A geração de empregos em Leopoldina desacelerou em fevereiro. Os dados divulgados pelo CAGED mostram que o município teve saldo positivo de apenas 6 vagas de empregos no segundo mês do ano de 2021.
A indústria, serviço e construção puxaram os dados para baixo, tendo os dois primeiros setores 4 vagas negativas cada e o último com uma vaga negativa.
Dados de fevereiro/2021
Já o comércio ficou com leve saldo positivo, com apenas 12 vagas. Outro setor que também registrou uma leve variação foi o setor agropecuário com apenas 3 vagas.
Ao todo, o mês de fevereiro teve cerca de 391 carteiras admitidas e 373 baixas, movimentando cerca de 764 carteiras. No ano, o saldo é positivo em 18 vagas.
Vence nesta quarta-feira (31/3) o prazo para pagamento da Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV) 2021. O tributo tem o mesmo valor, de R$ 112,40, para todos os tipos de veículos emplacados no estado de Minas Gerais.
Assim como o IPVA, a TRLAV pode ser paga diretamente nos terminais de autoatendimento ou nos guichês dos agentes arrecadadores autorizados - Bradesco, Mercantil do Brasil, Caixa Econômica Federal, Casas Lotéricas, Mais BB, Banco Postal, Santander e Sicoob. Para isso, basta informar o número do Renavam do veículo. Alguns bancos oferecem aos correntistas a opção de pagamento pela internet e por aplicativos.
O não pagamento da TRLAV no prazo gera multa diária de 0,15%, até o 30º dia; de 9%, do 31º até o 60º dia; e de 12%, a partir do 61º dia. Os juros são calculados pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).
A quitação da TRLAV é uma das obrigações que devem ser cumpridas pelo proprietário para que a situação do veículo seja considerada regular pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) e pelas autoridades de trânsito.
Funcionalismo público
Também nesta quarta-feira expira o prazo para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2021 para servidores públicos e pensionistas do Executivo estadual que não receberam integralmente, até 31/12/2020, o 13º salário relativo ao exercício de 2020. O desconto de 3% para quitação em cota única está mantido.
O ano de 2021 começou com geração de empregos em Leopoldina bem mais significativo em relação ao mês de dezembro.
Desde que a crise se instalou no mundo, oficialmente no município de Leopoldina a partir de março de 2020, o índice de desemprego aumentou. Com as correções feitas pelo CAGED, os dados oficiais de 2020 ficaram com registro em 469 vagas negativas no município. Ao todo, foram cerca de 2.615 desligamentos de trabalho contra 2.146 contratações.
Já o ano de 2021 começou com muita movimentação em contratações e dispensas. Foram 354 desligamentos de trabalho, enquanto as contratações somaram 388 vagas.
De acordo com o NOVO CAGED, os dados de 2020 o setor agropecuário teve saldo negativo de 22 vagas. Foram 28 contratações contra 50 demissões. O setor que é um dos mais importantes para a economia do município movimentou poucos dados ao longo do ano.
Já o comércio fechou com saldo positivo de 52 vagas. Ao longo do ano foram 889 admissões contra 837 desligamentos, mesmo tendo sofrido com o período longo de duras restrições e período onde teve que baixar as portas.
Na construção civil que apesar da grande movimentação das obras no início da pandemia com a distribuição social de recursos como o Auxílio Emergencial, o setor amargou 38 vagas negativas. Foram apenas 116 contratações ao longo do ano contra 154 demissões. O setor passou a viver uma crise com alta em todos itens, como plásticos, cimento e ferro. Há itens que subiram quase 200% na reta final de 2020.
O maior déficit ficou para o setor da indústria local. Com as maiores demissões registradas pela Apa Confecções, com quase 400 funcionários de uma única vez, ao todo, cerca de 738 demissões ocorreram no setor em Leopoldina, contra 324 contratações.
Já o setor de serviços também teve registros ruins. 47 vagas a menos e muita incerteza movimentaram um setor que emprega muitas pessoas de forma autônoma e ou sem nenhum registro. o setor registrou ao longo do ano 836 demissões e 789 contratações.
Com o início de 2021, a indústria e a construção lideram as contratações. A indústria registrou saldo positivo de 51 vagas e a construção outras 33. Por outro lado, o setor de serviços teve 30 vagas negativas, comércio 22, enquanto o setor da agropecuária ficou estável, com duas vagas positivas.
