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27 maio, 2020

O cancro que prejudica o Brasil



Não é de se estranhar, mas o Brasil caminha para uma guerra civil. As divergências entre os integrantes dos Três Poderes da República nos últimos anos vem acendendo uma luz no cenário popular. A sociedade tem sido muito mais envolvente ao opinar os erros e acertos de todos os lados. A partir da opinião, muitos são aqueles que se exaltam ao manifestar, usando a força, a violência e formas depreciativas. No entanto isso é pertinente a quem está na guerra.

Fato é que as decisões proferidas por cada um dos Poderes acabam levando uma parcela significativa da população questionar a democracia. Haja visto que numa democracia os Poderes se respeitam, respeitam seus limites e suas funções, não adentrando a seara alheia, assim evitando confrontos nas ruas e as ameaças dos bastidores, algo que vem aumentando. Ao fim, entende-se que os poderes devem surgir do povo e para o povo, não a partir de um indivíduo para o povo, isso seria monarquia ou ditadura.

Com a eleição de Bolsonaro, um representante da ala militar, os holofotes foram lançados sobre ele e o passado voltou a ser questionado com muito mais atrevimento, visto que a história contada na literatura da famosa ditadura só tem um lado, o lado das vítimas e dos que se vitimizam. Daí essa guerra de narrativas e de quem tem ou não razão, no meio disso, o Brasil se afundando por meras ações incompetentes de todos.

É governo querendo ser legislador, são os legisladores com poderes judiciais, e os que são membros do poder judiciário querendo ser o poder que executa. Trocaram as funções, seus limites e ninguém mais respeita a divisória de suas competências.

Os episódios da cassação de Dilma Rousseff com um Senado cheio de homens que não decidiram conforme a lei e o fato de Renan Calheiros não ter obedecido a decisão do STF sobre seu cargo na linha sucessória da presidência da república ficaram claros a todos que o país não é, não foi e nem terá respeito, a começar pelos integrantes dos poderes constituídos.

Como disse Abraham Weintraub, Brasília é um cancro. A expressão aponta para um câncer ou tumor, algo que no corpo humano ou animal degenera e produz a falência dos órgãos. Seguindo este termo, imagino que arrancar esse cancro de Brasília não será fácil. Há políticos, ministros do Judiciário e integrantes do Legislativo que amam a cadeira e por ela farão o inferno pegar fogo para simplesmente se beneficiar do sistema. Ou seja, o câncer terá um papel decisório na história do Brasil. Ou se arranca esse câncer, ou o câncer mata o país, o deixando vulnerável diante de outras nações e sem nenhum poder de decidir seus projetos.

O Brasil precisa ser zerado! Estaca zero. Zerar os benefícios que se aplicam aos dependentes do sistema de governo, cortar na raiz toda forma maliciosa de viver na vida pública. Ou zera o país o cancro, ou o país entrará num caos total nos próximos tempos. O calor está aumentando e está claro que, apesar do silêncio de Maia e Alcolumbre, Brasília caminha para explodir. Ou ao menos que se exploda o cancro e o câncer seja arrancado.

No momento, o cancro pode até ser arrancado, mas ainda vai causar dores e pra um bom leitor, esse cancro significa a podridão do sistema, daqueles que insistem em ser maior que o país, mais importante que a cadeira e as liturgias do cargo. O bisturi irá cortar e de fato, Brasília viverá dias de cirurgia e o resto do país sentirá as dores dessa cirurgia.

Honestamente, vejo muita limitação de ações no Brasil por causa do cancro e de muitos outros pequenos parasitas que sugam a energia do país. A imprensa de modo amplo, sindicatos, associações, políticos, membros dos poderes judiciário, forças armadas, empresários e muitos cidadãos comuns acabam que de alguma forma sugam a vida do país. Sem energia o Brasil não anda, não caminha. O Brasil fica vivo, mas como diabético, não pode fazer isso ou aquilo, pois existem limitadores, o cancro, os parasitas... Tá na hora de passar o bisturi e fazer a cirurgia.

