Onde está a fiscalização das obras urbanas de Leopoldina? Onde andam os engenheiros da Prefeitura?
É mais bonito, é mais barato, faz mais rápido, mas serviço ainda não tem qualidade. Os bloquetes colocados em várias ruas da cidade estão ganhando no gosto dos cidadãos leopoldinenses e parece que são bons. Infelizmente os serviço ainda não é o correto, sempre está faltando alguma coisa pra ficar melhor. Enquanto nós pagamos impostos altíssimos, somos mal servidos na contrapartida dos governos. Enquanto vivemos questionando as obras, quem ganha para cuidar disso não o faz, acho que deveríamos tomar atitudes mais radicais contra este sistema.

Durante muitos anos, diria que desde os primeiros governos dos prefeitos Antonio Márcio Cunha Freire e José Roberto de Oliveira, a cidade experimentou a nova era, a da massa asfáltica. Nos primeiros momentos, aplausos e muita alegria, principalmente para os moradores das ruas cheias de buracos e lama. Os anos passaram, os moradores adquiriram seus veículos, e veio a consequência: a destruição do asfalto por excesso de peso. A camada de 3 a 5 centímetros de asfalto, foi mesmo uma bela enganação aos leopoldinenses, que durante muitos anos conviveram com os buracos e lamas, mas nos últimos 10 anos, os buracos ficaram maiores, e sem consertos.
Todas as iniciativas foram tomadas para resolver os problemas dos buracos, inclusive as críticas como "cidade dos buracos" e por sinal bem comentada e aceita pela população. Dentre as iniciativas, vimos colocarem terra, sobra de concreto, entulho, massa de asfalto com cimento e pedra brita, e até pó de pedra. Nada resolveu! Os problemas eram sanados à tarde e no dia seguinte estavam lá de novo para infernizar a vida do nosso povo.
No último ano e principalmente nos últimos dias, temos assistido algumas obras estranhas em Leopoldina. Primeiro foi as realizadas pela prefeitura, colocaram rotatórias e passarelas em números excessivos pra todo lado, e mais uns quebra-molas que mais parecem barreiras contra enxurrada. Em segundo lugar, são as obras realizadas por uma empreiteira de Belo Horizonte, nas ruas Acácio Serpa com a Geraldo Campana. Onde o asfalto velho e podre foi retirado, sendo substituído por blocos conhecidos por "bloquetes". Até então parecia resolver os problemas, e quando passamos a analisar estas obras, não vimos as obras que satisfariam as necessidades, pois tem alguns erros, e daqui a pouco aparecerão.
1º - Os lugares desnivelados das ruas estão sendo nivelados com AREIA. Algo errado, pois deveria ser usado TERRA e socá-la para firmar o piso e não gerar perca de conexão entre os blocos. A areia é lavada facilmente com as águas das chuvas e de outras origens. A terra depois de compactada, suporta peso, diferentemente da areia que leva os blocos a se enterrarem, gerando desnivelamento da rua, e alguns lugares afundarão.
2º - A contrário do que estão fazendo, a reforma do muro do canteiro central que ocorreu próximo a Cantina do Forró, o canteiro deveria ser retirado, assim como todas as palmeiras ali plantadas. As palmeiras estão com as raízes expostas e o muro não servirá de apoio em caso de queda e qualquer vento forte que passar por elas, as derrubará. Elas estão altas e acumulam muito peso, facilitando a queda sob veículos, casas, pedestres, e pode significar uma tragédia anunciada.
3º - As obras de captação pluvial deveriam ser refeitas em toda região, evitando obras nos próximos anos para o mesmo sentido. A falta de conexão das obras, atrapalham em muito o desempenho da cidade. Exemplos disto é que, em frente o Fonte Supermercados, na Acácio Serpa (antiga rua do camelô) acumula uma grande quantidade de água em dias de chuvas, o mesmo acontece na Geraldo Campana com Idalina Gomes Domingues. Algumas redes foram trocadas, mas evidenciaram que não são suficientes, algo precisa ser feito de verdade.
Por
Josué Oliveira