Ao todo, 2021 registra saldo de 34 vagas positivas para o mês de janeiro.
Em mais uma ação de enfrentamento à pandemia, o governador Romeu Zema recebeu da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), nesta segunda-feira (22/3), mais 100 ventiladores mecânicos que ajudarão na ampliação de 100 leitos de UTI em todo o estado ao longo desta semana. Os equipamentos foram entregues, na sede da Fiemg, pelo presidente da federação, Flávio Roscoe. Na semana passada, o Governo de Minas Gerais abriu 33 leitos de UTI nos hospitais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
Durante a solenidade, Zema lembrou que todas as iniciativas implementadas até o momento ajudaram a salvar milhares de vidas, como a ampliação em mais de 100% dos leitos na rede pública. “Sabemos que a solução definitiva é a vacinação em massa, mas o governo fará o necessário para salvar vidas. Essa é a nossa grande prioridade”, afirmou.
Os ventiladores serão distribuídos para as unidades de Saúde espalhadas em todas as macrorregiões do estado. Belo Horizonte receberá 20 ventiladores, assim como Betim (20).
Juiz de Fora, na Zona da Mata, receberá 15 equipamentos. Já as cidades de Montes Claros e Timóteo ficarão com 10 ventiladores cada uma. Viçosa receberá 7 equipamentos, seguida por Ponte Nova (6), São Lourenço (5), Paracatu (4) e São João del-Rei (3).
O critério técnico utilizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) foi a identificação de hospitais com capacidade de abertura imediata de leitos de UTI.
Doações
O governador enalteceu a parceria da Fiemg com o Governo de Minas desde o início da pandemia no país. “No ano passado, a entidade doou 1,6 mil respiradores, que foram de extrema importância para equipar os hospitais em todo o estado, e, agora, mais 100 equipamentos ajudarão na abertura de leitos”, afirmou.
Indústria mineira
Flávio Roscoe lembrou que a mobilização da indústria mineira transformou a Fiemg na maior doadora de respiradores do país. “Além disso, a entidade doou 180 leitos de UTI para diversos hospitais do nosso estado, que já estão em pleno funcionamento”, explicou.
“O setor produtivo está fazendo tudo que está a seu alcance para mitigar os efeitos da pandemia. A Fiemg também está trabalhando na frente da vacina, ajudaremos no fornecimento de oxigênio e, desde o início, entregamos jalecos, máscaras e álcool em gel”, disse.
Em agosto do ano passado, a Fiemg doou para o Governo de Minas 1,6 mil respiradores fabricados pela Inspirar, uma empresa Health Tech idealizada pelos sócios da empresa mineira de soluções tecnológicas Tacom. O equipamento produzido é o VI-C19 que utiliza dois módulos para fazer a ventilação: o volume controlado (VCV) e o modo pressão controlada (PVC). Ele está apto a ventilar qualquer doente com insuficiência respiratória que necessite do apoio mecânico. O projeto foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por médicos intensivistas, engenheiros, programadores e desenvolvedores.
Ampliação de Leitos
Desde o início da epidemia da covid-19 no estado, o Governo de Minas, por meio da SES, realiza estudos assistenciais para a melhoria contínua do atendimento à população e já dobrou o número de leitos na rede pública. Em fevereiro de 2020, Minas Gerais contava com 2.072 leitos de UTI e 11.622 leitos de Enfermaria. Atualmente, a rede pública hospitalar conta com 4.364 leitos de UTI e 20.840 unidades de Enfermaria.
Entre as diversas ações adotadas pelo Governo de Minas para enfrentamento ao coronavírus, está a aquisição de 1.047 respiradores, ao preço médio mais baixo do país. Isso permitiu a instalação de leitos de UTI, muitos deles em municípios que nunca tinham contado com unidades de terapia intensiva.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, enviou nesta sexta-feira (19) à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, um pedido de autorização especial para que o Brasil compre vacinas contra a covid-19 do estoque americano. Harris é também a presidente do Senado dos Estados Unidos, pois, no sistema americano, os dois cargos se acumulam. Pacheco, por sua vez, exerce a presidência do Congresso Nacional.