Por Josué Oliveira

22 maio, 2020

STF divulga vídeo de reunião do presidente Bolsonaro com ministros.



Na tarde desta sexta-feira 22/5, o Supremo tribunal Federal trouxe a público as imagens da reunião presidencial citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro quando deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Após sua saída do ministério, Moro fez acusações ao presidente Jair Bolsonaro de interferência indevida na Polícia Federal. Nas imagens Bolsonaro cobra informações de inteligência e afirma que não pode ser pego de surpresa.

Com o pedido da Procuradoria Geral da República ao STF para abrir as investigações, o Ministro do STF, Celso de Mello relator do caso tirou o sigilo e veio a público as informações. Alguns trechos estão com cortes feitos pela Polícia Federal sob sigilos. Assista o vídeo completo que está disponível na página do blog Leopoldina News no Youtube.

Fonte: Leopoldina News

19 maio, 2020

INDAGAÇÃO: Igrejas voltarão a funcionar depois da Pandemia?

Momento de oração por Leopoldina / 2014
Momento de Oração por Leopoldina / 2014

Fazendo um levantamento sobre o documento emitido pelo governo do Estado de Minas Gerais sobre a retomada das atividades comerciais e demais, a indagação paira sobre a situação das igrejas evangélicas.

Especificamente em Leopoldina, mesmo após a cidade aderir ao programa verde Minas Consciente por meio de um novo Decreto Municipal nº 4636/2020, a cidade passa a seguir o cronograma de orientações para a retomada do comércio. No entanto, analisando as classificações do documento, compreende-se que as atividades das igrejas podem ser as últimas a terem a retomada no município conforme o Programa Minas Consciente.

No documento de 48 páginas, especificamente a partir da página 44 em cor roxa, encontramos diversas atividades elencadas que só retornarão após a pandemia. As páginas 44 a 46 trazem atividades que envolvem aglomerações, tais como atividades artísticas, esportivas, espetáculos, atividades de associações diversas, feiras, entre outras. O documento não especifica as igrejas, mas podem se enquadrar no quesito da segurança por aglomerações. É de se esperar um documento concreto sobre as instituições.

Daí se compreende que apesar das igrejas serem indispensáveis no papel social de tratamentos emocionais, espirituais e outros, por vez se tornaram apenas meras expectadoras no processo pandêmico. Em reunião realizada entre pastores e o prefeito da cidade de Leopoldina em 6/5 na expectativa de encontrar alguma resposta para a reabertura mesmo que parcial das igrejas, não houve respostas positivas para o grupo.  Na oportunidade, grande parte dos pastores aguardavam um posicionamento para que as atividade fossem retomadas de forma protegida juridicamente e de forma consciente com seus grupos.

A única ferramenta disponibilizada no novo decreto permite a realização de "lives" com a participação de até 8 pessoas no recinto. O Artigo 17 diz "Fica proibida a realização de missas ou culto de qualquer credo ou religião. Parágrafo Único. Fica autorizada a gravação de vídeos para transmissão online de celebrações religiosas, cuja atividade fica limitada a um número de 8 (oito) pessoas no recinto." É a primeira permissão pública para alguma finalidade religiosa.

Enfim, com a inclusão do município no Programa Minas Consciente, ainda há que se esperar, ao menos por enquanto. Os dados do município com mais de 53 mil habitantes e às margens da BR 116 e que recebe pacientes de diversas cidades vizinhas não aparenta preocupações extremas no momento se comparar a outras cidades. No entanto, para o sucesso é importante que todos que anseiam a retomada das atividades religiosas e comerciais, façam sua parte de proteção e higiene, evitando a propagação e prorrogação do vírus mortal.

