João 3
Que
bom seria se pudéssemos nascer e mudar a nossa história a partir do vente de
nossa mãe. Mudanças estas que vão deste a escolha do nome, a identidade, o
caminho a ser seguido, o lar onde morar e crescer, a vida financeira e
espiritual e a religião de fé, sendo então tantos os motivos que nos trariam
essa novidade de vida a partir do “Re-Nascer
do vente da mãe”.
Porém,
como não é possível nascer novamente do ventre da mãe, uma brecha no tempo fora
nos dada pelo próprio Jesus Cristo. O “Novo
Nascimento”. O novo nascimento expõe a necessidade de mudar o destino do
corpo e da alma. Apesar do corpo ser o elemento que voltará ao pó da terra, ele
seria usado para as coisas que imperam sobre a alma. Enquanto isso, a alma, a
essência do corpo, onde sente, deseja e tem vontade, essa poderá ser perdida ou
alcançada dependendo das circunstâncias da vida.
Jesus
conversava com um homem chamado Nicodemos e afirmou a ele que era necessário
nascer de novo. Mas veja bem, Nicodemos era um homem que precisava do “novo nascimento”? Analise os versículos
que apontam a forma de vida deste homem em relação ao novo nascimento, expressados
em João 3.1-2; ‘príncipe dos judeus’, ‘reconhecia Jesus como mestre’; ‘reconhecia
a companhia de Deus com Jesus’; ‘demostrava ser inocente quanto ao novo
nascimento’; etc.
Em
todos os aspectos citados anteriormente, vemos que apesar de Nicodemos ocupar
uma importante posição em sua sociedade, era necessário nascer de novo. Esse
ponto nos mostra que, apesar de sermos o que somos em qualquer lugar, seja no
trabalho, na escola, na Igreja, nas viagens – importa que venhamos nascer de
novo.
Também,
o ato de reconhecer Jesus e o poder de Deus, Nicodemos deixava claro que Jesus
era alguém vindo de Deus. Isso não é tudo na vida do cristão. Você pode dizer
palavras bonitas acerca de Deus, reconhecê-lo como Deus por sua força, poder e
domínio, espalhar cartazes e folhetos pelo mundo acerca da bondade desse Deus e
se ao fim você não nascer de novo, ainda sim é um homem carnal, mortal e do
mundo. Em outro instante, a inocência de Nicodemos incomodava Jesus. Jesus
então lhe ensinava. Isso nos mostra o quanto temos de responsabilidades sobre
os que ainda não nasceram de novo. É preciso pregar-lhes o evangelho que
confronta a natureza terrena. O primeiro nascimento, nasce para usufruir das
coisas da terra: água, sol, as comidas, bebidas, dos prazeres, bens, etc. A
segunda natureza é a das convicções, a que é dada pela Fé em Jesus Cristo como
Salvador. Essa natureza só ocorre quando o homem deixa de viver a natureza
terrena para viver para Deus. Podemos ter as mesmas paixões, necessidades, projetos
e coisas na terra, porém, a natureza terrena não deve dominar mais.
Nenhum
homem será dado por inocente após ouvir a palavra e seria assim com Nicodemos.
Provavelmente Nicodemos não tenha sido informado acerca das coisas que Jesus
fazia por meio deste diálogo. Ele estava bem informado acerca das obras de
Jesus. Veja que no versículo 2 ele disse: “Rabi,
bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes
sinais que fazes, se Deus não for com ele” – portanto, Nicodemos tinha
informações claras acerca de Jesus. Saber das coisas que Deus é capaz de fazer
e não mudar o curso de vida para ser semelhante a ele, é continuar com a velha
natureza.
Ao
longo da minha vida, vi pessoas dizerem que tinham dons, faziam seus atos em
favor de alguém e as curavam, ou outras tinham sonhos e que se cumpriam. Nada
disso pode ser bastante ao homem a ponto de não nascer de novo. Vejo a clara
necessidade em nós, nos tempos em que vivemos de vivenciar um novo nascimento,
pelo qual temos o Espírito Santo e podemos ser guiados em novidade de vida.
Deixando de fazer nossas vontades, indo pela revelação do Espírito, e fazendo claramente
a vontade do Pai.