No documento, Pacheco declara o interesse do Brasil em adquirir doses de vacina estocadas pelos Estados Unidos e ainda sem a previsão de uso local. Não há uma estimativa de número de doses a serem transferidas. Ele ressalta que o gesto "aprofundaria os laços de cooperação" entre os dois países e teria repercussões positivas internacionalmente, uma vez que o Brasil é, hoje, o "epicentro" da pandemia.
"Toda a comunidade internacional ganharia, em segurança sanitária e estima moral, com iniciativa de tamanha relevância e grandeza", afirma.
A mensagem também estende a oportunidade para que o Congresso e o governo americanos sugiram outras iniciativas de colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos na área da saúde e do combate à pandemia.
Em suas redes sociais, Pacheco reproduziu trecho da mensagem no qual afirma que uma resposta favorável seria uma contribuição importante para o plano nacional de vacinação.
"Esse compartilhamento de estoques, caso autorizado, daria impulso decisivo ao esforço de imunização dos 210 milhões de brasileiros", escreveu o presidente do Senado brasileiro.
Nos últimos tempos temos repetidamente ouvido da boca dos políticos, gestores da saúde e muitos cidadãos uma série de politicagens em torno da pandemia. Politicagem não é porque se imagina estar ou não certo, mas por simplesmente ser contra algum tipo de ideia que vem de pessoas, as quais elas tem alguma aversão.
Desse modo de agir e pensar, destaco que a ideia do lockdown implantada em inúmeros lugares pelo mundo não funcionou e duraram mais do deviam pela simples incapacidade dos políticos de seus países - e nem se fala disso por aqui, não é? Neste artigo repito o que converso com amigos nos bastidores do jornalismo, nas conversas nos grupos de Whatsapp e até em minhas publicações, onde afirmou que "ninguém tem a fórmula mágica para resolver a pandemia e sua mortandade".
Já criticaram demais o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o primeiro ministro da Inglaterra Bóris Jhonson e até o presidente brasileiro Jair Messias Bolsonaro. Todos foram alvos de duras críticas porque "esperavam outra forma de conduzir as políticas públicas em torno da pandemia", mesmo todos sabendo que é inexistente um modelo de quarentena que tenha funcionado em algum lugar no mundo, ou senão o que não sabemos está exatamente em países onde opera a ditadura e a censura de imprensa.
Digo que não funcionou na Argentina de Alberto Fernández, não funcionou na França de Emmanuel Marcron, na Alemanha de Frank-Walter Steinmeier e nem mesmo na Espanha, Portugal e que se diga da Itália. O remédio que cura não é a opinião, mas sim os cuidados que devem ser seguido por todos.
Não adianta lockdown, fechar fronteiras, colocar barreiras sanitárias. O que resolve é a aplicação da lei, da educação e do bom senso, por último os remédios e vacinas convencionais. Por que digo isso?
Se a lei fosse levada a sério, todos andariam com suas máscaras no rosto em ambientes públicos, e neste aspecto, até o presidente da república e seus aliados deixaram escapar a obediência ao próprio decreto federal. Se autoridades e o povo levassem a sério as leis, aqui começaria a mudança.
Quando penso no aspecto da educação, isso envolve o conhecimento intelectual, isso envolve a formação social de cada cidadão. A falta de educação como princípio para uma boa relação social tem sido um dos maiores problemas. É aquela pessoa que se julga superior a todas outras e acha que não precisa de cumprir sua parte, mesmo tendo grande conhecimento. A ausência de educação fez com que os problemas sanitários se tornassem maiores do que eram antes da pandemia.
Alguns meses atrás, eu estava na fila do caixa de um supermercado de nossa cidade, de repente surgiu uma senhora que aparentava ter uns 70 anos de idade, entrou na minha frente até sem a permissão, e se dirigiu ao caixa para pagar sua mercadoria. Na boca do caixa, aquela senhora foi capaz de cometer um dos maiores erros, o que imediatamente mostrava a falta de respeito e educação. Ela escarrou aos pés daquele pontalete de ferro que tem ao lado do caixa. Foi a coisa mais ridícula que eu já tinha presenciado nos últimos tempos. Chamei a funcionária e falei com ela o que havia acontecido. Educação, isso sim é um problema não resolvido em nosso país, e neste caso, não é por falta de ir à escola, mas falta de princípios básicos sociais.