Enquanto o primeiro passo já foi dado, cabe a nós apenas analisar os decretos e leis sobre a pandemia e se precaver, para que tenhamos uma retomada saudável e consciente o quanto antes.

Por Josué Oliveira / Leopoldina News - atualizado em 20/05/2020 - 10:00

08 maio, 2020

IGREJAS: Como justificar o não pagamento de aluguel?




A situação da Pandemia do Novo Coronavírus, o Covid-19 trouxe enormes problemas para as pessoas que pagam aluguéis, entre elas, as igrejas que não possuem prédio próprio.

Neste post quero ajudar a resolver esta situação, afinal muitos não sabem como pagar o aluguel visto que a "quarentena" trouxe problemas de arrecadação nas instituições. Abaixo, o texto pode ser copiado e colado em papel timbrado preferencialmente pelas igrejas e preencher os dados, enumerar as folhas se caso ultrapassar uma, imprimir em duas ou mais vias para as partes interessadas e todos envolvidos precisam assinar. Lembro que este documento é preparado conforme as regras no Município de Leopoldina. Aproveite e seja bem servido.


Leopoldina MG, "DATA DO DOCUMENTO".

OFÍCIO "XXX/XXXX"

Em face da Pandemia declarada pela Organização Mundial da Saúde; das Recomendações do Ministério da Saúde; das Recomendações da Secretaria Estadual de Saúde, das Recomendações da Secretaria Municipal de Saúde de Leopoldina; dos Decretos Municipais nºs 4.606/2020, 4.608/2020; 4.610/2020, 4.621/2020, dos Decretos Estaduais nºs 47.886/2020, 47.889/2020, Decreto Especial Estadual nº 113/2020, do Decreto Federal nº 10.282/2020 que regulamenta a Lei nº 13.979/2020 que inclui entidades filantrópicas a permanecerem em funcionamento, porém afastadas por decisão do Supremo Tribunal Federal sobre as competências Estaduais e Municipais sobre isolamento sob a ADI nº 6341 que julgou procedente as ações de autonomia dos governos, dentre as quais referendamos neste documento,  pleiteando a suspensão contratual de pagamentos mensais dos aluguéis em conformidade aos Decretos Municipais que suspenderam os Alvarás de Funcionamento de comércios e instituições que não se encaixam dentro das normas municipais de atividades essenciais, cito, Decretos Municipais de Leopoldina 4.610/2020, Artigo 5º e 4.621/2020, Artigo 6º - bem como suas implicações jurídicas e penais.

Nossa solicitação se dá em decorrência de nossas atividades estarem suspensas por força do Decreto Municipal e, em função de não possuirmos renda própria, nos resta abster dos pagamentos de forma justa, sem prejuízos a ambas partes.
Não nos restando alternativas, suspendemos todas as atividades no ambiente do templo da "NOME DA IGREJA", e, quaisquer outras atividades programadas de forma temporária até que os dispositivos sejam revogados.

Esta medida passou a valer a partir do primeiro minuto desta "DATA DE SUSPENSÃO", ainda no Decreto 4.610/2020, na segunda-feira 23/03/2020.

Pedimos a toda membresia da "NOME DA IGREJA" que, a partir desta data aguardem as demais orientações das autoridades dos Executivos (Federal, Estadual e Municipal), Judiciárias e Sanitárias.

Sem mais, contamos com a compreensão de vossa senhoria, para que tenhamos entendimento e juntos possamos sanar tais situações.

Nome Completo (XXXX)
Função do Locador (Pastor, Presidente, Dirigente)
CPF / RG (000.000.000-00) / (XX-XXX.XXX)

Negocie, é a melhor maneira de ficar em paz. Informe-se sobre os Decretos vigentes em Leis e Decretos durante a Pandemia Covid-19

Fonte: Leopoldina News

Gostou? Deseja ajudar? Faça sua doação no PagSeguro ou (Caixa Econômica Federal,  AG 0608 / OP 013 / CP 69051-9 / Josué dos Santos de Oliveira) - obrigado!

