flávio Arns (PSB-PR) comemorou a convergência suprapartidária do Senado em defesa das prerrogativas constitucionais da Casa.
Após repercutir negativamente entre a população de Leopoldina, uma possível derrubada de uma árvore Flamboyant na região central da cidade, a ordem de corte foi cancelada.
Até o momento não temos informações sobre a origem do pedido de derrubada do Flamboyant que fica às margens do Córrego Feijão Crú, no bairro Fábrica na região central de Leopoldina.
Um abaixo-assinado que foi divulgado na manhã desta terça-feira primeiro de agosto que já consta com mais de 260 aderências no momento desta edição, apelam ao poder público, em suma, responsável pela derrubada da citada árvore.
Informações apuradas pelo Blog Leopoldina News apontam que existe insatisfação de alguns moradores da região com elevado número de funcionários da Apa Confecções, indústria próxima a área que usam as sombras das árvores na margem da rua Rua Helena Junqueira Bastos e Rua Dr Clovis Junqueira Reis e outras ruas próximas, no período de descanso no horário de almoço. Não há informações se existe algum tipo de constrangimento entre moradores e pessoas que usam a área e quais são as situações ocorridas que levaram a possível derrubada da árvore e eliminação da sombra.
No fim da tarde desta terça-feira, a um perfil na rede social publicou a mensagem afirmando que a ordem de corte foi cancelada. "Só para avisar aos amantes da natureza. Que foi CANCELADO o corte do flamboyant. O racional venceu" - descreveu o internauta, atualizando a situação.
Confira a matéria publicada mais cedo e a petição.
Um abaixo-assinado que está correndo nas redes sociais em Leopoldina nesta segunda-feira 1º de agosto, pede assinaturas dos moradores da cidade e visa a preservação de uma árvore às margens do Córrego Feijão Cru.
No escopo, o documento afirma que a árvore existente na Rua Helena Junqueira Bastos, no bairro Fábrica na região central de Leopoldina. Trata-se uma árvore de nome Flamboyant de grande médio, que por 33 anos tem vida no local.
Ainda conforme cita o documento, pede-se a comoção social, já que existe uma ordem de "corte da árvore Flamboyant", que está saudável e sem qualquer risco aos transeuntes. Não é citado a origem da possível ordem de corte da árvore.
Até o fechamento desta matéria, haviam cerca de quase 100 participantes que estão favoráveis a proteção da citada árvore.
Uma quadrilha suspeita de roubo de cargas de café na Zona da Mata foi desmantelada pela Polícia Civil. Na segunda-feira (31), foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra três investigados, de 41, 42 e 48 anos. O grupo agia em São Francisco do Glória e às margens da BR-116, em Leopoldina.
De acordo com a corporação, os suspeitos, um natural do Espírito Santo e outros dois do Rio de Janeiro, em 12 de janeiro deste ano, utilizaram dois veículos para abordar dois caminhões na região. Encapuzados e com armas de fogo, eles pararam as vítimas.
No entanto, abandonaram o crime quando não conseguiram romper o dispositivo de segurança e rastreamento da carga. No dia seguinte, tentaram furtar uma carga de café em Leopoldina, novamente frustrada.
“Com essa ação de inteligência, desarticulamos uma quadrilha interestadual que vinha provocando grandes perdas aos empresários do ramo do café na região”, disse o delegado Glaydson de Souza Ferreira, responsável pelas investigações.
Ainda conforme a Polícia Civil, dois dos suspeitos já se encontravam presos na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) e outro estava foragido.
Os investigados irão responder por emprego de arma, restrição à liberdade das vítimas e concurso de pessoas, podendo a pena máxima alcançar até 30 anos de prisão.