Por outro lado, o bom senso é outro fator que trava os bons resultados em nossa sociedade. As pessoas não pensam no próximo. E por não pensarem no próximo os dados são ruins em diversos sentidos. Recentemente um outro fato me chamou a atenção. Estava ali na mina d'água, esperando minha vez para encher as garrafas, dois homens que estavam na minha frente comentavam sobre as medidas de isolamento e coisa e tal. De repente um deles disse: "Eu fui mesmo para praia no carnaval! Quando voltei, falei com meu pai e minha mãe que eu e minha família não iríamos na casa deles por 15 dias e nem eles na nossa casa. Nós estávamos aglomerados com outras pessoas na praia" - descrevia aquele moço que aparentava ter uns 45 anos de idade. Era a falta de bom senso. Ele pensou em proteger seus pais, mas não pensou nas demais pessoas. Isso é o reflexo do nosso egoísmo de nossa sociedade.
Enfim, os remédios e as vacinas deixo por último, pois estes ainda carecem de muitas respostas dos cientistas. Não há ainda tanta certeza, como há tantas dúvidas sobre a eficácia de todos eles contra a Covid-19. O melhor remédio até então é fazer a nossa parte e nos cuidar.
No mês de janeiro quando senti alguns sintomas, logo corri para uma consulta. Já de cara comecei o tratamento precoce e durante 11 dias eu não soube o que era a rua da minha casa. Fiquei literalmente preso entre o quarto e o banheiro, pensando e agindo pelo bem estar de minha família, mesmo assim, meu filho mais novo ainda pegou Covid-19. Suspendi cultos, deixei de sair para visitar as pessoas com as quais mantenho relacionamento familiar, profissional e ou de fé. Minha sensibilidade falou mais alto. Venci a minha parte nessa luta, mas não vencemos a guerra globalizada.
Já nesse ponto da pandemia me pergunto: "Até quando vai durar as medidas duras, e até quando a teimosia será a responsável por tardar a solução?" É inaceitável que continuemos a achar que não é preciso fazer a nossa parte. Quanto mais tempo tivermos a circulação do vírus, mais ainda sofreremos com restrições, fome, desemprego e aumento da mortandade, e consequentemente a violência aumentada.
A morte do Senador Major Olímpio do PSL ocorrida nesta quinta-feira 18, trouxe um outro capítulo triste dessa história.
O Senador estava internado em São Paulo com Covid-19 e teve a morte cerebral anunciada pela família. Na publicação a família informou que precisavam esperar ainda 12 horas para que fosse confirmada a morte conforme o protocolo médico. O velório ocorreu nesta sexta-feira em forma de carreata, sem a possibilidade das pessoas se aproximarem do caixão do senador.
Mas o que chamou a atenção após a morte do senador, foi que ele não pôde ter os órgãos doados. Na publicação ocorrida no início da tarde desta sexta-feira, a mensagem publicada ainda rede social do senado informava que "A doação de órgãos era um desejo do Senador e foi autorizada pela família, contudo, por conta da questão da Covid-19 os médicos avaliaram que não seria possível a realização".
Neste terceiro artigo sobre recursos recebidos pelo município de Leopoldina nos últimos anos, principalmente os depositados em 2020, trazemos as informações publicadas no Portal Transparência.
Recentemente trouxemos duas matérias abordando os recursos recebidos do Estado de Minas Gerais através dos impostos IPI, ICMS e IPVA, além dos recursos federais transferidos durante o ano de 2020 para os programas sociais e os destinados ao governo municipal. Ao todo, entre recursos federais e estaduais, os cofres da administração municipal somou o montante de R$ 87.911.390,90.
Desta vez, trazemos aqui informações dos recursos enviados ao município para custeio do combate ao Coronavírus. Ao todo, o município recebeu mais de 4,2 milhões de reais em 2020. O Portal Transparência não trouxe nenhum registro nos primeiros 3 meses de 2021. Confira o documento aqui.
Em 2020 uma das grandes polêmicas em Leopoldina ganhou as telas de televisão e páginas das emissoras em todo estado. No início da pandemia, o ex-prefeito José Roberto de Oliveira chegou a comprar sem licitação cerca de 20 mil máscaras pelo valor de 380 mil reais, cerca de 19 reais cada. O caso foi parar na Justiça e houve inclusive investigação da Câmara Municipal de Leopoldina e o caso se fosse comprovado, poderia culminar no impeachment do prefeito. Ao final do processo, após o Ministério Público reconhecer que não houve ilegalidades, a Câmara votou o parecer contrário de forma unânime e acabou isentando o prefeito do impeachment.
