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18 agosto, 2021

Anvisa rejeita uso da Coronavac em crianças e adolescentes

Em decisão unânime, a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, rejeitou, nesta quarta-feira, o uso da vacina Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos no Brasil. Em reunião da diretoria colegiada, a agência avaliou um pedido feito no início deste mês pelo Instituto Butantan, que produz o imunizante em parceria com a biofarmacêutica chinesa SinoVac. Todos os diretores seguiram o voto da relatora, diretora Meiruze Freitas.

No encontro, que foi realizado por videoconferência, o Gerente Geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes, disse que a eficácia da Coronavac na população pediátrica e também a duração da proteção desse imunizante contra a covid 19 nessa faixa etária ainda são desconhecidas.

Aqui no Brasil, até o momento, apenas os adolescentes de 12 a 17 anos podem se vacinar contra a covid 19, com o imunizante da Pfizer.

Na reunião desta quarta-feira, a Anvisa também decidiu recomendar que o Ministério da Saúde considere a possibilidade de aplicar uma terceira dose da Coronavac em grupos prioritários, como pacientes imunocomprometidos ou idosos acima de 80 anos.

Mesmo que o Instituto Butantan ainda não tenha apresentado todos os dados sobre a capacidade de resposta imunológica da Coronavac, a diretoria da Anvisa concluiu que a relação benefício-risco da vacina continua favorável. Por isso, foi mantida a autorização de uso emergencial para a vacina.

Fonte: Agencia Brasil 

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02 agosto, 2021

Prefeitura divulga novo calendário de vacinação para Leopoldina

Imunização garantida: mesmo com atraso na entrega de doses, Prefeitura adota nova estratégia para vacinar leopoldinenses.

A Prefeitura de Leopoldina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, tem adotado inúmeras medidas para garantir um processo de vacinação eficiente dos leopoldinenses contra o coronavíus.

Diante do atraso na entrega de doses por parte do Governo Federal, o prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz decidiu adotar um novo calendário para garantir a aplicação das vacinas.

Nesta terça-feira, dia 3, a idade de 28 anos será mantida, porém, para os nascidos de janeiro a junho. 

Já na quarta-feira, dia 4, a aplicação será para os nascidos de julho a dezembro.

Na quinta-feira, dia 5, pessoas com  27 anos poderão se imunizar.

Na sexta-feira, dia 6, as doses estarão disponíveis para quem tem 26 anos.

A intenção é não paralisar o processo de Imunização. 

Até o momento, mais de 30 mil leopoldinenses já receberam a primeira dose da vacina, o que equivale a quase 60% da população.

Atenção! As doses serão aplicadas somente no Núcleo Integrado de Reabilitação, localizado na Rua Presidente Carlos Luz, 120, Centro, das 8h às 12h.

Fonte: Prefeitura Municipal de Leopoldina

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02 julho, 2021

Leopoldina aparece em lista de cidades que aplicaram vacinas vencidas, afirma site da Folha UOL.

Leopoldina aparece com uma dose de vacina vencida aplicada em Abril.

Pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca foram aplicadas em diversos postos de saúde do país, o que compromete sua proteção contra a Covid-19. Os dados constam de registros oficiais do Ministério da Saúde.

Até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros.

A campeã no uso de vacinas vencidas é Maringá, reduto eleitoral de Ricardo Barros (PP), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A cidade paranaense vacinou 3.536 pessoas com o produto da AstraZeneca fora da validade (primeira dose em todos os casos).

Depois aparecem Belém (PA), com 2.673, São Paulo (SP), com 996, Nilópolis (RJ), com 852, e Salvador (BA), com 824. As demais cidades aplicaram menos de 700 vacinas vencidas, sendo que a maioria não passou de dez doses.

Além disso, outras 114 mil doses da vacina AstraZeneca que foram distribuídas a estados e municípios dentro do prazo de validade já expiraram. Não está claro se foram descartadas ou se continuam sendo aplicadas.

AstraZeneca é a vacina mais usada no Brasil. Ela responde por 57% das doses aplicadas neste ano. A imensa maioria foi utilizada de acordo com as orientações do fabricante.

Todos os imunizantes expirados integram oito lotes da AstraZeneca importados ou adquiridos por consórcio. Um deles passou da validade no dia 29 de março. O que venceu há menos tempo estava válido até 4 de junho.

O lote pode ser conferido na carteira individual de vacinação. Quem tiver recebido uma dose de um desses oito lotes de AstraZeneca após a data de validade (veja gráfico) deve procurar uma unidade de saúde para orientações e acompanhamento.

