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Texto: “24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
A morte destes dois homens e o destino são fundamentais para o raciocínio do homem. Não existe o “PURGATÓRIO” tão pregado pela igreja católica, que se afastou de muitos fundamentos bíblicos. A salvação de quem morre longe dos caminhos de fé em Jesus é impossível. Vemos neste texto que o rico ficou solicitando que Lázaro pudesse ajudá-lo, mas a distância e o abismo que os separavam impossibilitavam qualquer ajuda entre eles.
O tempo de fazer qualquer obra é no período de vida e atividade. Muitas pessoas pensam que após a morte existe um jeito de recuperar o tempo perdido. O tempo em que não ajudaram pessoas, não serviram a ninguém e não honraram a Deus. Após a morte, o que resta é o juízo final, independente das obras que cada um tenha feito (Hebreus 9.27). É impossível alguém voltar e se revelar a alguém dizendo o que está acontecendo “no céu” ou no “inferno”. Existem pessoas que acreditam na reencarnação, e o fruto desta crença é que as pessoas se purificam. Mas onde habitavam os primeiros seres humanos para que seus espíritos reencarnassem em Adão e Eva? A reencarnação e a comunicação com o mundo espiritual dos mortos é totalmente inviável. O único que morreu, ressuscitou dentre os mortos foi Jesus, os demais ressuscitarão quando Ele voltar na Glória de seu Pai, (Mateus 16.27; I Tessalonicenses 4.16).
A salvação é para todos, não é da vontade de Deus que uma pessoa se perca, mas que todas venham se salvar. No livro de Jó, ele relata em meio as dores da enfermidade, e as perdas de poder financeiro, sentimental e material o que esperava em Deus: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus,” (Jó 19.25, 26). Assim como Jesus explicou o projeto do seu Pai: “E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” (João 6.39).
A Morte é a Separação da Vida, isto acontece porque é um ciclo natural e espiritual. O texto que usamos conta que ambos homens morreram (naturalidade, pois ninguém vive eternamente num corpo de carne, sangue, osso, sentimentos...), mas cada um tiveram um destino diferente (espiritualidade, pois todos os homens terão que prestar contas das suas obras materiais e espirituais diante do criador). A morte é a separação entre a vida e a morte. Não pensar nela, é como andar na escuridão, não saber onde se pisa, e nem para onde esteja indo. A vida é muito boa e importante, mas devemos nos preocupar com a morte, antes que ela chegue, e não nos dê o tempo suficiente de mudarmos nossas obras, comportamentos e pensamentos ruins, para o lado que nos conduz a vida eterna. Releia o texto de (Lucas 16.19-31).
A conduta, é o caminho de destino, e nele chegaremos a um fim das coisas desta vida. Nos versículos 19 ao 21, podemos observar que: 1º - O Lázaro era um homem que dependia de ajudas financeiras e materiais, que sofria com a fome e a doença. 2º O Rico era um homem poderoso que vivia com o uso das melhores roupas, tinha a melhor comida e suas regalias. A conduta de cada um destes dois homens foi o caminho de destino para onde cada um foi. O Lázaro era um pedinte, e não possuía riquezas que pudesse mudar sua vida. Sua feridas eram diariamente lambidas pelos cães, isto era terrível. Do outro lado, um rico cheio de saúde gozava dos seus bens sem se importar com a dor alheia, que estava bem na porta de sua casa.
Desacato aos conselhos é um ato comum na vida dos que pensam que a vida é longa e que tem tempo suficiente para se recuperar. Tudo isto não passa de um engano! O livro de Provérbios cita em vários textos os conselhos para uma vida digna, abençoada, e no entanto muitos ignoram e acabam pagando muito caro. Os pedidos para anunciar aos familiares sobre o local onde estava vivendo é a prova que existe o inferno. A preocupação colocada pelo rico, é a mesma que temos hoje, quando pregamos para os incrédulos e desobedientes. O texto aponta isto nos versículos 27 ao 31.
Moisés e os Profetas foram pessoas que tiveram um papel fundamental em toda as escrituras como agentes de Deus para a orientação da humanidade. Moisés teve a representatividade de Cristo. Sua história se escreveu de Êxodo a Josué, textos que mostraram a sua inteira interferência de justiça, libertação e leis como forma de obediência aos homens e a Deus. Já a menção dos Profetas não foi muito distante de Moisés, mas com uma diferença que os profetas foram vozes ativas de Deus em seus tempos. Os exemplos são Elias, Eliseu, Samuel, Isaías, Jeremias, Daniel, Joel, João Batista e outros. Cada um deles tiveram a oportunidade de anunciar a justiça, a libertação e as leis de Deus aos povos e as nações da sua época. Não bastasse estes homens, os testemunhos deles não foram suficientes para convencer o coração do rico. Agora a preocupação era que os familiares do rico iriam seguir seus passos, e lógico posteriormente irem para o inferno. Hoje os profetas de Deus da nossa era continuam anunciando o evangelho de Cristo. A justiça, a libertação e as leis de Deus são fundamentais para fazer um homem abandonar o caminho da condenação eterna. Não dar crédito a palavra de Deus era uma revelação do Profeta Isaías, em seu livro no capítulo 9. Jesus Cristo viria para um povo que estava precisando urgentemente de transformação, nos primeiros momentos o aceitariam, mas depois iriam rejeitá-lo.
CONCLUSÃO: Ainda que pareça demorar a volta de Cristo, mas eles disse que nem todos provarão a morte. Para isto vale a orientação, fique vigilante e mantenha-se no caminho perfeito. A salvação vem através daquilo que professamos em fé e aquilo que fazemos. Não adiante dizer que serve a Deus, mas na prática não realiza suas obras, (Tiago 2.26) suas obras se tornam nulas ou mortas quando não são frutos da fé. Para onde você estará indo após a morte? A certeza para onde vai, é aquilo que você está fazendo.
Mantenha-se sempre ligado! O céu é o alvo do Cristão.
Por: Josué dos Santos de Oliveira, pastor presidente da Igreja Cristã Esperança Divina em Leopoldina – MG.