Mesmo após o encerramento do caso, polêmicas ecoaram pelas redes sociais, apontando possíveis irregularidades na gestão dos recursos Covid-19 no município.
Solicitamos informações à Câmara Municipal de Leopoldina se havia algum pedido de investigação sobre o uso de recursos Covid-19 a partir do dia primeiro de janeiro do ano corrente, relacionado ao ano de 2020, até o fechamento deste artigo não tivemos respostas.
NOTA: Devido a problemas de conexão das redes sociais WhatsApp e Instagram, houve atraso no recebimento das informações por parte da Câmara Municipal de Leopoldina. Na noite desta sexta-feira, por volta das 20 horas, o presidente da casa, vereador José Augusto Cabral nos informou que não consta nenhuma solicitação de investigação em andamento na Câmara Municipal de Leopoldina.
Fonte: Leopoldina News com dados do Portal Transparência
2020 foi um ano "gordo" para a economia leopoldinense. Fazer esta afirmação é algo estranho, se não tivéssemos que olhar para trás e lembrarmos de um ano totalmente atípico, período onde a economia local recebeu recursos federais e estaduais para não se sucumbir diante da pandemia, o que não diminuiu os problemas. No entanto, a indagação que se faz é: "Onde foi parar todo dinheiro destinado ao município, especificamente ao Poder Público?"
Este é a segundo artigo em que trazemos valores destinados ao município de Leopoldina. Recentemente também levantamos dados sobre os repasses do Estado de Minas Gerais ao município. Os dados aqui mencionados estão disponíveis no Portal Transparência da Controladoria Geral da União e nos referimos aos últimos anos de transferências para o município de Leopoldina. Os números revelam uma evolução a largos passos para a economia leopoldinense em 2020 especificamente. Listamos algumas informações sobre os recursos recebidos simplesmente ao montante de 152 milhões de reais apenas em 2020, a título de transferências federais.
Em 2018, o município de Leopoldina recebeu cerca de R$ 48.919.081,39 enquanto os cidadãos que dependeram de benefícios sociais receberam diretamente nas suas contas o montante de R$ 3.196.081,00.
No ano de 2019, o valor subiu um pouco mais R$ 49.757.927,72 para o município e cerca de R$ 23.205.672,61 diretamente os cidadãos. O valor destinado aos cidadãos em 2019 representa um aumento de 626%.
Já o município teve sua conta ainda mais polpuda em 2020. O valor saltou para R$ 64.291.475,87, aumento de 29,2%. Enquanto os valores aumentaram de forma significativa para o município, os cidadãos que receberam algum tipo de benefício social somou o montante de R$ 87.776.967,27 - aumento de 278,25% . No total de transferências federais, Leopoldina recebeu cerca de R$ 152.068.443,14 no ano de 2020.
Ao todo, entre recursos federais e estaduais, os cofres da administração municipal somou o montante de R$ 87.911.390,90. Não foram encontrados gastos direto do governo federal no município de Leopoldina nos últimos 3 anos. Em 2020, o município e os cidadãos beneficiários juntos receberam cerca de R$ 175.688.358,17.
Fonte: Leopoldina News com dados do Portal Transparência
O município de Leopoldina já recebeu cerca de R$ 4.416.817,14 em impostos apenas em 2021. Destes impostos, R$ 1.703.513,58 em ICMS, R$ 21.863,40 em IPI e R$ 2.691.440,16 em IPVA. Os valores são referentes apenas dos primeiros meses de 2021.
Em 2020, o município chegou a arrecadar cerca de R$ 23.619.915,03, deste montante, R$ 17.233.419,91 foram do ICMS, R$ 194.182,50 em IPI e no IPVA, 2020 rendeu cerca de R$ 6.192.312,62.
O Estado produziu ao todo cerca de R$ 15.839.674.342,06, destes, R$ 12.592.156.383,93 foram em ICMS, R$ 141.985.791,93 em IPI e R$ 3.105.532.166,20 em IPVA. Os dados são do Portal da Transparência do Governo do Estado de Minas Gerais.
Desde janeiro de 2020, o município de Leopoldina já arrecadou cerca de R$ 8.883.752,78 em IPVA.