06 maio, 2020

Prefeito orienta que pastores não abram igrejas e pede orações para enfrentar crise padêmica


Em reunião na tarde desta quarta-feira (6/5) no Centro Cultural Mauro de Almeida Pereira no centro de Leopoldina, dezenas de pastores e lideranças se encontraram com o Prefeito Dr. José Roberto de Oliveira na esperança de receber uma mensagem alternativa e que elucide sobre a reabertura das igrejas no município.

De posse da palavra, o prefeito fez inúmeras colocações que embasam suas decisões para a não reabertura de igrejas, bem como pediu encarecidamente a colaboração dos pastores e lideranças presentes pela não abertura dos templos conforme os decretos baixados no município e as recomendações do Ministério da Saúde e do governo do Estado. Algumas das justificativas apontadas, trata que a cidade é cortado pela maior rodovia do país, a BR 116 tendo que lidar com pessoas de fora do município, que em trânsito, infectados e entrarem em contatos na cidade podem aumentar as chances de contágio no município. Outra abordagem trata da quantidade disponível de leitos  e respiradores para tratamento do COVID-19 em Leopoldina, mostrando que atualmente a cidade tem 7 respiradores e praticamente todos ocupados em uso e aguardando outros 5 para ampliar o setor de tratamento. 

Diante dos expostos, o prefeito pediu que os pastores intensifiquem suas orações, reconhecendo os trabalhos religiosos na cidade, mas pediu para que não reabram, citando o caso ocorrido na cidade Cataguases, onde um pastor faleceu em decorrência do COVID-19. Para o prefeito, a fé não se sobrepõe à ciência e nem a ciência à fé, mas que ambas caminham juntas pela solução dessa Pandemia do Novo Coronavírus.

Citado por algumas lideranças sobre a reabertura de igrejas mesmo com as proibições, o prefeito afirmou que cabe denunciar. "Se encontrar comércio, bares ou igrejas, denunciem a Polícia" - e garantiu que aumentará as fiscalizações em toda cidade para que não haja contágio diante das peculiaridades do município. O prefeito também afirmou que o número baixo de fiscais dificulta o sucesso a fazer cumprir as regras no município.

O mandatário garantiu que fará todos os esforços para garantir o melhor aos cidadãos leopoldinenses e que luta contra a desigualdade social que é visível neste momento, visto que quem tem planos de saúde acabam sendo colocados em privilégio (na frente), e que seus argumentos tem sido distorcidos por forças políticas na cidade aproveitando o momento difícil. Para o prefeito, ele tem certeza que nenhum dos presentes ali na reunião teria o direito de usar um respirador diante de tanta desigualdade social. O dinheiro é tudo para muitas pessoas.

Questionado pelo blog Leopoldina News sobre a quantidade de respiradores necessários ao município de Leopoldina, visto que recebe uma rodovia federal de grande movimentação e além de abarcar outras cidades para tratamento de pacientes, o prefeito não soube especificar um número preciso. Porém afirmou que para cada grupo internado que usam os respiradores, seja necessário outros idênticos livres. No caso atual, a cidade conta com 7 respiradores e passará para 12 em breve, portanto, deverá manter 50% livres. E todas as vezes que o número de equipamentos livres for menor que esses 50%, a cidade terá mudanças nas regras conforme as recomendações do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual de Saúde.

Uma nova reunião poderá ocorrer em breve para discutir as providências a serem tomadas. Segundo o prefeito, vai estudar as propostas e que outras reuniões com as equipes de trabalho ocorrerão visando o melhor pra população.

Também participaram das reuniões os vereadores Pastor Darci Portella, Elvécio Barbosa e Kélvia Raquel, além do membro do Comitê de Enfrentamento ao Covid-19, Vinícius Franzoni Barbosa Ferreira e do Secretário de Gabinete Luiz Augusto Cabral.

