Estamos há 30 dias das eleições municipais de 2012. Na corrida eleitoral ao cargo majoritário, Roberto de Paiva Brettas do PRTB, Márcio Alvarenga Pimentel do PP e José Roberto de Oliveira do PSC. O trio tem a missão de ganhar os votos dos indecisos, daqueles que anularão seus votos ou que deixarão de votar (caso de quem mora fora do município, de quem já passou dos 70 anos ou quem não deseja votar, fará a justificativa ou pagará a multa). Ante esta situação, na última eleição municipal em 2008 cerca de 8.607 votos deixaram de ser computados como válidos, onde 22% da população leopoldinense ou residente no município, ativa às eleições não votaram. Quais as vantagens e as desvantagens encontramos nos candidatos atuais? Tentaremos passar a mensagem conforme extraídas durante as três reuniões com pastores de Leopoldina.
Primeira Reunião - 13/08/2012 - José Roberto de Oliveira
Pontos positivos: A experiência de sido prefeito da cidade por três vezes, o consolida como candidato à ser batido, já que sabe muito bem como é o processo eleitoral, tendo como base os principais nomes do cenário político ao seu lado.
Também é fato importante que ao reativar todos os setores que atualmente estão parados, quem ganha é a população que é dependente. Fazendo valer da sua experiência em construir, espalhar obras por vários bairros, levando aos mais pobres um pouco de dignidade, é nas classes "C" ou "D" que concentram a maior parte dos seus simpatizantes. É fato que a sua contribuição para a expansão do ensino e preocupação com os pobres foram fundamentais principalmente no seu primeiro mandato.
Pontos Negativos: É o cansaço demonstrado ante aos diversos questionamentos na justiça. Sendo o prefeito mais cobrado na justiça na história de Leopoldina por suas contas rejeitadas, Zé Roberto ainda não conseguiu explicar à sociedade os motivos das suas contas não terem sido aprovadas pelo Tribunal de Contas de Minas Gerais, há mais de 11 anos.
Outro fator é que o candidato se mantém firme ao dizer que vai voltar o "Passe Escolar". Cabe ao Município zelar, na ordem do prefeito apenas pelos alunos da instituição municipal, conforme as Leis
9.394/1996 ,
10.709/2003 , e
10.880/2004 as que regulamentam o transporte para todos os alunos das redes municipais ou estaduais. Diante do exposto, manter-se numa inverdade é um ponto chave. Outros questionamentos ainda poderão surgir quanto a chamada "farra dos passes", já que o número contratado e o usado eram estranhos, também não explicados a população.
Outro ponto negativo é que não é exposto nenhum projeto para atrais empresas para o município, sendo assim empregos. Um dos maiores questionamentos sobre as suas 3 administrações foram que não foi gerado emprego em Leopoldina, nem mesmo podendo dizer que salva a Pif-Paf, já que a empresa substituiu uma outra, trocando seis por meia dúzia.
Pesa na balança contra o ex-prefeito a distância que teve da comunidade evangélica. Suas promessas eleitorais no ano de 2004 são suficientes para compreender o que não dá para sustentar. Na época o ex-prefeito acordou em reunião com pastores que daria apoio à comunidade evangélica, que tanto pleiteava um show gospel no principal evento da cidade, na Expoleo. Vencido sua administração, nunca foram atendidos. Pessoalmente a um ou outro líder evangélico, a relação foi apenas amistosa, mas não de quem governa para o povo.
Outro fator que não foram cumpridos com uns e outros candidatos, são com as secretarias, comprometendo-se com várias pessoas e terminou ganhando adversários ou inimigos políticos. A insensatez ao prometer, leva também um grupo de amigos para cumprir tarefas, aproveitando a oportunidade para colocar encarregados que não conseguem corresponder com suas tarefas, trazendo enormes prejuízos para a cidade.