Os
que nascem da carne, nascem para viver do mundo e suas paixões. Já os que
nascem do Espírito, nascem para uma vida eterna o qual se contempla pela fé. E
esta vida eterna traz resultados na terra, no meio dos povos e gentes que
decidiram nascer de novo.
Há
reuniões, cultos e celebrações cristãs que não mostram a que estão aliançados. Estes
momentos frios e sem nenhuma repercussão de Deus denotam a necessidade de que,
mesmo sendo alguma coisa, mesmo sabendo e reconhecendo o poder de Deus e ou
quanto são leigos, devem nascer de novo e viver uma nova vida em Jesus Cristo. Há
assembleias cristãs que não parecem ser dirigidas por pessoas de Deus, ou não
são na verdade. A ausência do “Novo
Nascimento” mostra que a reputação de tais cristãos estão fora do padrão do
céu para o céu e para a terra. Precisam nascer de novo.
Quando
se fala em nascer de novo, a doutrina explicada é a da regeneração, ou, de se
refazer. É este ato que muitos precisam entender quanto cristãos. Precisam se
refazer ao longo dos dias. Refazer, concertar, reconstruir, remanejar e alterar são verbos
que mostram a envergadura do “Novo
nascimento” na vida do cristão. A mudança dita por Jesus a Nicodemos é
profunda e não superficial. Às vezes achamos que estamos bem com Deus e com um
nível de intimidade com ele a ponto de querer ser melhor, de se sobrepor aos
outros e isso revela a nós essa necessidade de “regenerar-se por dentro”. Tirar do coração a ignorância, a
intolerância às correções, a indisciplina, etc. O coração precisa urgentemente
ser regenerado à luz da palavra de Deus.
Ao
escrever sobre a Revelação de Jesus Cristo, o mesmo João no capítulo 22 fala o
que Cristo disse nos versículos 12 e 14 “E eis que cedo venho, e o meu galardão
está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Bem-aventurados aqueles
que lavam as suas vestes no sangue do Cordeiro para que tenham direito à arvore
da vida, e possam entrar na cidade pelas portas” – Apocalipse 22.12,14.
Assim, o galardão será concedido a cada um
segundo o “tipo de nascimento” vivido
ao longo da vida. Quem nasce da carne e quem nasce do Espírito terão
recompensas diferentes. Por isso será feliz aquele que nascer de novo e que
tenha lavado suas vestes no sangue do Cordeiro para que “ter” a vida eterna.
Nenhum homem pecador está livre do “Novo Nascimento”, todos precisam passar
por ele. Todos precisam da regeneração que somente Jesus Cristo pode operar
pelo ato do arrependimento do homem pecador.
A Nicodemos, Jesus deixou claro: João 3.7 “Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo”. E ao longo do texto, Jesus continuou
mostrando as verdades que o homem precisa ouvir acerca das coisas celestiais.
Por fim, Jesus encerra seu discurso a Nicodemos
alertando acerca da condenação “E a
condenação é esta: ‘Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas
do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal
aborrece a luz e não vem para a luz para que suas obras não sejam reprovadas.
Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam
manifestadas, porque são feitas em Deus” – João 3.19-21.
Analisando esta última fala, podemos destacar
que, apesar de tudo que Jesus disse a Nicodemos e avisá-lo sobre uma possível
alegria, Jesus disse acerca das maldades dos homens. E esses fatos se repetem
ainda hoje. Os homens sorriem com as coisas de Deus, as palavras belas, as
canções que emocionam e ainda assim continuam longe para não abandonar o
pecado. O pecado é revelado pela luz. E quem foge da luz, foge de ter seus
pecados revelados. Muitos cristãos fogem dos outros para cometer pecados,
imaginando que Deus não está lhes vendo. Muitos maquinal mal, projetam coisas
ruins e ficam longe da luz. A luz revela o coração e as suas obras.
No mais, regenerar-se é o fator primordial
diariamente. Não dá para sermos bons, fazendo as coisas más. E pelas coisas
más, negamos a luz, negamos Jesus e permanecemos em trevas.
Josué
Oliveira
Pastor ICED
– 04/01/2018