"Tô Chegando" é o jeito de acalmar o cliente e fazer mais um corrida.
Se quem chama um táxi ou motoby é porque está com muita pressa, não é verdade? Mas em Leopoldina, se você esperar pelos coletivos da Leopoldinense é possível chegar mais cedo no destino final, caso a linha passe por lá. No ano de 2011 e agora em 2012 tive alguns momentos bens desconfortados com alguns taxistas em Leopoldina. No ano passado, iria a uma reunião no Hotel Minas Tower, no centro da cidade. Liguei para o táxi às 19:40 e ele me disse que estava chegando. Quinze minutos depois, liguei para o mesmo taxista, ele me disse que estava chegando, e quando completou vinte e cinco minutos liguei para um outro taxista, me disse dentro de dez minutos ele chegaria, passaram-se os dez e mais de quinze minutos, foi então que liguei para o terceiro táxi, e perguntei se era possível pegar naquele momento pois já estava há mais de 40 minutos. O taxista disse que estava livre e podia me buscar. Em dois ou três minutos o taxista me apanhou e levou-me ao destino. Em conversa com o taxista, ele me disse que para ele era melhor dizer que não dava para pegar o cliente, ao contrário de tentar segurá-lo e arrumar um problema para o mesmo. Agora em 2012, outro taxista me fez esperar mais de vinte minutos quando disse que já estava chegando. Quando completou dezesseis minutos liguei e reclamei sobre o seu horário, ele me disse que ainda estava no centro, mas que em poucos minutos me apanharia.
Será que os taxistas que cometem este tipo de delito pode ser processado? O serviço oferecido por taxistas e motoboy são serviços de urgência, portanto quando o mesmo na tentativa de segurar várias corridas ao mesmo tempo, ele não está desrespeitando os clientes? E não só existem as queixas a respeito do horário, eles também usam e abusam da velocidade em nossas ruas e avenidas. Diz um ditado "é melhor um pássaro na gaiola que dois voando", isto é muito claro! Querem ganhar a corrida do cliente já em transporte e ainda diz para outros três, quatro ou mais clientes que "já estou chegando aí". É hora dos taxistas leopoldinenses terem um pouco mais de atenção, pois uma hora destas vão acabar com a profissão tão admirada.
O mais curioso na história dos taxistas é que quando eu liguei e reclamei, um deles no dia seguinte me procurou pra justificar seu atraso. Eu disse a ele que teria que me devolver o dinheiro que paguei a outro taxista, já que ele não cumpriu sua palavra comigo, "tô chegando". O outro taxista que reclamei que já tinha passado mais de quinze minutos, alguns meses atrás me esbarrou próximo a exposição. Eu estava de bicicleta ao lado da calçada, ele passou em alta velocidade esbarrando no guidon da bicicleta. O guidon correou pela lateral do carro, e parou mais a frente. Minha sorte é que eu estava com o pé direito em cima da calçada, poderia ter acontecido algo pior. Fui até a janela do seu carro e perguntei "você ficou maluco?". Ele sem ação arrancou o táxi e foi embora. É assim a vida dos taxistas em Leopoldina. Todos os dias são dezenas de vítimas por causa dos atrasos.
Há, não poderia esquecer que um dia eu liguei para um deles, estava na igreja trabalhando com uns jovens numa reforma. Era pouco depois da meia noite, quando solicitei o táxi para levar os jovens em casa, o taxista me respondeu: "Não vai dar, já estou em casa deitado". Era hora de trabalho, mas o cliente não tem nada a ver com seu sono. Se não quer correr a noite, passa o bastão para outro correr!
Não entendo, uma hora quer ganhar tudo sozinho e outra hora não importa quem vai ganhar. Isto aí é falta de amor a profissão, de dedicação ao trabalho e de honestidade com os clientes. Espero que os entendidos de lei possam falar alguma coisa sobre este tema, já que, quem não passou raiva com algum taxista?