A vitória de Donald Trump pode significar uma nova era para o mundo. Se ele colocar em fase de execução os planos de campanha, os EUA terá que deportar mais de 11 milhões de imigrantes, fazer um muro na fronteira com o México, membro do NAFTA, além de fazer campanhas em favor de novas alianças com a Rússia e xenofobia, acabar com as alianças feitas com Irã e Coréia do Norte nos acordos nucleares, além de revisar o acordo com Cuba, o que reabriu as relações entre os dois países que ficaram congeladas por mais de 50 anos.
Se no aspecto da religião Trump é muito aquém em relação à opositora Hillary Clinton e ao atual presidente Barack Obama, no geral o novo presidente americano deve manter algumas posturas mais conservadoras e com viés de radicalismo ao extremo. Casos como os que mais tem ganhado destaques internacionais é o do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e devem passar por um período na berlinda.
Um outro aspecto é que, Trump deve fazer uma política de regressão aos benefícios sociais conquistados nos 8 anos de governo de Obama. Com uma filosofia muito afiada em inovar, todas as conquistas podem sofrer sérios danos aos americanos e latinos que moram na maior potência do mundo.
Em seu primeiro discurso como presidente, Trump diz que 'será' o presidente de todos. E assim como sua eleição, o que ocorrerá a partir de janeiro de 2017 ainda está na categoria 'incognita', ninguém sabe o que vai acontecer. Se o presidente atenderá seu eleitorado com suas promessas, ou se continuará o ritmo americano em relação ao mundo. Uma coisa é certa, conselhos em busca de fazê-lo moderado já vem de dentro de casa e de aliados, resta saber se ele aceitará os conselhos.
Concluindo, é esperar para ver, mas as relações com mundo globalizado devem passar por muitas oscilações que gerarão rumores entre os grandes líderes mundiais. O mundo esperava a eleição de Hillary Clinton, e não contavam com a votação expressiva de Trump. Enquanto isso, o mundo já começa a olhar para o Norte desconfiado das palavras e ações do presidente eleito. Em seu favor, Trump terá a maioria nas duas casas legislativas do país e isso poderá facilitar a aprovação de projetos que contrariem os americanos e o mundo. Vem aí, o novo tempo de Trump.
Por Josué Oliveira / Leopoldina News