Fonte: Leopoldina News

02 maio, 2020

A Igreja deve ser exemplo para passar pela Pandemia

"Se nos faltam exemplos nas autoridades políticas em todos os níveis no país, a Igreja de Cristo deve ser um modelo para todos. Nos dias atuais, a humanidade carece de bons modelos. Minhas preocupações vão desde a cobrança social por desobediências às regras ao verdadeiro agrado a Deus neste período."

Inúmeros critérios para fugir do isolamento e reabrir as portas dos templos tem sido apresentados por várias lideranças evangélicas em todo país, e porque não dizer na nossa pacata Leopoldina. Critérios que muitas vezes nem sempre respaldam a fé e a obediência, em que cada um deve se apresentar diante do Senhor. Podemos olhar dois exemplos bíblicos, um do profeta Samuel e o outro de Jesus, ambos cresciam de forma a agradar os homens na terra e a Deus. Importava que estes cumpriam as regras no sentido expresso delas, por isso tiveram a aprovação.

Diante dos diversos argumentos de que a igreja (templo) não pode fechar as portas, eu poderia discorrer em muitos aspectos daquilo que realmente deve ser a igreja e o que é a igreja, bem como ela deve agir neste tempo olhando sua própria história, porém não o farei neste post, pois o assunto aqui é outro. Mas primeiro, quero salientar que, não é meu propósito ensinar ninguém a dirigir, mas orientar ou apresentar algumas colocações. Seja um carro novo ou velho, sem GPS atualizado ele pode te colocar em situações ruins e constrangedoras, tão logo não convém chamar o mecânico, o guincho, ou desejar ir ao posto para abastecer. A vida deve sempre nos ensinar a não ignorar as advertências, sejam elas sociais e ou espirituais.

Sobre os aspectos espirituais, convenhamos que o tempo é desafiador para os pastores e igrejas. É desafiador até para os homens que governam a terra. Diante desses desafios, as lideranças cristãs em suas assembleias deveriam se comportar de tal maneira a ser exemplo, como fora a igreja primitiva. No tempo de recuar, recuar. No tempo de avançar, avançar. No tempo de parar, parar. Assim, para cada período da linha do tempo da igreja encontraremos ela em revés às autoridades e suas leis. Alguns desses desafios foram de proteção aos governos que não compreendiam o papel da igreja, assim, a igreja enfrentou, tendo mártires ou homens que lograram êxito sem morrer. Mas não foi assim com todos. Como um dos lendários nomes da igreja, Estêvão não recuou no tocante a sua fé. Mas com um grupo de discípulos instruídos por Jesus, nenhum ousou sair de Jerusalém nos dias que se passaram após a morte de Cristo. Encurralados pela perseguição política e religiosa, se guardaram. Não foi por menos, se morressem no confronto, muitos de nós se quer teria conhecido o evangelho. A religião deles teria se tornado inútil diante do chamado de Cristo e mais tarde das orientações de Paulo poderia ressurgir um evangelho diferente e sem confrontos.

No entanto diante dos expostos, será que argumentos não nos faltam a perguntar não aos outros, mas a nós mesmos sobre nossos exemplos, o que estamos transmitindo à sociedade com nossa postura? O que estamos transmitindo a Deus quando ficamos apenas a pensar nos grupos, nas cadeiras que devem ser preenchidas, nos louvores que devem se cantados ou nos dízimos colhidos e ofertas? Tudo isso deveria impactar em cada cristão, líder e responsável por um grupo de pessoas. Não faltam argumentos bíblicos para expor que, assim como pela fé receberemos a recompensa, também pela ignorância (não ignorância de brigar, mas de não levar em consideração) os fatos em si seremos recompensados.

