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| Foto: João Baía Meneghite |
As alianças em torno de uma política devem explicar algo muito maior, digo que até sobrenatural, porque não sabemos como pode ter ocorrido isso. É sabedor por parte da população leopoldinense que sempre houve divergências, diferenças, brigas e intolerâncias entre os candidatos de outros pleitos José Roberto de Oliveira (Dr. Zé Roberto) e Márcio Alvarenga Pimentel (Marcinho Pimentel) e isso nos últimos anos criou enormes acusações de um lado e do outro e que cada vez mais demonstrava as polaridades políticas em Leopoldina.
Pois bem, eu até esperava que as acusações acabassem de um e outro, a cidade precisava de projetos para seu povo e não de que os candidatos se acusassem, querendo o poder às custas de enormes vexames nos palanques, e como aqueles ocorridos pelos grupos de militantes bem no centro da cidade. Era pura vaidade e ego político.
As mais distintas igrejas oraram pelo bem da cidade nos últimos anos, momentos e atos proféticos foram feitos, e daí ainda não sabemos até onde está o agir de Deus na tal 'reviravolta política', onde, os opostos se atraíram de tal forma que hoje estão no mesmo barco político. Eu diria que aquelas acusações, difamações, ações na justiça ainda nos remete ao um remoto passado sombrio e muito fácil de ser lembrado. Mas como esquecer?
Me deu aquele friozinho na barriga quando abri a página online do Jornal Leopoldinense, quando estava viajando e lá vi que tudo já estava definido para o pleito de 2016. Era então Zé Roberto e Marcinho Pimentel em uma reunião histórica, onde ambos pareciam ter selado a paz em prol de uma política melhor em Leopoldina. Ainda é difícil acreditar, mas prefiro acreditar nisso, afinal de contas quem aguentaria mais uma crise municipal no período eleitoral não bastando a que hoje aperta todos pelo país? Basta, era isso que esperávamos há muito tempo!
Ao findar das eleições, independente dos resultados, espero que, Zé Roberto e Marcinho Pimentel tenham de fato o compromisso de trabalharem pela cidade, cumprindo acordos políticos e pleno exercício de paz e humildade, caso contrário, a aliança pode ser um tiro no pé de ambos, que doerá por anos políticos e profissionais.
Não importa aqui falar os motivos das alianças, se para fortalecer A ou B, mas importa que ao menos não teremos um formigueiro político, onde ninguém está com força e saúde para ouvir os argumentos que não colam mais. Me parece que a política leopoldinense pode começar a mudar a partir deste pleito, se os homens quiserem e o fizerem com os pés nos chão, com o coração puro e temendo a Deus, tudo pode sim mudar - aí estará as respostas das orações das igrejas e do povo de Deus. Nem sempre entendemos os detalhes que ocorrem no agir de Deus, mas tão logo aceitamos e tomamos posse como uma vitória.
Josué Oliveira - Pastor da Igreja Cristã Esperança Divina