Segunda Reunião - 30/08/2012 - Marcinho Pimentel
Pontos Positivos: Sua experiência fora do município o coloca como um nome de qualidade para opor-se ao ex-prefeito. No cenário político há poucos anos em Leopoldina, Marcinho aumentou gradativamente sua popularidade, principalmente após passar pelo mandato tampão como Deputado Estadual por 30 dias em 2011. Provou que quem quer fazer faz, mesmo com pouco tempo. Articulou e deixou pontos na sua costura para que mais tarde como prefeito de Leopoldina os pudesse puxar e amarrar. Filho do ex-prefeito Wilson Pimentel, a quem deve a honra de carregar o nome de um excelente administrador.
Ante suas idéias, a cidade passará pelo progresso e geração de empregos, formando no município um pólo industrial. De acordo com as estratégias que conhece, Marcinho demostra mais confiante com o processo este ano, e promete brigar muito, voto a voto, e ainda na justiça para que seu concorrente direto não seja prefeito de Leopoldina, deixando claro que tem que ser eleito nas urnas no dia 7/10.
Pontos Negativos: Apareceu para dialogar com a comunidade dos bairros e distritos neste período eleitoral, deixando o território sem sementes. Sua política de gestão por área pode gerar problemas sérios na formação das próximas gerações, já que temos impregnado na nossa cultura, "o ar de levar vantagem". Muitos gestores, quando não preparados podem seguir semelhante aos já vistos até aqui.
Terceira Reunião - 06/09/2012 - Roberto Paiva Brettas
Pontos Positivos: Suas experiências no cenário nacional e internacional junto a principal empresa de saneamento básico de Minas Gerais, a Copasa, podem significar grandes avanços para o município. Inteligência e estratégia aliadas servirão a população. Engenheiro na prática, Brettas é o nome menos conhecido entre os candidatos. Por vez é o primeiro envolvimento com a política, como candidato. Atualmente dirige a Rádio Jornal de Leopoldina, Brettas está convicto com sua eleição, e recebe o apoio incondicional de sua mulher, a vice-prefeita, Silmara Matolla. Também deixou claro sua postura de não se engessar com promessas que não poderão ser cumpridas, mas que fará grandes esforços para realizar aquilo que compete a sua administração. Para Brettas, as últimas administrações encruzaram os braços quando não conseguiram resolver os problemas, o que o coloca a frente dos demais é que nunca se omitiu ante as dificuldades.
Diante das suas promessas e atuações na cidade, o grupo que trabalha com Roberto Brettas apresenta ser os mais serenos e tranquilos, sem algazarras ou anarquias pela cidade. Não sendo ainda detectado poluição visual por excesso de propagandas. Ainda, é registrado que entre os dois candidatos Marcinho Pimentel e Zé Roberto, a campanha de Brettas através dos carros de som, aparentemente tem respeitado os limites de distância dos órgãos públicos e privados, previstos à distância de 200 metros em horário de funcionamento.
Pontos Negativos: Diante da candidatura, Roberto Brettas parece estratégico, mas não é convincente. Se não for pelo medo, a comunidade estranha de certa forma a sua aceitação. Brettas tem 20 anos de moradia em Leopoldina, mas somente agora em 2012 apareceu no cenário político visando uma administração pública. Espalhando centros de distribuição de materiais (birôs), a cidade ganha um novo tom, mas ainda sem expressão da verdade, mais parece um homem acanhado com o que tem a dizer.
Entre os três, é bem possível que em sua gestão o tratamento de esgoto saia do papel, já que quem mais ganhará com isto é a
Copasa. Este alerta serve também para analisar se é bom ou ruim ter esgoto tratado ou não. O certo é que a
empresa vem aumentando abusivamente sua taxa em diversas cidades de Minas. Para os entendidos, a Copasa é muito "grata" ao candidato à prefeitura de Leopoldina, Brettas.
Neste cenário que aqui observamos os três candidatos, o eleitor precisa de muita calma para tomar alguma decisão, sendo que qualquer precipitação pode acarretar em duras cobranças a si mesmo por 4 anos. Vale esperar, buscar orientação de quem tem mais compreensão do que está acontecendo na cidade. Uma vida de 4 anos não pode ser decidida por emoções, mas sim com a razão.