A maioria dos usuários e ou leitores acreditam que o IPVA deve ser usado apenas para a manutenção das vias públicas. No entanto, a Constituição Federal prevê que os Estados podem definir os valores a serem cobrados sobre a propriedade de veículos, bem como usar os recursos arrecadados para pagamento de servidores, compra de materiais escolares, de saúde e até mesmo ser utilizado no pagamento das dívidas dos Estado.
Fonte: Leopoldina News - com dados do Portal Transparência e do Impostômetro
Instituto realizará a contagem da população durante a pandemia. Previsão de recursos para o Censo foi discutida pela quinta-feira (11) pela Comissão de Orçamento
A presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Suzana Cordeiro Guerra, disse nesta quinta-feira (11) que o Censo Demográfico terá reforço nos protocolos sanitários em razão da pandemia de Covid-19.
A contagem da população será feita por meio de um modelo misto (presencial, por telefone e online). Haverá uso de novas tecnologias, fruto de cooperação internacional – em 2019, outros países realizaram levantamentos similares.
“A segurança e a saúde de todos os envolvidos é o nosso norte”, afirmou Suzana Guerra. “O IBGE caminha como sempre fez nos seus 84 anos, reforçado pela preservação da tradição com inovação”, continuou a presidente do instituto.
Para ela, o Censo Demográfico trata-se de uma missão. “Não existe elo mais fundamental na democracia do que a informação para empoderar o cidadão e para ajudar aqueles que estão à frente do planejamento de políticas públicas.”
A coleta de dados ocorrerá em agosto, setembro e outubro, em 71 milhões de domicílios dos 5.570 municípios do País. Participarão 182 mil recenseadores. Os primeiros resultados sairão em dezembro. Outros serão divulgados até 2014.
Verba proposta
O Censo Demográfico foi discutido na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional a pedido do deputado Felipe Carreras (PSB-PE). O objetivo é tentar preservar o Censo na proposta orçamentária para 2021 (PLN 28/20).
A contagem populacional deveria ter ocorrido em 2020, mas acabou adiada em razão da pandemia. Antes disso, o governo havia feito cortes orçamentários que, segundo críticos, poderiam ter colocado em risco a coleta de informações.
O texto enviado pelo Poder Executivo destina R$ 2 bilhões ao Censo em 2021. Desse total, R$ 200 milhões estão liberados. Porém, como o Orçamento deste ano ainda não foi aprovado, hoje só a verba para gastos inadiáveis está disponível.
A maior parte do dinheiro (R$ 1,8 bilhão) está condicionada à aprovação, pela maioria absoluta do Congresso Nacional, de crédito suplementar em razão da “regra de ouro”. Isso, no entanto, depende da sanção do próprio Orçamento.
Impacto dos dados
Felipe Carreras pediu aos integrantes da CMO atenção com os recursos para o Censo, destacando que os resultados orientam as políticas públicas para quase 213 milhões de habitantes. “O IBGE é uma instituição fundamental”, ressaltou.
Felipe Carreiras defendeu a preservação de recursos para o Censo na proposta orçamentária de 2021
Estados também utilizam os dados do Censo para a repartição do ICMS com os municípios. Entre outras, as regras para acesso ao Bolsa Família e ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) partem da renda familiar estimada pelo IBGE.Segundo Suzana Guerra, atualmente 63% de todos os repasses da União para os estados, o Distrito Federal e os municípios são calculados a partir da contagem populacional. Em 2019, um montante superior a R$ 251 bilhões.
Próximos passos
Conforme cronograma da CMO, o relatório final do Orçamento será analisado pelo Congresso, em sessão conjunta de deputados e senadores, no próximo dia 24. O texto está atrasado – pela Constituição, deveria ter sido aprovado em dezembro.
A proposta orçamentária para 2021 sugere melhora no Produto Interno Bruto (PIB), um crescimento de 3,2% com base em estimativa de novembro. Com a pandemia, a economia encolheu 4,1% em 2020, o pior resultado em 25 anos.
A meta fiscal é um déficit de R$ 247,1 bilhões para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência), ante o recorde de R$ 743,1 bilhões em 2020, também devido à Covid-19. O resultado primário está no vermelho desde 2014.
Reportagem – Ralph Machado / Edição – Marcelo Oliveira / Fonte: Agência Câmara de Notícias