Porque é necessário Dilma sair? Essa pergunta não é respondida partindo de um coração militante, de um caraminhola político ou criador de ideias mirabolantes. É necessário pensar.
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| Foto Reprodução da Internet |
Desde o ano de 2013 o governo Dilma vem sofrendo acusações graves acerca da administração pública e isso vem refletindo na economia e na vida dos cidadãos brasileiros. A má administração dos bens públicos nos últimos anos como, exonerações fiscais, desvios gigantescos de recursos públicos, investimentos em países estrangeiros, perdão de dívidas bilionárias a países africanos e isenção fiscal dados à FIFA fez com que os problemas fossem formando uma bola de neve, até que se tornou uma avalanche. Nada está resistindo. As investigações em andamento e outras encerradas atestam o modelo de governo implantado. Milhões de desempregados, milhares de empresas fechando as portas, baixa produção, aumento da violência, dificuldades de gestão e outros inúmeros fatores tem levado a um aperto dos cintos a uma sociedade que vinha ganhando ascensão econômica e material desde a era do Governo FHC, bem mesmo a partir do plano real com uma redução significativa nas taxas de juros e inflação.
Quem muito conquistou, hoje está vendo seus sonhos começarem a ruir, e se nada for feito, será como derreter um sorvete com um maçarico. Será imediato!
A saída da presidente Dilma é a melhor maneira pelas seguintes questões:
1) - Dilma errou nas estratégias de governo. Seu cronograma de reeleição levou o país ao abismo fiscal e perdeu a confiança. Cabe ao presidente da república zelar pelo patrimônio da nação.
2) - Dilma errou na administração da Petrobras, quando liberou que os tubos do petróleo jorrassem dinheiro de forma ilegal para a compra da Refinaria de Pasadena nos Estados Unidos.
3) - Dilma errou quando prometeu não mexer em direitos trabalhistas e após vencer as eleições puxou o tapete da confiança dos seus eleitores.
4) - Dilma errou quando prometeu não aumentar o combustível e energia, a gasolina por exemplo saiu de um custo ao consumidor aos 2,89 no fim de 2014 para 3,95 em 2016. A energia subiu quase 40% nas taxas. O congelamento anterior do combustível fez a estatal perder dinheiro no capital estrangeiro. A redução na conta de energia teve mais caráter eleitoral
5) - Dilma errou quando quis fazer a caveira dos opositores concorrentes acerca dos programas sociais, dizendo que eles acabariam com os mesmos, e, um ano após seu início de segundo mandato, Pronatec, Fies, Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida foram bruscamente afetados.
6) - Dilma errou quando colocou pessoas incapazes e amadoras para trabalhar consigo no cargo mais importante do país. Um governo decente escolhe gente capacitada, não amigos.
7) - Dilma errou quando desprezou a oposição após ser reeleita em 2014. O então candidato derrotado Aécio Neves telefonou para lhe parabenizar e a mesma se furtou a um diálogo pelo bem do país.
8) - Dilma errou na tentativa de colocar Lula Ministro Chefe da Casa Civil. O documento que ela iria enviar a Lula era um 'salvo conduta' para ele se livrar de uma possível prisão pela Polícia Federal. Este ato foi questionado e ainda lhe renderá dores de cabeça se sofrer ou não o impeachment.
9) - Dilma errou ao usar os canais do Governo Federal para realizar suas defesas. O mandato de Dilma não está acima dos interesses do Estado, portanto, nenhum canal de comunicação do Governo poderia ter sido usado para defesa. A defesa é feita no tribunal, não diante da população, incitando grupos partidaristas.
10) - Dilma errou quando perdoou diversos países africanos, dando um rombo bilionário nos cofres brasileiros, algo que deveria ser apreciado pelo Congresso já que envolvia recursos da União.
11) - Dilma errou na companhia de Lula quando abriu mão dos impostos que deveriam ter sido pagos pela FIFA pelas Copas das Confederações e do Mundo (2013/2014). A isenção foi a única feita por um país sede nas histórias das Copas.
12) - Dilma errou quando colocou sigilo em contratos estrangeiros, em obras bancadas pelo BNDS em países como Bolívia, Venezuela e Cuba. O Brasil vem exigindo transparência há um bom tempo.
13) - Dilma errou quando tentou barganhar com integrantes dos partidos visando alcançar votos, em vez de fazer um governo decente até que estes deputados e senadores votem a situação. Dar cargos e ministérios virou rotina, há um bom tempo não sei quem é quem no ministério da presidente. É um tal de trocar A pelo B e continua tudo na mesma, inclusive a incapacidade de seu governo trabalhar pelo país.
14) Dilma errou nas tentativas de garantir aos seus eleitores quantias maiores nos programas sociais, só não imaginava penso, que onde você tira e não coloca de volta, uma hora vai faltar. Preferiu maquiar as contas do governo para tirar vantagens e acabou tendo suas contas de 2013 com ressalvas e por unanimidade rejeitadas pelo TCU em 2014.
São tantos motivos, e dentre tudo isso, hoje o Governo não tem mais a maioria para governar. Se Dilma sair, o país deverá se acalmar por causa da rejeição ao nome da presidente, mesmo isso não significando concordância aos nomes de Temer, Cunha, Renan e Aécio Neves. Se Dilma ficar, o país caminhará ainda por mais tempo nessa agonia. Em vez de encurtar a dor, pelo visto a presidente ainda quer fazer forças com a sociedade e com o parlamento sobre a resistência do seu governo.
Escapar do impeachment com 172 votos não significa estar salva. Significa que terá que fazer algo mirabolante para poder governar e acalmar o racha no país. Racha que a mesma presidente criou com seu partido em 2014, dividindo ricos e pobres, brancos e negros, nortistas e sulistas - essa conta está ficando cara pro seu governo.
Por fim, não tendo maioria e também o problema da incapacidade de dialogar, o melhor para a presidente Dilma é a saída do cargo. Volto a repetir, Temer, Cunha, Renan e Aécio Neves não são salvadores, há outros nomes melhores e que poderão desempenhar esse papel de "novo líder nacional e com um espírito renovado não fugindo da democracia e garantindo o progresso".
Sem apoio, o governo Dilma ficará insustentável caso o impeachment seja barrado. Dilma precisaria ao menos 342 para governar, não 172 para barrar o processo. E esse número é cada vez mais difícil alcançar.
Os erros acumulados podem não servir de contextualização para o impeachment, mas uma severa punição pelos deputados e senadores é a resposta para a sociedade diante das brechas da Lei 1.079/1950. Crime é crime, seja por desviar um real por um milhão, e neste caso, a sociedade espera que a Lei valha à presidente, pois já foi prevaricada pelos deputados, senadores e pelo próprio TCU em anos anteriores quando não fez recomendações, rejeições ou julgamento de contas.
A saída da presidente deveria significar a renúncia de todos e haver convocação de eleições gerais para este ano, sem que, nenhum dos políticos atuais em ocupação participem do pleito. O país deveria ser varrido por completo, penso assim.
Por Josué Oliveira