Além disso, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, quem tomou imunizante vencido precisa se revacinar pelo menos 28 dias depois de ter recebido a dose administrada equivocadamente. Na prática, é como se a pessoa não tivesse se vacinado.

O plano define, também, que cada indivíduo vacinado seja identificado com o lote da imunização recebida, o produtor da vacina e a dose aplicada. Isso é feito justamente para acompanhamento do Ministério da Saúde e eventual identificação de erros vacinais.

O DataSUS (sistema de informações do Ministério da Saúde) também identifica todas as pessoas imunizadas com um código individual, acompanhado de informações sobre idade, grupo prioritário de vacinação, data da imunização e lote da vacina recebida.

Já a data de validade de cada lote vacinal consta de outro sistema do governo federal, o Sage (Sala de Apoio à Gestão Estratégica), que registra os comprovantes de entrega dos imunizantes contra Covid-19 por estado. Em cada um desses recibos há informações públicas sobre o número do lote vacinal, a data de validade, o fabricante e a data de entrega.

A Folha cruzou as duas bases —DataSUS e Sage— a partir do número do lote das vacinas. Foram consideradas todas as imunizações do país contra Covid-19 até 19 de junho.

O levantamento inédito mostra que, até essa data, um total de 25.935 doses de oito lotes de AstraZeneca foram aplicadas fora da validade. Metade desses lotes veio do Instituto Serum da Índia; a outra metade, da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).

As vacinas desses lotes foram distribuídas de janeiro a março pelo governo federal para todos os estados do país antes do vencimento. Elas somam quase 3,9 milhões de doses, das quais cerca de 140 mil não foram utilizadas dentro do prazo de validade. Dessas, até o dia 19 de junho, 26 mil tinham sido aplicadas já vencidas.

A maioria (70%) das doses aplicadas depois da validade é de um mesmo lote do Instituto Serum, identificado como "4120Z005". O bloco venceu em 14 de abril, mas continuou sendo aplicado depois dessa data pelo país.

Paraná e Pará —que receberam os imunizantes desse lote em 24 de janeiro, logo depois de o primeiro lote de AstraZeneca da Índia ter chegado ao Brasil— têm a maior quantidade de registros de doses após o vencimento. Em Maringá e Belém, quase todas as doses vencidas foram ministradas especificamente nos dias 22 de abril e 11 de maio.

A capital do Pará também registrou 27 doses aplicadas após vencimento de outro lote, identificado como "CTMAV501", que veio da Opas e expirou em 30 de abril.

São Paulo também está entre os estados com maior quantidade de registros de doses aplicadas depois do vencimento: foram 3.648 unidades dos oito lotes vencidos de AstraZeneca ministrados (1.820 delas do mesmo lote indiano "4120Z005").

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou cerca de 4.000 doses ministradas após validade.

A pasta disse que "orienta os municípios sobre a aplicação da vacinação contra a Covid-19 e a importância da verificação da data de validade antes do uso do frasco de uma vacina, inclusive com documentos técnicos com todas as condutas necessárias. Todas as grades são distribuídas dentro do prazo de validade."

Os casos constatados de aplicação de vacina fora da validade, de acordo com a pasta, são avaliados individualmente para definição da conduta apropriada definida pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Já a Secretaria Municipal de Saúde de Belém informou que nenhuma dose de imunizante vencido foi aplicada na cidade.

"Entretanto, é possível que tenha havido erros nos registros, especialmente nas primeiras etapas da campanha de vacinação em massa, quando as anotações eram feitas manualmente em fichas de papel e posteriormente digitadas", afirma por email.

De acordo com os dados oficiais do Ministério da Saúde, no entanto, 99,7% dos registros de AstraZeneca após validade em Belém são de segunda dose. Foram ministradas, portanto, a partir de abril (a vacinação começou no país em janeiro e o intervalo entre doses desse imunizante é de 90 dias).

Fonte: Folha UOL

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12 maio, 2021

Prefeitura do Rio retoma vacinação contra a covid-19 em grávidas

Gestantes e mulheres que tiveram filhos até 45 dias atrás e que apresentem algum tipo de comorbidade voltaram a ser vacinadas nesta quarta-feira (12) contra a covid-19 pela prefeitura do Rio de Janeiro. 

Mas, a vacinação para este grupo, por orientação do Ministério da Saúde, é apenas com as vacinas Pfizer e CoronaVac, de acordo com a disponibilidade.

Para receber o imunizante é preciso levar laudo médico justificando a recomendação e avaliação da relação risco-benefício para a vacinação, além da assinatura do termo de esclarecimento, disponível no site coronavirus.rio/vacina.  