Todos nós que de alguma forma temos recebido o chamado do Senhor precisamos compreender que: a Pandemia veio para todos, isso é fato! A crise política, religiosa, econômica e social veio para todos e neste contexto está a Igreja de Cristo a ser provada e aprovada, e vencer. Como que a igreja se comporta diante disso tudo? Eu nem precisaria usar muitos textos e os analisar conforme "o tempo em que foram escritos, para quem foram escritos, por quem foram escritos, suas mensagens temporárias, proféticas para o tempo específico e todos os tempos e suas respectivas funções em nossos dias - nada de novo está ocorrendo na terra".

É sabido que, todo pastor e toda igreja tem suas responsabilidades, e desde sempre, meu carinho com todas as lideranças foi em torno de mostrar alguns argumentos, pontos de vistas diferentes e até mesmo mostrar o que diz a lei da terra sobre nós. Digo que se nenhum de nós tivermos a capacidade de obedecer autoridades terrenas as quais vemos, como obedeceremos a autoridade de Deus, o qual não vemos? É importante reforçar que, a Pandemia até este momento não trata do impedimento exclusivo religioso, mas de cuidados necessários à proteger a vida e que se aplica sobre todos. Jesus é o grande exemplo de protetor e garantidor de vida, no aspecto da terra e na eternidade. Olhemos para ele.

Diante das responsabilidades de cada pastor, dirigente e igreja (instituição), muitos perigos sondam as lideranças, podendo em um espaço de tempo levar muitos de nós a condenação por desobediência, desacato a autoridades, descumprimento de regras internacionais, descumprimento da Constituição no que diz respeito à vida e à saúde, descumprimento da nossa serventia às autoridades terrenas, e além de um outro aspecto que é demonstrar para a sociedade nossa capacidade de desobedecer - friso, "daí Satanás ganha legalidade para nos acusar conforme diz Apocalipse 12 e o faz com toda legalidade". Além de que, nossos atos de simplesmente nos esconder dentro do prédio público com 10, 30, 50 ou mais pessoas, passamos a imagem que as autoridades da terra não nos verão, não seremos apanhados - ledo engano. Deus tudo vê e estamos cansados de pregar isso para os ímpios e nós na hora que fomos foram exigidos simplesmente mostramos nossa capacidade de ignorar. Digo que abrimos uma porta espiritual para nossos membros nos desobedecerem, não cumprirem regras e Satanás poderá usar alguns deles contra nós, já que estamos descumprindo leis espirituais para a terra.

Olhando o aspecto jurídico, algo que gosto de ler, pesquisar e compartilhar, afinal não quero ver o cemitério rico por não ajudar em nada. Manter uma porta aberta dentro do município de Leopoldina desde o Decreto Municipal 4.610/2020 é um perigo enorme. Existem subjetividades nele e em outros. Não posso me firmar nas palavras de um encontro pessoal com o prefeito, com juiz e nem com o delegado, preciso me firmar nas letras da lei. Estamos lidando com leis. Vou repetir uma colocação que fiz alguns dias atrás: "O prefeito pode muito, mas não pode tudo. O governador pode muito, mas não pode tudo. O presidente pode muito, mas não pode tudo". Minhas colocações foram no sentido de que, a sociedade espera sempre um ato brusco de um e outro para abrir e escancarar as portas dando plena liberdade sem que tenhamos de lidar com os problemas em questão. Não é assim que se procede. Existem regras pra tudo nesta vida. Até para servir a Deus existem regras e é só ler as escrituras com mais atenção.

Voltando ao aspecto do Decreto Municipal que citei, o Artigo 5º deixa claro a natureza da Igreja  e o que diz: "Art. 5º. Fica SUSPENSO por tempo indeterminado, suspendendo os Alvarás de Localização e Funcionamento emitidos para realização de atividades ou empreendimentos, públicos ou privados, com circulação ou potencial aglomeração de pessoas, em especial:
I – Festas, eventos públicos e privados de qualquer natureza, em locais fechados ou abertos, com aglomeração de no máximo 10 (dez) pessoas;" - portanto ficando claro que, com a suspensão dos Alvarás de Funcionamento, todos estabelecimentos não liberados o seu funcionamento se tornam ilegalmente abertos para funcionamento mesmo com o máximo de 10 pessoas. A limitação é para algum tipo de aglomeração que não se enquadra aos que necessitam do Alvará de Funcionamento. Isso é pegadinha da lei.

