As demandas para o cargo de vereadores ultimamente tem sido bem maior que legislar e fiscalizar os atos do prefeito da cidade. Tais demandas partem dos redutos eleitorais, onde os vereadores são cobrados por realizações em suas comunidades, em muitos casos extrapolando a competência.
Vereadores são coagidos a decidirem em votos de Lei, ou em solicitações ao executivo que resolvam as pendências sob pena de não terem apoio no próximo pleito. Daí, muitos vereadores não distinguem a linha que separa o público do particular, o amigo do eleitor, e a simples ajuda em uma compra de votos.
Por outro lado, os mesmos vereadores que são coagidos usam a contrapartida para coagir, exercendo assim o ciclo da coação - é o toma lá dá cá! Neste imbróglio de pedidos, coações, os atos legais não são mais o caminho ético, moral e justo nestas relações. São atos que divergem entre amizade e a compra de votos num período próximo, ou até mesmo o silêncio da crítica. Vivendo assim, muitos perdem a cabeça e embarcam em aventuras perigosas que acabam para muitos atrás de muitas grades de ferro vendo o sol nascer quadrado.
Mas não é só pensar o que vereador pode ou não pode fazer, e sim analisar sua maneira de verear, de executar seus trabalhos no exercício do cargo e provar para seus eleitores que está ali para representá-los decentemente. É importante salientar que até mesmo um projeto de lei deve ser analisado antes de levá-lo a público, pensando nos possíveis benefícios e danos, seja imediato ou a longo prazo. Tenho dito que os legisladores estão engessando o país com tantas leis que não faz sentido discutir política com esse emaranhado de regras.
Desde a presença dos vereadores às reuniões aos seu envolvimento com temas polêmicos na sociedade, não cabe ao vereador fugir, mas sim ter postura, pois é isso que o povo deseja ver do seus representantes. Haja visto, ser flexível não significa ser omisso em casos que exige a postura, e dependendo a posição social, se faz necessário saber o que ele pensa e como agirá.
Não é razoável que num sistema democrático possamos lidar com representantes do povo que guarde apenas para as sessões o seu voto, onde de maneira antecipada evita a crítica e de ser confrontado. Um vereador que atrai interesses do eleitor não guarda para os bastidores aquilo que está na boca do povo e que carece de respostas e ações.
No entanto, ao analisar os últimos 2 anos desta atual legislatura podemos observar que em muitos momentos a política foi abandonada e a politicagem ganhou espaço. Foi desde críticas infundadas à perseguições políticas. Para se ter ideia, basta assistir as dezenas de reuniões que agora são transmitidas via internet pela Câmara Municipal e comprovar que tem horas a tribuna parece um vespeiro, bastando um criticar para outros acharem a coragem para o mesmo.
Mas nem tudo é ruim, claro! Essa atual legislatura tem mostrado pela maioria dos seus membros muito mais trabalho. Vão aos locais averiguam, tiram fotos e fazem vídeos e diante dos seus eleitores dizem o que estão vendo e sentindo em cada cena. Isso é cativante, e ajuda no processo de harmonia entre a sociedade e políticos. É assim que queremos vê-los envolvidos com a vida pública, não cuidando dos seus boizinhos, curtindo viagens ou mesmo descansando sendo que há muito trabalho para fazer como vereador. É bom parabenizar todos que se enquadram neste quesito: Trabalho.
Abaixo deixo uma enquete para que o trabalho destes 15 vereadores seja avaliado, assim como no post anterior sobre o trabalho do prefeito.
Fonte: Josué Oliveira / Leopoldina News