Em outros municípios do estado, a vacinação contra a covid-19 para grávidas e mulheres que acabaram de ter bebê ainda não foi retomada. Na terça-feira, o Ministério da Saúde suspendeu, em todo o país, a aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes seguindo recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de que o fabricante não aconselha o uso desse imunizante em grávidas sem orientação médica.

 A Anvisa levou em consideração a morte de uma gestante de 35 anos, depois de receber a vacina. O caso está sendo investigado e não há outros relatos semelhantes.

Fonte: Agência Nacional

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26 abril, 2021

Governo de Minas envia mais vacinas para regionais e Leopoldina ampliará vacinação

A 14ª remessa irá ampliar a aplicação da segunda dose nesta, que é a maior operação de vacinação da história de Minas Gerais

Foto: URS-Leopoldina via Céu Azul News
O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) distribui, nesta segunda-feira (25/4), 390.550 doses de vacinas para as Unidades Regionais de Saúde (URSs) do estado. Os imunizantes compõem a 14ª remessa do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para Operacionalização de Vacinação Contra a Covid-19 e darão continuidade à maior operação de vacinação da história de Minas Gerais.

Desta vez, a operação logística, que já conta com apoio das Forças de Segurança e Salvamento, disponibilizando as aeronaves do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), e efetivo terrestre da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Civil (PCMG) para escolta dos insumos, estará fortalecida com a parceria feita com a Azul Linhas Aéreas, que transportará vacinas para as Unidades Regionais de Saúde de Montes Claros, Uberaba e Uberlândia.

A expectativa é de que até 15h as aeronaves do BOA tenham entregado todas as vacinas para as URSs de destino. Já a Azul Linhas Aéreas tem o último voo de entrega marcado para 17h25, decolando do Aeroporto de Confins rumo ao Aeroporto de Montes Claros.

“É importante que os municípios observem a orientação feita pela secretaria, a partir dos informes técnicos emitidos pelo Ministério da Saúde, de que todas as doses entregues devem dar continuidade às campanhas de vacinação observando a cobertura dos públicos prioritários”, explica a coordenadora de Imunização da SES-MG, Josianne Gusmão.

Públicos prioritários

A 14ª remessa tem 316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac. De acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, os imunizantes desta remessa serão utilizados na vacinação da dose 1 para pessoas de 60 a 64 anos, e na dose 2 da população de 65 a 69 anos e das Forças de Segurança e Salvamento.

Grupos atendidos até o momento:

• 100% das pessoas idosas (igual ou superior a 60 anos) residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas) - ILPI;

• 100% das pessoas com deficiência, vivendo em residências inclusivas (institucionalizadas), maiores de 18 anos;

• 100% da população indígena aldeada em terras homologadas, maiores de 18 anos;

• 100% das pessoas com 90 anos ou mais

• 100% das pessoas com 85 a 89 anos

• 100% das pessoas de 80 a 84 anos

• 100% das pessoas de 75 a 79 anos

• 100% das pessoas de 70 a 74 anos

• 100% das pessoas de 65 a 69 anos

• 2,4% das pessoas de 60 a 64 anos

• 100% da população quilombola e ribeirinha

• 100% dos trabalhadores de saúde seguindo os critérios de prioridade.

• 18% das Forças de Segurança e Salvamento

Fonte: Plano de Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19

URSs que receberão as vacinas em seus aeroportos por voos comerciais da Azul Linhas Aéreas:

  • SRS Montes Claros
  • SRS Uberaba
  • SRS Uberlândia
  • URS que receberão as vacinas em seus aeroportos:
  • SRS Alfenas
  • SRS Diamantina
  • SRS Governador Valadares
  • SRS Juiz de Fora
  • SRS Manhuaçu
  • SRS Patos de Minas
  • GRS Pedra Azul
  • GRS Unaí

URS que retirarão as vacinas no aeroporto da URS polo:

  • SRS Barbacena
  • SRS Coronel Fabriciano
  • GRS Ituiutaba
  • GRS Leopoldina
  • SRS Passos
  • SRS Ponte Nova
  • SRS Pouso Alegre
  • GRS São João Del Rei
  • SRS Teófilo Otoni
  • GRS Ubá
  • SRS Varginha

URSs que retirarão as vacinas na Rede de Frio da SRS Montes Claros:

  • GRS Januária
  • GRS Pirapora

URSs que retirarão as vacinas na Central Estadual de Rede de Frio:

  • SRS Belo Horizonte
  • SRS Divinópolis
  • GRS Itabira
  • SRS Sete Lagoas

Acompanhe o quantitativo de cada remessa:

  • 1ª remessa - 577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021 
  • 2ª remessa - 190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021
  • 3ª remessa - 87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021 
  • 4ª remessa - 315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021 
  • 5ª remessa - 220.000 doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021
  • 6ª remessa - 285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021 
  • 7ª remessa - 303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021
  • 8ª remessa - 509.800 doses de CoronaVac em 17/3/2021
  • 9ª remessa - 86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 doses da CoronaVac em 20/3/2021
  • 10ª remessa - 116.600 doses de AstraZeneca e 359.000 doses de CoronaVac em 26/3/2021
  • 11ª remessa - 73.250 doses de AstraZeneca e 943.400 doses de CoronaVac em 1/4/2021
  • 12ª remessa - 257.750 doses da AstraZeneca e 220.400 da CoronaVac, em 8/4/2021
  • 13ª remessa - 426.000 doses da AstraZeneca e 275.200 da CoronaVac, em 16/4/2021
  • 14ª remessa - 316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac, em 23/4/2021

Total: 6.231.880 doses

Fonte: Agencia Minas

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03 fevereiro, 2021

Avião com insumo para vacinas chega hoje à noite ao Brasil

O avião com o IFA, o Insumo Farmacêutico Ativo para a produção de 8,6 milhões doses da Coronavac deve chegar em São Paulo às 23h30 desta quarta feira (3). O avião partiu nessa terça feira (2) de Pequim às 21h30 da noite, pelo horário de Brasília.

O Instituto Butantan informou que as vacinas produzidas com esse lote de insumos começarão a ser encaminhadas ao Ministério da Saúde a partir do dia 25 deste mês. Outro lote de insumos que serão utilizados para produzir outras 8,7 milhões de doses de vacina deve chegar até o dia 10 de fevereiro. Ao todo, serão 17 milhões de doses de vacinas. 

O Butantan ainda negocia o recebimento de mais 8 mil litros de IFA para cumprir o contrato com o Ministério da Saúde. São 46 milhões de doses previstas para serem entregues ao Ministério até o final de abril e um adicional de 54 milhões de vacinas com prazo ainda a ser definido.

Nesse primeiro momento, o país ainda depende da importação de IFA para a produção da Coronavac. Esse cenário deve melhorar em setembro quando há a previsão que o próprio instituto Butantan tenha as obras de expansão da fábrica concluídas e passe a fabricar os insumos da Coronavac.

A Fiocruz, por sua vez, prevê a produção do IFA da vacina da Oxford Aztrazeneca em solo brasileiro já em abril deste ano.

Fonte: Agência Brasil

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13 janeiro, 2021

50,4% ou 78% de eficácia? Entenda os resultados da CoronaVac

O Instituto Butantan divulgou nessa terça-feira os dados completos de eficácia da vacina contra o coronavírus que está desenvolvendo em parceria com o laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac. E O índice de eficácia foi de 50,4%.

Número bem abaixo do índice divulgado na última quinta-feira, de 78%.

Com os dados completos, fica claro que esses 78% se referem à prevenção apenas de casos leves, mas exclui da conta os casos muito leves e os casos assintomáticos.

Os dados também confirmam que a CoronoaVac é eficiente em evitar as formas mais graves da Covid-19. Não existiram doentes graves entre os voluntários que tomaram a vacina. Entre os voluntários que tomaram placebo foram sete casos.

Como o número de pacientes é muito bem pequeno, os cientistas tratam esse resultado como uma tendência, e não como uma informação definitiva de que a CoronaVac pode evitar todas as formas graves da doença, como explicou o diretor médico de pesquisa do Instituto Butantan, Ricardo Palácios.

Na semana passada, o governo de São Paulo chegou a garantir que a vacina era 100% eficaz contra casos graves da doença.

Por outro lado, não houve registros de reações adversas graves entre as pessoas que tomaram a CoronaVac. Apenas 0,3% dos voluntários apresentaram reações leves, como dor de cabeça, dor no local da aplicação e um pouco de fadiga. Para Ricardo Palácios, está claro que a vacina é segura.

Apesar dos números mais modestos divulgados nessa terça-feira, os resultados foram suficientes para mobilizar um batalhão de cientistas em defesa do início imediato da vacinação no Brasil.

A bióloga Natália Pasternak lembrou que a vacina é adequada ao sistema de vacinação brasileiro.

Para a infectologista do Hospital Emília Ribas Rosana Richtmann, uma das principais referências no atendimento a pacientes com Covid-19 no Brasil, não dá para desprezar a eficácia de 78% na prevenção de casos leves da doença.