De acordo com este Artigo 5º, alguma igreja sendo aberta e se houver disseminação de doenças pandêmicas, neste caso específico, o Código Penal, Artigo 267 se aplica com penas de prisão que varia de 10 a 15 anos, e se houver morte, pode dobrar a pena.

Portanto, a questão que envolve as igrejas e os pastores, fica claro que, pode ocorrer a multa por que o estabelecimento está aberto (alvará suspenso). Multa e prisão por contágio. Multa por não uso de equipamentos de enfrentamento ao Covid-19 (álcool 70% ou sabão, luvas, máscaras, etc) especificamente nestes ambientes. Multa por não obedecer as regras da lotação e distanciamento, e todas elas com agravantes acerca do nível de conhecimento dos dirigentes. Para se observar mais, é necessário ler os Artigos 131, 132, 267 e 268 do Código Penal, Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940,  Lei nº 9.777, de 1998 e Lei nº 8.072, de 25.7.1990.

Ainda no Decreto Municipal 4.610/2020, as penas previstas na Lei 6.437, Artigo 10, V - trata das penalidades que não se aplicam sobre as igrejas, mas sobre empresas que tem cunho comercial ou industrial. No entanto, a multa de 2 mil reais valerá e se aplicará baseado em legislações que tratam disso, no caso específico, por ser uma Pandemia e prevista no Decreto Federal 10.282/2020 - ou seja, todos foram avisados.

Nem mesmo o Projeto de Lei 1179/2020 que tramita na Câmara Federal isentaria pastores e igrejas em casos anteriores, caso a Lei seja aprovada e sancionada pelo presidente da república. Portanto, com ausência de legislação de proteção aos pastores e igrejas, não cabe enfrentamento por desobediência, mas de forma jurídica. Existem instrumentos próprios para isso. Aqueles que querem manter a porta aberta, assumindo todos os riscos deve entrar na justiça para garantir seus direitos.

Enfim, já estamos lidando com casos de igrejas e pastores sendo levados ao Judiciário para que este arbitre, visto que foram contagiadas e ou tiveram mortes, resultados das reuniões coletivas em templos. Neste aspecto, juridicamente o templo não é o local apropriado para encontros neste momento. Porém, lei pune por desobediência, mas pode livrar por atos não previstos em nenhuma norma vigente.

No momento, o bom exemplo de nós pastores e igrejas deve servir à sociedade. A igreja é sal, é luz, é o modelo. E se ela não for adequada à sociedade conforme as escrituras, a quem seguirão? A quem ouvirão? Jesus afirmou que muitos andavam errantes porque não tinham pastores ou líderes (Mt 9.35-38). Nosso papel é instruir e ser um modelo pra quem vai fazer similar e colaborar para todos vencerem. Alguns vão passar desapercebidos e nada terão, outros ainda sim, mesmo se protegendo terão o Covid-19.


No mais, vamos agir com inteligência, com medidas educativas, sábias e que garantem a moralidade social a partir dos pastores e igrejas. Respeitando e cada um respondendo por seus rebanhos e instituições.

Por Josué Oliveira - Pastor ICED

Cito:
http://leopoldinanews2.blogspot.com/2020/03/leis-e-decretos-durante-pandemia-covid.html
https://www.tjdft.jus.br/institucional/imprensa/campanhas-e-produtos/direito-facil/edicao-semanal/disseminar-o-corona-virus-e-crime
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6437.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/decreto/D10282.htm

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