Fato é que as decisões proferidas por cada um dos Poderes acabam levando uma parcela significativa da população questionar a democracia. Haja visto que numa democracia os Poderes se respeitam, respeitam seus limites e suas funções, não adentrando a seara alheia, assim evitando confrontos nas ruas e as ameaças dos bastidores, algo que vem aumentando. Ao fim, entende-se que os poderes devem surgir do povo e para o povo, não a partir de um indivíduo para o povo, isso seria monarquia ou ditadura.
Com a eleição de Bolsonaro, um representante da ala militar, os holofotes foram lançados sobre ele e o passado voltou a ser questionado com muito mais atrevimento, visto que a história contada na literatura da famosa ditadura só tem um lado, o lado das vítimas e dos que se vitimizam. Daí essa guerra de narrativas e de quem tem ou não razão, no meio disso, o Brasil se afundando por meras ações incompetentes de todos.
É governo querendo ser legislador, são os legisladores com poderes judiciais, e os que são membros do poder judiciário querendo ser o poder que executa. Trocaram as funções, seus limites e ninguém mais respeita a divisória de suas competências.
Os episódios da cassação de Dilma Rousseff com um Senado cheio de homens que não decidiram conforme a lei e o fato de Renan Calheiros não ter obedecido a decisão do STF sobre seu cargo na linha sucessória da presidência da república ficaram claros a todos que o país não é, não foi e nem terá respeito, a começar pelos integrantes dos poderes constituídos.
Como disse Abraham Weintraub, Brasília é um cancro. A expressão aponta para um câncer ou tumor, algo que no corpo humano ou animal degenera e produz a falência dos órgãos. Seguindo este termo, imagino que arrancar esse cancro de Brasília não será fácil. Há políticos, ministros do Judiciário e integrantes do Legislativo que amam a cadeira e por ela farão o inferno pegar fogo para simplesmente se beneficiar do sistema. Ou seja, o câncer terá um papel decisório na história do Brasil. Ou se arranca esse câncer, ou o câncer mata o país, o deixando vulnerável diante de outras nações e sem nenhum poder de decidir seus projetos.
O Brasil precisa ser zerado! Estaca zero. Zerar os benefícios que se aplicam aos dependentes do sistema de governo, cortar na raiz toda forma maliciosa de viver na vida pública. Ou zera o país o cancro, ou o país entrará num caos total nos próximos tempos. O calor está aumentando e está claro que, apesar do silêncio de Maia e Alcolumbre, Brasília caminha para explodir. Ou ao menos que se exploda o cancro e o câncer seja arrancado.
No momento, o cancro pode até ser arrancado, mas ainda vai causar dores e pra um bom leitor, esse cancro significa a podridão do sistema, daqueles que insistem em ser maior que o país, mais importante que a cadeira e as liturgias do cargo. O bisturi irá cortar e de fato, Brasília viverá dias de cirurgia e o resto do país sentirá as dores dessa cirurgia.
Honestamente, vejo muita limitação de ações no Brasil por causa do cancro e de muitos outros pequenos parasitas que sugam a energia do país. A imprensa de modo amplo, sindicatos, associações, políticos, membros dos poderes judiciário, forças armadas, empresários e muitos cidadãos comuns acabam que de alguma forma sugam a vida do país. Sem energia o Brasil não anda, não caminha. O Brasil fica vivo, mas como diabético, não pode fazer isso ou aquilo, pois existem limitadores, o cancro, os parasitas... Tá na hora de passar o bisturi e fazer a cirurgia.
Por Josué Oliveira