O pedido de uso emergencial da CoronaVac foi registrado na Anvisa na última sexta-feira. Segundo o painel de andamento da análise das vacinas da Agência, o Butantan ainda precisa apresentar pouco mais de 5% dos documentos exigidos. Cerca de 40% do processo já foi analisado pela agência. Diferente da divulgação dos números incompletos da semana passada, dessa vez o governador de São Paulo, João Doria, não participou da coletiva de imprensa.

Fonte: Rádio Nacional SP

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13 dezembro, 2020

Mesmo sem registros de autoridades sanitárias, prefeito de Leopoldina tem interesse na vacina chinesa Coronavac

Mesmo sem nenhum registro das autoridades sanitárias e com dados favoráveis ao uso emergencial da CORONAVAC, diversos governadores e prefeitos brasileiros estão correndo para garantir a vacinação das populações que estão sob suas responsabilidades.

Não diferindo de grande parte dos interessados, o prefeito de Leopoldina José Roberto de Oliveira publicou em sua rede social neste domingo 13 que o município sai na frente no interesse de adquirir a vacina chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantã em São Paulo. O prefeito fez elogios à sua própria administração, enaltecendo as melhorias realizadas durante o período da pandemia, "Trabalhamos muito, a equipe de saúde trabalhou demais, (Têm todo o meu reconhecimento). Equipamos nosso Hospital com muitos dezenas de aparelhos, como respiradores, monitores etc... e vários outros aparelhos." - escreveu.

Logo em seu post, José Roberto afirma que solicitou ao Secretário de Estado da Saúde que possa disponibilizar a vacina Coronac para o município de Leopoldina de forma imediata. "Por estas séries de ações no dia 11/12/2020, solicitamos do Sr. Secretário De Estado da Saúde, a imediata atenção quando a disponibilidade da VACINA CORONAVAC , para nossa população. Estamos agindo no caminho certo, mostrando nosso interesse absoluto pela causa popular." - concluiu sua postagem.

O Estado de Minas Gerais ainda não está na lista divulgada pela imprensa como um dos interessados na Coronavac. No entanto, em agosto, Romeu Zema chegou a afirmar que "Nós temos aqui a participação de unidades hospitalares de universidades federais que estão participando dessas pesquisas. Nós já deixamos bastante claro que, tão logo tenhamos uma inclusão positiva a respeito desses testes, nós queremos ter uma prioridade no recebimento, principalmente para os idosos e a população de risco", afirmou Romeu Zema em entrevista à CNN Brasil.

A vacina em que o prefeito José Roberto de Oliveira demonstrou interesse em sua aquisição é alvo de inúmeras disputas eleitoreiras, visto que ela é produzida pelo Instituto Butantã em São Paulo em parceria com o laboratório Chinês da Sinovac. As disputas ficaram entre João Dória do PSDB e o presidente Jair Bolsonaro sem partido. Dória que fez todos esforços para aplicar a vacina em São Paulo, mesmo sem os registros previstos em lei e vem sendo questionado por suas ações que contrariam a Lei Federal 14.006 de 2020 que afirma onde as vacinas ou imunizantes devem ter sido ao menos registrados em órgãos europeus, chineses, americanos e ou publicados cientificamente e na Anvisa. Nesse campo de disputas, Bolsonaro foi o garoto propaganda da Hidroxicloroquina durante o auge da pandemia como medicação de prevenção. Sobre a medicação, Dória afirmava que não havia comprovação científica para a prescrição do medicamento.

Até o momento algumas vacinas que já estão em fase de imunização da população é da Pfizer/BioNTech nos Estados Unidos e no Reino Unido. Outra vacina que já está em uso é a Sputnik V na Rússia. A vacina russa já foi solicitada para ser usada na Argentina.

Desde agosto, informações apontam que a Coronavac chegaria a melhorar a reprodução de anticorpos em 97%. Por outro lado, as desconfianças produzem resistência à vacina chinesa. É tão elevada a resistência que pode levar os governos a gastarem recursos em vacinas caras e que não serão usadas. Recentemente uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgado na Folha de São Paulo aponta que 50% dos entrevistados não querem a vacina chinesa. Para 74% dos entrevistados, há mais aceitação em usar uma vacina americana, outros 70% também toparia usar a vacina inglesa e 60% a russa.

O percentual de brasileiros que pretendem se vacinar contra a Covid-19 caiu de 89% em agosto para 73% em dezembro. Já os que não querem se vacinar subiu de 9% para 22%. Muitas dúvidas e poucas respostas científicas.

Fonte: Leopoldina News

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